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A romantização da maternidade contribui muito para que esse sentimento exista

O sentimento de “não dar conta” atravessa a experiência materna com mais frequência do que se admite. Ele costuma aparecer quando a mulher se vê tentando equilibrar múltiplas demandas, trabalho, casa, filhos, relações, em contextos que nem sempre são acolhedores ou flexíveis. A romantização da maternidade reforça a ideia de que tudo deveria ser vívido com leveza e plenitude, apagando o cansaço, as ambivalências e o turbilhão de emoções que fazem parte da vida real. Nesse cenário, a cobrança interna cresce, e a sensação de isenção passa a ocupar um espaço que não deveria ser naturalizado.

A psicologia contemporânea, de autores como Donald Winnicott , propõe um olhar mais possível sobre o cuidado: não é a perfeição que sustenta o desenvolvimento emocional de uma criança, mas a presença consistente de uma mãe “suficientemente boa”. A busca constante por acertar tudo pode se transformar em uma armadilha que alimenta culpa, sobrecarga e exaustão, muitas vezes levando ao esgotamento materno. A chamada “maternidade ideal”, construída socialmente, entra em conflito com a maternidade real, feita de escolhas difíceis, limites e aprendizados contínuos. E é importante lembrar: a culpa não educa, não fortalece vínculos e não torna ninguém uma mãe melhor.

Esse olhar também precisa incluir as diferentes formas de maternar. Mães que trabalham fora de confrontos externos intensos; mães que permanecem em casa, por sua vez, lidam com invisibilização e julgamentos silenciosos, e não são menos por isso. Em ambos os casos, há desafios legítimos que atravessam a subjetividade de cada mulher. Cuidar de um filho exige presença, mas também exige que essa mãe exista para além dessa função. Abrir espaço para pausas, respeitar limites e abandonar a ideia de dar conta de tudo que não é falha: é um movimento necessário para sustentar uma maternidade mais saudável, possível e humana.

Desejo um Feliz Dia das Mães – sem culpa e mais presença!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Cada encontro nosso é um lembrete do porquê escolhi ser psicóloga: acreditar no poder da escuta, no acolhimento e no cuidado contínuo da saúde mental.

Ser psicóloga é um dos maiores privilégios da minha vida. Escolhi essa profissão porque acredito profundamente que cada pessoa merece um espaço para ser ouvida com respeito, carinho e atenção verdadeira. Cada encontro no consultório me lembra do porquê eu amo o que faço: ver alguém se fortalecer, reencontrar a si mesmo e descobrir novas formas de viver com mais leveza.

A saúde mental não pode ser lembrada apenas em um mês do ano. Ela precisa ser cultivada diariamente, no autocuidado, no descanso, no silêncio, na pausa. Prevenir é cuidar de si antes que a dor se torne insuportável. E a terapia é esse espaço de prevenção e acolhimento, onde podemos olhar para nossas emoções com mais gentileza.

Para mim, a psicoterapia não é apenas para os momentos de crise. Ela é como regar uma planta: um cuidado constante que nos ajuda a florescer. A cada sessão, vejo a beleza de quem se permite esse olhar para dentro, e isso me enche de propósito e gratidão.

Ser psicóloga é caminhar junto, oferecer escuta e acreditar na capacidade de cada pessoa de se transformar. E é por isso que sempre digo: cuidar de si é o maior ato de amor próprio que você pode praticar.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

O espaço terapêutico precisa ser agradável e acolhedor, transmitindo uma sensação agradável às pessoas que estão no local.


O intuito da terapia é tratar problemas emocionais, comportamentais e psicológicos. No tratamento, o psicólogo ajuda o paciente a refletir sobre seus problemas, encontrando novos meios de lidar com eles. Com isso, o indivíduo pode promover mudanças profundas no seu modo de pensar, e melhorar sua vida significativamente.

Para que uma relação terapêutica seja satisfatória, o profissional deve adotar uma imagem não-punitiva e  aceitar as individualidades de cada paciente. Isso porque quem busca a terapia normalmente está sofrendo por algum motivo, e muito possivelmente está recebendo algum tipo de punição em algum contexto da sua vida.

A aceitação incondicional por parte do terapeuta mostra ao paciente que ele pode ser ele mesmo, falar o que precisa sem ser punido. Isso resulta em uma relação de confiança, e faz com que cada vez mais os comportamentos punidos apareçam.

A proximidade da relação terapêutica possui vários propósitos: Proporciona um local seguro para os pacientes relevarem a si mesmos, oferecendo-lhes a experiência de serem aceitos e compreendidos após uma profunda exposição, ensina aptidões sociais e por fim ensina que a intimidade é possivelmente alcançável. Uma vez atingido esse objetivo, podem-se construir relacionamentos semelhantes fora da terapia.

A importância da relação terapêutica na prática clínica:

. Promove autoconhecimento

Um dos benefícios da terapia é dar ao paciente a capacidade de compreender melhor a si mesmo, bem como seus valores e objetivos pessoais. A terapia permite que o indivíduo possa dominar e administrar melhor os seus sentimentos.

No tratamento terapêutico, o autoconhecimento é estimulado na identificação de falhas contínuas na vida da pessoa. Desse modo, ela fica mais preparada para lidar com ideias negativas e emoções adversas. O autoconhecimento ainda promove o fortalecimento da autoestima.

. Ajuda a encontrar motivação

A motivação funciona como um impulso para atingir uma finalidade. Parte sempre de dentro da pessoa e, sem ela, torna-se extremamente difícil conquistar um objetivo pessoal ou profissional. A falta de motivação pode estar relacionada à depressão, dentre outros problemas.

O suporte profissional em uma terapia ajuda a levar à tona o que origina a falta de motivação do paciente. Uma pessoa desmotivada tem problemas recorrentes na sua vida pessoal e profissional, já que se sente inibida a executar certas ações. Por meio de tratamento, pode-se ajudar o paciente a impulsionar seus próprios motivos.

. Melhora os relacionamentos interpessoais

Para ter uma vida plena e satisfatória é muito importante saber se relacionar bem com o próximo. As relações interpessoais fazem parte do cotidiano do ser humano e podem ser observadas em interações do dia a dia, como as estabelecidas no ambiente de trabalho com colegas, em casa com a família ou no contato com amigos.

A terapia promove o desenvolvimento de habilidades sociais com o intuito de melhorar os relacionamentos interpessoais. O tratamento é útil para os que têm dificuldades em se relacionar com outras pessoas, o que consequentemente evita o isolamento social.


Sou Joana Santiago – Psicóloga