Você provavelmente já ouviu o termo cultura do cancelamento ou talvez tenha ouvido falar de alguém sendo “cancelado”,
mas você sabe o que realmente significa?

Todos os dias uma celebridade ou influenciador digital é cancelado na internet. Campanhas propõem que essas pessoas sejam “anuladas” e percam fãs e seguidores. Mas, afinal, o que é a cultura do cancelamento? 

Simplificando, a cultura do cancelamento é a ideia de tirar o apoio a um indivíduo, sua carreira, popularidade e/ou fama por causa de algo que ele disse ou fez que é considerado inaceitável. 

Na maioria das vezes, as pessoas são “canceladas” porque são uma figura pública com influência sobre um grande público e o que eles fizeram ou disseram supostamente causou danos a uma determinada pessoa, grupo de pessoas ou comunidade. Por exemplo, muitos dos que foram “cancelados” receberam essa reação pública após acusações de atividades ou comentários violentos, sexistas, racistas, homofóbicos ou transfóbicos. 

Alguns veem a participação na cultura do cancelamento como a maneira mais eficaz de responsabilizar figuras públicas, especialmente se nenhuma outra forma legal parecer estar funcionando. Ao trazer a queixa a público, força os empregadores do acusado e outros a enfrentar a situação e se distanciar do perpetrador. Em outras palavras, reequilibra a lacuna de poder entre aqueles com grandes audiências e as pessoas ou comunidades que podem ser afetadas negativamente.

Como surgiu

O movimento iniciado em 2017 por atrizes estadunidenses contra o assédio e abuso sexual, o #metoo – eu também, em português – foi considerado um marco para a cultura do cancelamento. A ação ganhou força nas redes sociais e propunha a exposição e o boicote de abusadores e assediadores. Em pouco tempo foi replicada em todo o mundo.

Em um ano, de 2019 até 2020, a palavra cancelamento foi citada quase 20 mil vezes na internet, segundo a pesquisa. No ano passado, ela foi mencionada mais de 60 mil vezes, o que representa um crescimento de mais de 200%.

Em vários casos, o cancelamento ultrapassa os limites digitais e afeta também a vida off-line.

O que faz alguém ser “cancelado”? 

Atualmente onde a presença da tecnologia é cada vez maior e as redes sociais exibem um crescimento exponencial, o “cancelamento” de uma pessoa está diretamente relacionado ao seu comportamento. Isso significa que uma pessoa cancelada provavelmente agiu de maneira considerada errada ou fez algo que não é tolerado socialmente.

É válido ressaltar também que a maioria dos cancelamentos ocorre por conflitos de opiniões e pensamentos, devido à crença de que existe um “certo” ou um “errado” convencionado na sociedade. Dessa forma, as pessoas vítimas do cancelamento acabam sendo excluídas da sociedade por um determinado grupo de indivíduos, além de sofrerem linchamentos virtuais e sofrerem punições pelas ações praticadas. Algumas vezes, a ação de cancelar alguém é temporária, em que a pessoa que foi cancelada tem a oportunidade de mudar suas condutas e ser aceita novamente por determinado grupo social.  

A youtuber Viih Tube conta que foi agredida na rua depois de ser cancelada na internet por causa de um vídeo, onde abre a boca do gato, que estava dormindo, e cospe dentro dele. As imagens correram pela internet e uma chuva de mensagens de ódio caiu sobre a adolescente que ficou deprimida. Na época, ela pediu desculpas ao público e disse que não era uma pessoa ruim. “A primeira vez que eu saí de casa depois de muita coisa que eu vivi dentro de casa…dificuldade de comer, de levantar, só chorava. Eu fui agredida por um homem na rua que eu nem conhecia, porque me viu pelo cancelamento ficou super irritado com o vídeo e literalmente me agrediu…foi uma coisa surreal que eu vivi no primeiro momento que eu quis pisar fora de casa”, conta. 

Colega de Viih Tube em um reality show, a cantora Karol Conká também teve suas atitudes condenadas na internet e foi cancelada. A cantora foi eliminada com 99,17% dos votos, uma rejeição histórica, jamais vista na história do programa que tem mais de 20 anos de exibição. Ela contou, em uma entrevista concedida ao influenciador digital Spartakus, que além de perder seguidores, recebeu ameaças de morte e viu contratos serem cancelados. Apesar de afirmar que errou, a cantora ainda sofre com os efeitos do cancelamento.

“Eu, reconhecendo meu erro, parece que eu estou mentindo, parece que eu não sou merecedora de compreensão ou acolhimento. Então eu penso: todos esses anos eu trabalhando, eu me expondo, aí tive um deslize, cometi um grande erro de não controlar as minhas emoções, não controlar a minha ansiedade, não saber lidar sob pressão. Aí é como se não precisasse mais de mim. Eu me senti descartável”, afirma.

O cuidado com sua saúde psíquica foi tão importante, que a artista resolveu dividir as descobertas dessa experiência com o público em uma série chamada “Vem K Cuidar da Mente”, disponível na internet. Ao longo de seis semanas, ela conversou com especialistas da área de saúde mental, esclarecendo dúvidas sobre um assunto até então tabu, e que com a pandemia ganhou mais espaço na discussão pública. A série alcançou mais de 10 milhões de usuários, e o conteúdo teve 1,1 milhão de curtidas e mais de 25 mil comentários.

Afinal, a cultura do cancelamento é boa ou ruim? Por que ela existe?

A existência dessa cultura na sociedade, de forma geral e deixando de lado o fato de que cada país, região ou continente possui sua cultura, é uma regulação ainda pouco construída, e que possui muito poder concentrado. Por enquanto, o debate é se essa organização privada está dando conta de se sustentar.

Quando você cancela alguém, você está impedindo que a outra pessoa aprenda e reflita sobre porque o comportamento e as atitudes que ela cometeu não são aceitáveis. Isso não quer dizer que você deva se omitir ao discurso de ódio, a crimes ou a violações aos direitos humanos. Alertar sobre pensamentos e comportamentos que possam perpetuar discriminações é um caminho inteligente e possível para enfrentá-los.

É crucial entendermos que todos somos suscetíveis a erros, mas também temos a chance de melhorar como indivíduos. Ter essa compreensão é fundamental para não excluir outras pessoas, para estar aberto ao diálogo saudável e para a construção de um mundo mais inclusivo, em que as pessoas se respeitem.  

E você, o que acha da cultura do cancelamento? Deixe aqui seus comentários!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

A reflexão sobre a vivência da sexualidade na adolescência estabelece uma relação entre explorar a sexualidade com saúde,
com o próprio corpo e sua autoestima.

A sexualidade está relacionada à vida, sensações, sentimentos e emoções relacionados ao prazer. Como envolve diversas dimensões humanas, é um tema muitas vezes difícil de ser tratado e, por isso, permeado de dúvidas, preconceitos, estereótipos e tabus.

Agora misture tudo isso na adolescência, fase de muitas transformações no corpo e na mente, uma etapa de muitas descobertas, muitos hormônios, muitas dúvidas e inseguranças para os adolescentes e pré-adolescentes que não sabem como lidar com este novo corpo, com os novos desejos, e com os outros que os cercam, que também estão mudando.     

Para somar às dificuldades, hoje temos grande acesso à internet, o que por um lado os coloca em contato com a informação e com os relacionamentos, mas por outro pode gerar mais confusões devido ao excesso de informações que eles não sabem administrar, podendo confundi-los ou até gerar conceitos errados (sabemos que nem tudo que está na internet é confiável).

O perigo do excesso de informação na internet sem uma boa comunicação e orientação da escola e dos pais, pode impactar na formação sexual que ainda está sendo construída. Tendo em vista que ainda existe preconceito com opções sexuais diferentes da heterossexual, muitas vezes os pais podem não saber como lidar com a situação em que o adolescente se identifica com outras opções e se assustar ou se preocupar. Por isso, é importante que os pais estejam próximos para orientar seus filhos e aprendam como orientá-los.

Outro problema é o excesso de exposição devido ao fácil acesso às redes sociais em que muitas vezes fotos, vídeos, textos etc, são postados por eles gerando grande pressão e até constrangimento para eles mesmos ou para os colegas. 

Como lidar com tudo isso?

Os pais precisam primeiramente se aproximar dos filhos, gerar uma relação em que eles se sintam à vontade para falar sobre o tema da sexualidade, procurar ouvir e entender o que os filhos estão vivendo, acolher as dificuldades e medos, e dar as orientações básicas sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Além disso, os pais têm o direito e o dever de controlar seus filhos quando estes estão se colocando em situações de risco físico ou emocional, ou colocando outros em risco. E, finalmente, os pais têm também que aprender a respeitar os limites dos filhos, quando necessário, já que os filhos precisam cada vez mais de privacidade conforme forem crescendo.

Vale ressaltar que a sexualidade é inerente ao ser humano e influenciada por fatores externos como relações sociais e elementos culturais. 

Educação sexual e o sexo seguro

Sabemos que a educação sexual deve começar em casa e que quanto mais cedo se inicia o processo de troca de informações, melhor para os adolescentes.

Famílias abertas ao diálogo, dispostas a ouvir sobre as dúvidas e medos, são facilitadoras do processo da educação sexual de seus jovens. É só através da educação sexual que a prática do sexo seguro pode se tornar uma ação natural para os jovens. 

É fundamental lembrar que o Brasil tem os piores índices de educação sexual da América Latina.

Falar sobre sexo não incita uma iniciação precoce da vida sexual, pelo contrário. A educação sexual de qualidade, possibilita conhecimento e entendimento sobre o assunto, garantindo a prática do sexo seguro e consciente, evitando ainda casos de violência sexual. 

Pais que conversam, dão liberdade, mesmo que impondo limites, estabelecem uma relação de cumplicidade e confiança com seus filhos e isso se reflete tanto na saúde mental dos adolescentes como na saúde geral. Evitando assim problemas com DSTs e gravidez precoce indesejada. 

Não julgue, só escute

E se um amigo(a) trouxer informações sobre suas vivências sexuais, evite dizer coisas como: “Sua mãe sabe que você está fazendo essas coisas?”, “Você não tem vergonha de dizer isso, não?”. Busque escutar e propor reflexões sobre o que foi trazido. Se você não souber a resposta para alguma pergunta, diga que não sabe e sugira que pesquisem coletivamente sobre o tema. 

Não precisa expor sua intimidade

Tenha muito cuidado com o que você expõe nas suas redes sociais ou até por whatsApp. Muitas vezes o que parece ficar só entre duas pessoas, alcança muito mais pessoas e nem todas estão bem intencionadas. Com certeza você já ouviu falar, e muito, sobre isso!

Acompanhar o que estão publicando diariamente na internet e conversar sobre os riscos da exposição exagerada (ou descuidada) é uma das grandes tarefas atuais de pais e mães.

É ingenuidade acreditar que existe segurança apenas porque o perfil no Facebook só pode ser visualizado por amigos e amigos dos amigos. A partir do momento em que uma informação ou foto cai na rede, perde-se totalmente o controle sobre ela. A internet é um mundo. Tudo o que você fala ou mostra se espalha rapidamente. Então, não caia em armadilhas como jogos ou comparativos com seus amigos e pense um pouco na sua privacidade.

Por isso, é preciso redobrar os cuidados. É preciso de muito diálogo para fazer os adolescentes entenderem que precisam ser responsáveis pelos próprios passos na vida, e que esse cuidado se estende também a tudo o que fazem (e mostram) no mundo virtual.

Sou Joana Santiago – psicóloga

A forma como você faz pequenas escolhas diárias pode fazer toda a diferença.

Você já se pegou em dúvida, pensando dali, pensando daqui, com dificuldade em fazer escolhas, perguntando a opinião de várias pessoas e só resolve mesmo no último minuto? E até culpa seu signo por isso? Se você se identificou, comece a ler o texto, ele é para você!

O medo de errar, de não conseguir arcar com as consequências da escolha e se sentir culpado por isso, podem nos paralisar, nos deixar ansiosos e com uma sensação de incapacidade, não é mesmo? No entanto, vale lembrar que a não decisão também é uma decisão e não isenta ninguém de sua responsabilidade, pelo contrário. Há males imensos que decorrem da falta de decisão.

Mas não é só de decisões importantes que a vida é feita. Muitas são rotineiras como a roupa que vamos vestir, a comida que faremos no jantar, ler um livro ou ver uma série na televisão, sair ou ficar em casa no fim de semana. Embora a maioria de nós tire de letra essas pequenas escolhas do dia a dia, há quem se sinta dividido entre elas. Existem alguns motivos para isso: insegurança, excesso de perfeccionismo e hábito de procrastinar.

Nem sempre existe certo e errado na hora de tomar uma decisão. Muitas vezes são apenas possibilidades que podem nos levar para diferentes caminhos. Ainda assim, errar é o maior temor de muitas pessoas e por esse motivo elas relutam em arriscar. Mas não deveriam porque essa é uma das melhores formas de vencer a indefinição. Arriscar pode ser um modo de enfrentar o medo da escolha. Não é fácil porque significa ganhar ou perder, acertar ou errar. Mas é importante aprender lidar com os erros. Nessas horas vale fazer psicoterapia, ouvir a opinião de especialistas e pedir conselhos para pessoas próximas, mesmo sabendo que a decisão final será sua. 

Nem todas as decisões requerem uma divagação aprofundada. Na verdade, a maioria das escolhas é simples e pontual, necessárias somente para nos ajudar a progredir de uma situação para outra.

Para ajudá-lo a determinar quão indeciso você é, confira mais alguns comportamentos de pessoas que não conseguem se decidir:

  • Pedir a opinião de pessoas queridas ou de conhecidos antes de tomar uma decisão;
  • Refletir longamente sobre os prós e contras de uma situação, mesmo que não apresentem grandes consequências;
  • Passar o dia remoendo a dúvida sobre ter tomado a decisão correta ou não;
  • Ficar ansioso a cada nova decisão ou enquanto espera as consequências das mesmas;
  • Não conseguir se decidir quando recebe muitas opções;
  • Ter medo de desagradar os outros com suas escolhas;
  • Sentir-se incomodado quando é obrigado a fazer uma escolha, permitindo que outra pessoa faça;
  • Falar “pra mim tanto faz” ou “pra mim pode ser” com muita frequência;
  • Imaginar o cenário que se desenrolaria se você tivesse tomado outra decisão; e
  • Sentir-se desanimado e frustrado consigo mesmo após demorar para se decidir.

Algumas técnicas para te ajudar a decidir com mais facilidade

Decida com um propósito

Quais são as metas de longo prazo que eu estou almejando? Muitas vezes tendemos a ignorar nossas metas de longo prazo, nossos valores e tomamos decisões que evitarão um desconforto em curto prazo.

Não existem decisões perfeitas

Às vezes nos sentimos paralisados pelo desejo de decidir certo. Queremos tomar decisões perfeitas que tenham resultados perfeitos, sem incertezas e que não representem uma possibilidade de arrependimento.

Rejeite a certeza como um objetivo

Às vezes não precisamos da certeza perfeita ou de resultados perfeitos, precisamos dar tempo ao tempo. Ter dúvidas, não ter perfeição, conviver com a incerteza – todos esses são ingredientes da vida.

Quanta informação é suficiente?

É importante que você saiba quantas informações suficientes são satisfatórias, pois por muitas vezes colhemos tantas informações que só ficamos mais indecisos e negativos.

Encare as decisões como experimentos

Às vezes encaramos nossas decisões como exame final em que poderíamos passar ou ser reprovados. Ao começar a encarar o processo de tomada de decisão como um experimento, estamos colhendo informações e aprendendo com os resultados.

Através da psicoterapia, é possível conquistar segurança para decidir por sua vontade própria e benefício individual. A escolha de uma faculdade, decisões sobre relacionamentos, mudanças de cidade ou início de projetos são temas que podem ser levados à psicoterapia e discutidos em conjunto com o psicólogo, por exemplo.

Ele te ajudará a perceber todas as questões que envolvem sua escolha, as consequências, seus desejos e também a compatibilidade da ideia com os seus planos de vida e personalidade. Vale a pena!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

A internet e seus recursos afetam nosso humor e comportamento na atualidade
A internet é um recurso de grande importância na atualidade e que remodelou ações,  estilo de vida e comportamentos.

A presença das redes sociais é cada vez mais crescente em nossas vidas. Naturalmente, essa influência repercute em nossos comportamentos e até em mudanças de humor acentuadas.

O imediatismo, as questões do feedback e aceitação, entre “amigos” virtuais, bem como a problemática da privacidade online, faz com que as redes sociais possam afetar negativamente ou até positivamente seu dia-a-dia. Mas até que ponto essa influência é positiva e até recomendada?

Agora, vamos ser sinceros, ver seu post cheio de likes é muito legal. Muita gente sente o mesmo. Quando recebemos uma curtida, nosso cérebro gera uma descarga de dopamina, mesmo neurotransmissor produzido quando comemos chocolate, fazemos sexo ou ganhamos dinheiro, guardadas as devidas proporções. Na prática, Facebook e Instagram nos dão prazer. E, ao que parece, estamos ficando “viciados”.

De maneira geral, o que significa receber um like em uma foto ou conteúdo postado? O like atribui uma reação positiva do outro mediante uma expressão minha. Ou seja, pode ir ao encontro das necessidades de afeto, empatia, proteção, validação, compreensão, aceitação social. Ao olharmos sob esse prisma, seria errado ficarmos felizes quando recebemos likes? Não! Se sentir bem representa que as nossas necessidades estão sendo atendidas. E até aí corresponde a uma forma saudável de interagir com o mundo. 

Muitos casos de dependência começam pela ânsia de aceitação...

Os likes então podem ser saudáveis? Sim! Saia um pouco do mundo virtual e venha para a realidade. Não é mesmo muito bom nos sentirmos compreendidos quando estamos expressando uma ideia? E que tal recebermos elogios? Apesar de algumas pessoas ficarem constrangidas, a verdade é que receber uma afirmação positiva a nosso respeito faz um bem danado! É por isso que nós, psicólogos, estimulamos relacionamentos de troca e afeição – são importantes e saudáveis. 

Um contraponto é a “necessidade de likes” e de feedback positivo, esses poderão ter uma influência direta no seu humor, tornando-se aos poucos um viciado das redes sociais, mesmo que o negue ou então que não passe muitas horas nas redes sociais. Muitos casos de dependência começam por esta ânsia de aceitação. Conforme as pessoas se refugiam nas redes, elas perdem a habilidade de se relacionar com os outros. Você vê jovens que não se relacionam ao vivo, mas estão nos smartphones. Isso gera a incapacidade de ler a emoção dos outros e faz a pessoa se refugiar dentro da vida online, porque lá temos mais controle.

Se você é afetado por likes olhe para isso como uma forma de se conhecer. Olhe mais profundamente agora…Parece haver uma dependência disso aí no seu mundo interno? Ou seja, se você não receber tantos likes você fica mal? Ou, para se sentir bem, você parece precisar dos likes? Talvez caiba aí uma reflexão aberta e honesta de você com você mesmo: tem aí uma necessidade emocional não satisfeita em você. De onde vem isso? Você já se sentiu assim outras vezes? Quais as formas que você pode se atender além dos likes?

Antes de se julgar, entenda essa relação com os likes como a ponta de um iceberg… tem coisa aí embaixo que precisa ser vista. E, quando detectada, fica bem mais fácil de saber os caminhos necessários para você reparar. Talvez, você esteja achando que é só através dos likes que você será satisfeito. E eu quero te dizer que não! Os likes podem trazer satisfação a curto prazo, mas por ser um movimento superficial e virtual, não preenche direito aquilo que precisamos. Os movimentos de internet são rápidos e passageiros. Amanhã já tem um milhão de novos conteúdos e parece que você já ficou esquecido no meio de tanta coisa.

Talvez você esteja mesmo precisando ligar para aquele amigo, companheiro e olhar no olho. Ou uma conversa franca com seus pais…ou então, quem sabe você pode ser a sua companhia e aprovação? Existe também um acolhimento seguro num consultório terapêutico. Os estudos cada vez mais demonstram que uma reparação emocional ocorre com o olho no olho, toque, conexão. Não tem nada de errado com a internet, mas há outros meios de você buscar sua satisfação emocional. Meu conselho pra você hoje: Vai lá, experimenta e depois me conta aqui?!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Para evitar constrangimentos, recomendo pensar antes de falar, respirar e prestar atenção aos sinais não verbais do ouvinte.

Todos nós conhecemos uma pessoa que fala demais. Uma pessoa que fala tanto e que não dá espaço para outras pessoas falarem e participarem do assunto. Essas pessoas tagarelas geralmente têm dificuldade de ouvir o outro, sempre têm um caso para contar e com frequência repetem suas histórias. Elas misturam todos os assuntos, muitas vezes abordam temas que constrangem e dificultam a conversa ao impedir que outros falem. Estar em um mesmo ambiente com indivíduos assim pode ser enfadonho, por isso é preciso aprender a lidar com pessoas que falam demais.

E quando o ambiente é o trabalho, a convivência pode complicar ainda mais. Pessoas tagarelas podem afetar diretamente a concentração de colaboradores próximos e isso pode impactar na produtividade. Além disso, é preciso muita paciência para evitar conflitos, já que o humor nem sempre resiste a uma atitude desagradável.

É preciso avaliar também que o ato de falar demais é um escudo poderoso para pessoas com certa fobia social. Com medo da interação com o colega, o indivíduo fala sem parar evitando a empatia, emendando um assunto no outro, o que, com o passar do tempo acaba virando um escudo social. Então, são pessoas que provavelmente estão passando ou que desenvolveram uma desestrutura emocional, que tem provocado reações em seu comportamento.

Veja algumas das características de pessoas que falam demais

  • Sujeito repetitivo:  a pessoa tagarela se torna repetitiva e até utiliza o mesmo argumento em várias situações diferentes;
  • Mania de interromper: esta é uma característica presente na pessoa que fala muito, que acaba não permitindo a conclusão do raciocínio da outra parte;
  • Falta de empatia: pessoas assim não se preocupam com a voz e o argumento de terceiros, fazendo com que a interação e a empatia sejam inviáveis, afetando o relacionamento;
  • Isolamento: quem fala demais tem a tendência a desgastar os relacionamentos ao seu redor, pois são indivíduos que acabam se tornando inconvenientes e afastam as pessoas do seu círculo de convivência.

5 passos para conviver com quem fala demais

Para não tornar o ambiente ainda mais constrangedor, é possível adotar algumas técnicas para lidar com colegas de trabalho que falam demais:

  1. Corte o assunto: pessoas que falam demais geralmente estão em busca de atenção. Portanto, não tenha peso na consciência e corte o assunto sinalizando para o tagarela, de maneira gentil e educada, que você precisa fazer outra coisa;
  2. Faça questão de falar: se você esperar que o tagarela lhe dê espaço para falar, muito provavelmente você não vai conseguir. Então a dica é peça para falar e se for interrompido insista para concluir o assunto.
  3. Seja monossilábico: caso também não deseje estender o papo, faça mão das expressões da nossa língua portuguesa para diminuir o assunto. Responda apenas o básico para não ser mal educado. Não prolongue a discussão e aos poucos o tema vai se esvaindo.
  4. Mude o seu foco: não é porque a pessoa é inconveniente ao falar que ela só tem defeitos. Então tente enxergar as qualidades do amigo tagarela e desvie o foco para essas características.
  5. Afaste-se para ajudar: quando nos afastamos de alguém e esta pessoa percebe o afastamento ela se mostra mais aberta a entender os motivos e então é possível colocar nossa percepção de forma clara e educada levando a pessoa a uma reflexão.

Quando o tagarela é você

De repente, ao ler esta matéria, você acaba se deparando com o fato de que você talvez seja o colega inconveniente que fala demais. E como é possível reverter isso?

Além de receber com humildade o feedback dos colegas mais próximos, o mais importante é buscar o autoconhecimento. O que está te levando a ter um comportamento excessivo? O que pode estar por trás dessa necessidade de falar o tempo todo? Uma das maneiras de descobrir é através de treinamentos de competências emocionais.

Estar atento às reações de desconforto ou desinteresse das outras pessoas quando fala demais também pode ajudar, bem como pedir a alguém próximo para lhe dar algum sinal quando já se está a exceder na conversa.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

O TAG é um dos motivos mais comuns de consultas médicas e a sua principal característica é a preocupação excessiva.

Nunca se falou tanto em ansiedade. Com a pandemia e o ritmo cada vez mais frenético das nossas vidas, a saúde emocional vai ficando de lado e as dificuldades aumentam. Assim, os casos de transtorno de ansiedade generalizada têm se tornado mais frequentes.

Sentir ansiedade, seja diante de momentos nunca vividos anteriormente, em um compromisso importante ou em uma espera por um sonho tão desejado é bem comum, mas, quando essa preocupação toma um tamanho exagerado é sinal de que algo está fora do controle. Ansiedade persistente e irreprimível merece atenção especial, pois ela pode ser Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Mas o que é ansiedade generalizada?

O TAG é caracterizado pela ansiedade excessiva e preocupação exagerada com os eventos da vida cotidiana sem motivos óbvios. Pessoas com sintomas de transtorno de ansiedade generalizada tendem sempre a esperar um desastre e estão sempre extremamente preocupadas com saúde, dinheiro, família, trabalho ou escola.

Em pessoas com ansiedade generalizada, a preocupação geralmente é irreal ou desproporcional para a situação. A vida diária torna-se um constante estado de preocupação, medo e pânico. Eventualmente, a ansiedade domina o pensamento da pessoa, interferindo no funcionamento diário, incluindo o trabalho, a escola, as atividades sociais e os relacionamentos.

Principais sintomas:

O transtorno de ansiedade generalizada ocorre quando uma pessoa encontra dificuldade para controlar o medo, durante vários dias, por um período superior a seis meses. Além disso é preciso apresentar três ou mais sintomas da lista abaixo:

  • Preocupações e medos excessivos
  • Visão irreal de problemas
  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”
  • Irritabilidade
  • Tensão muscular
  • Dores de cabeça
  • Sudorese
  • Dificuldade em manter a concentração
  • Náuseas ou queimação no estômago
  • Necessidade de ir ao banheiro com freqüência
  • Fadiga e sensação de cansaço constante
  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado
  • Surgimento de tremores e espasmos
  • Ficar facilmente assustado

Quais são as causas da ansiedade generalizada?

Não existe uma causa específica para a TAG, mas, sim, um conjunto de fatores que colabora para o seu aparecimento. Esses podem ser de origem genética, química (desequilíbrio hormonal no cérebro) ou dos estímulos do ambiente externo. A hereditariedade é um aspecto importante. Caso não haja possibilidade de hereditariedade, a ansiedade pode ter sido ocasionada por experiências que despertaram grande medo ou tristeza, como a morte de um parente, envolvimento em um acidente ou bullying na escola.

Como é feito o diagnóstico?

É importante não confundir o transtorno de ansiedade generalizada com os sentimentos comuns de medo e ansiedade. Para considerar um diagnóstico, os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada devem estar presentes por, pelo menos, seis meses e causar desconforto ou prejudicar a rotina da pessoa e/ou seu relacionamento social, familiar e de trabalho.

O diagnóstico não deve ser feito com pressa, pois há risco de identificar errado os sintomas, o chamado “falso positivo”. A hipótese do TAG estar relacionado com outras doenças psiquiátricas – como depressão, transtorno obsessivo e transtorno de pânico – deve ser avaliada também.

Tem tratamento?

O transtorno de ansiedade generalizada tem tratamento e a escolha deve ser baseada na eficácia da terapia, segurança, efeitos colaterais e custo. Geralmente, o tratamento é feito combinando: Psicoterapia, a mais comum para o transtorno de ansiedade generalizada é a terapia cognitivo-comportamental, que se baseia em como a pessoa interpreta suas experiências. A terapia familiar também pode ser indicada quando houver necessidade de envolver pessoas do convívio próximo no tratamento.

Medicamentos, os mais utilizados são os ansiolíticos e antidepressivos da classe dos inibidores da recaptação de serotonina (IRS) e dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Apenas médicos podem receitar esses medicamentos.

É importante procurar ajuda de um profissional o quanto antes para que não chegue, por exemplo, aos graus mais elevados. Se você já passou por situações parecidas, então é recomendada a procura com mais urgência, para que o tratamento seja iniciado o quanto antes.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

São nossos afetos que dão o colorido especial à conduta de cada um e às nossas vidas.

Segundo o dicionário, afeto é um “sentimento terno de afeição por algo ou alguém”. Apesar de não ser uma palavra tão comum quanto amor e carinho, por exemplo, você já deve ter ouvido falar sobre afeto por aí, não é mesmo? Apesar de ter esse significado mais genérico, você sabia que afeto é um conceito muito importante para o estudo da psicologia humana? 

Afeto na Psicologia

O afeto é um agente modificador do comportamento. Influencia diretamente na forma como pensamos sobre algo.

Também chamado de dimensão afetiva no estudo da psicologia, o afeto é um conjunto de percepções subjetivas que envolvem, principalmente, sentimentos e emoções e que nos ajudam a entender o mundo, dar significado a ele e à vida e a estabelecer vínculos com outras pessoas. Usando uma metáfora bastante poética, a vida afetiva é o que dá brilho, calor e cor à convivência humana, que seria fria, sem brilho e sem sabor caso não houvesse afeto.

Qualquer coisa com a qual uma pessoa se depara há um afeto envolvido, seja negativo ou positivo. No caso da neutralidade, de algo desconhecido, o afeto passa a ser construído desde o primeiro contato e altera a forma como a pessoa interage com aquilo.

O afeto tem relação com situações passadas, com experiências vividas em relação a pessoas, objetos ou ambientes no passado. Vivências positivas criam afeto, que é demonstrado no presente pelas emoções.

O ódio também é um afeto, tanto quanto amor, e é estabelecido a partir de experiências negativas, explicitado por meio de emoções relacionadas à raiva. Por exemplo, uma viagem agradável por uma cidade nunca vista antes cria uma boa experiência, e passa-se a ter afeto por aquela cidade.

Por isso, valorizar e se aproximar daqueles que lhe fazem bem, independente de como o vínculo foi criado, faz com que uma rede seja formada para te fortalecer nos momentos difíceis. Afinal, a vida é sobre criar afetos, seja com quem for, quando for, buscando relações saudáveis para que você, como ser humano, esteja fortalecido, psicologicamente falando.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Ser mãe ou ser pai é uma construção diária, independentemente de a criança nascer da barriga da mãe ou ser adotada.

Para os pais este domingo é uma data para se festejar muito com o filho. E para alguns em especial, os adotivos, o Dia dos Pais é ainda mais importante, já que o dia é também para comemorar a realização de um sonho que pode ter levado anos para ser concretizado.

Ser mãe ou ser pai é uma construção, independentemente de a criança nascer da barriga da mãe ou ser adotada. E como toda construção, criar o vínculo afetivo é um processo, um ato de amor, de doação constante, de aprendizagem de ambos os lados.

A decisão da adoção de uma criança ou adolescente pode ter diferentes motivações pessoais, como dificuldades em gerar o próprio filho, ou porque se sente a necessidade emocional de fazer esse ato de amor ao próximo, ou ainda, podemos celebrar as famílias, compostas por pessoas do mesmo sexo que, por questões biológicas, ou de preferência, não podem gerar os seus, mas possuem amor de sobra para adotar e criar.

Enfim, não dá para resumir e simplificar essas razões que no final levam ao mesmo resultado: um ato de amor. Mas, mesmo sabendo que o sentimento tão aguardado nessa situação é o amor, há diferentes anseios, medos e dúvidas que podem questionar o nosso emocional.

E se não der certo? E se a criança não se adaptar a minha rotina, família ou costumes? Não podemos deixar de lado esses impactos, precisamos falar sobre o assunto para você, que está pensando e se enchendo de vontade de ser um pai ou uma mãe adotivos.

Uma decisão firme

O vínculo entre pais e filhos, no caso das crianças adotadas, é constituído de forma parecida com o processo caracterizado como “natural”, como é no caso dos filhos biológicos. Por isso, os valores norteadores de qualquer criação de laços devem ser os de proteção e cuidado. Assim como qualquer relação afetiva íntima, o amor entre pais e filhos é uma consequência da confiança que as crianças sentem a partir de ações diárias dos pais.

A ideia de que o vínculo pais-filhos nasce instantaneamente com o nascimento do bebê não é verdadeira, a diferença é que o tempo da gestação, a semelhança  física com os pais e o fato de conhecer a criança desde o início de sua vida pode facilitar esse processo. Mas, ainda sim, é necessário elaborar o luto da criança idealizada e da criança que realmente se tem, com todas as alegrias e dificuldades que ela traz. Sendo assim, todo início de relação entre pais e filhos passa por um período de estranhamento e descoberta de si mesmo e do outro.

Equilíbrio emocional

Independente da condição biológica, ter um filho envolve situações desafiadoras para o nosso emocional. Não que exista o momento ideal para tomar essa decisão, mas você deve refletir sobre o seu equilíbrio emocional para se sentir mais motivado em tomar essa decisão.

Controlando a ansiedade

São muitos trâmites que envolvem esse processo de adoção. O processo é intenso, lento e burocrático, então, respire fundo, trabalhe o seu autocontrole e tenha paciência de esperar que tudo dê certo.

Confiança

Entenda que para gerar um laço de confiança, por mais que pareça difícil, é importante que a criança tenha o conhecimento de que ela foi sim adotada. Você pode até não saber necessariamente os motivos que as fez chegar a essa condição, mas não leve essas dúvidas para além desse problema. Seja honesto e receba de volta afeto, gratidão e confiança.

Apoio emocional

Biologicamente, muito do que a mãe vive durante a gestação é sentido e vivido por aquele feto, então é natural que parte do desenvolvimento dessa criança que você deseja adotar tenha ficado longe das suas mãos.

De qualquer forma, não é algo a se desesperar, somos capazes de escrever a partir de folhas em branco, mas somos capazes também de desenvolver nossas emoções e habilidades sociais.

Esse é o processo de criação, normal para qualquer família, afinal, quem nunca foi um adolescente rebelde, mesmo criado por uma família biológica, que atire a primeira pedra!

Se você encontrar dificuldades para desenvolver certas ferramentas emocionais e de personalidade, tanto em você como pai e mãe biológico, como em seu filho adotado, encontre em um especialista em bem-estar emocional, como psicólogos, esse apoio para superar e desenhar essa nova versão de si e da sua família.

Desejo a todos os pais, um Feliz Dia dos Pais!

Sou Joana Santiago – Psicóloga.

Para manter um grande amor ou vivenciar um relacionamento de maneira mais profunda, é preciso compreender,  sem tabus, como as trocas afetivas funcionam.

Dia dos namorados chegando, nossas expectativas no parceiro aumentando, ansiedade para surpresas lá no alto… mas, como a vida real não é como os contos de fadas, em que a história termina antes dos problemas, das brigas e do desgaste do relacionamento a dois. Em contos de fadas, não dá para saber o que acontece depois do famigerado “felizes para sempre”.

Na verdade, não existe apenas uma data ou maneiras de manter um namoro ou casamento feliz, já que cada pessoa é única, com suas características e personalidade, e também espera e cobra coisas diferentes em um relacionamento.

Na vida a dois, existe excesso de trabalho, preocupações domésticas, educação dos filhos e pouco tempo disponível para o diálogo. E manter a saúde do relacionamento a dois, em meio a tantos desafios, é um exercício diário de paciência.

Lidar com a rotina não é fácil. Combater os efeitos da monotonia no relacionamento é um trabalho que exige dedicação e esforço de ambas as partes. No entanto, nada está perdido quando existe amor.

Por isso, separei aqui algumas dicas de como melhorar o relacionamento amoroso, mesmo em meio às turbulências da vida moderna. Confira!

Confie no outro

A confiança é a base de um relacionamento sólido. Se você escolher namorar ou casar com aquela pessoa, precisa confiar em sua conduta.

Quem confia, não precisa ficar tirando provas e conferindo tudo o que o outro diz, pois simplesmente aceita como verdade.

A confiança evita brigas por motivos de ciúmes, que vão desgastando o relacionamento com o passar do tempo.

Não guarde mágoas

Sabe aquela resposta que seu parceiro te deu e você não gostou? Pois então, não feche a cara e fique magoado sem dizer nada. A solução é dialogar! Isso vale para pequenas e grandes insatisfações.

Em um relacionamento, os dois precisam se sentir confortável para conversar abertamente sobre coisas que estão desagradando e precisam melhorar. Guardar um sentimento de tristeza e decepção não fará nada bem para os dois!

Nesse sentido, um psicólogo pode ajudar muito. Às vezes, as pessoas têm dificuldades para falar sobre seus sentimentos e expor suas opiniões dentro de um relacionamento. Se esse é o caso, a Terapia de Casal é uma boa opção.

Por meio dela, o papel do psicólogo é auxiliar o casal a ter um diálogo saudável, resolver seus problemas e estabelecer regras de convivência que melhoram muito o relacionamento.

Mantenham momentos individuais

Ficar junto de quem se ama é muito bom, mas também é preciso manter um tempo para as individualidades. Estabeleça, pelo menos, um momento na semana para cada fazer algo que goste sozinho, sem a companhia do parceiro. Vale sair com os amigos, praticar um esporte, fazer compras ou assistir um filme específico.

Muitas vezes, em relacionamentos, tendemos a deixar de lado nossos prazeres individuais. E isso não é nada bom, pois começamos a cobrar dos nossos parceiros essa satisfação que perdemos por conta própria. Lembre-se: para fazer alguém feliz, é preciso conseguir se fazer feliz!

Não idealize o seu par ou seu relacionamento

Pessoas têm defeitos e isso é um fato com que todos devem aprender a lidar. Muitas vezes, as pessoas idealizam um modelo e querem que seu parceiro, ou até mesmo seu relacionamento, se encaixe perfeitamente nele.

É importante dedicar um tempo para observar as qualidades do outro. Não compare seu relacionamento com o dos outros, pois a grama do vizinho quase sempre parecerá mais verde, exceto para o próprio vizinho.

Em vez de criticar as imperfeições, procure beleza nas ações de seu parceiro. Se ele é um pouco bagunceiro e se atrapalha na cozinha, que tal achar essa inaptidão fofa, em vez de incômoda?

Quanto mais você conhece uma pessoa, mais defeitos serão descobertos, mas também aparecerão mais qualidades. Só depende de você prestar a atenção nas coisas certas e, claro, conversar quando algo realmente não lhe agradar (como falei na primeira dica).

Saia da rotina

Relacionamentos longos costumam entrar em um ciclo de estabilidade, rotina e programas repetidos. Com isso, o namoro ou casamento vai se tornando algo chato e monótono. Saia fora dessa! Invente programas diferentes para fazer em casal e tenha noites ou finais de semanas divertidíssimos.

Boas opções são jantares em restaurantes diferentes, cozinhar algo exótico juntos em casa, sair para um passeio em um lugar que nenhum dois tenham ido, fazer um acampamento, iniciar um curso ou atividade juntos, ou fazer breves viagens.

O importante não é fazer alguma atividade cara e sim o momento diferente que vocês vão passar juntos!

Expresse seus sentimentos

Agrados, carinhos, declarações. As expressões dos sentimentos sempre são bem-vindas e renovam o amor entre o casal. Mesmo depois de muito tempo juntos, reserve um tempinho e escreva um cartão dizendo o porquê você o ama e tudo que admira em seu parceiro.

Pode ser em uma data especial ou, simplesmente, em um dia qualquer.

A pessoa que se sente amada e valorizada é mais feliz. Por isso, demonstre seus sentimentos, fale o quanto você ama, elogie a sua aparência e as suas atitudes. Autoestima dentro de um relacionamento é muito importante para o bem-estar de cada um.

Desejo um Feliz Dia dos Namorados para todos os casais!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Raiva, decepção e ressentimento não podem ser apagados, mas podem ser controlados.

O desequilíbrio emocional é caracterizado pelas alterações de humor e facilidade em “sair do eixo” diante de acontecimentos negativos e imprevistos. As responsabilidades diárias, a sobrecarga profissional, os relacionamentos amorosos, as frustrações, a pandemia e seus cenários são alguns fatores atuais que podem causar sérios desequilíbrios em nossas emoções.

Algumas pessoas são mais sensíveis e estão mais suscetíveis a esses acontecimentos, mas isso não quer dizer que não pode acontecer com qualquer pessoa. As emoções estão presentes em todas as situações da vida e, quando elas estão em desarmonia, podem fazer com que o indivíduo se porte de maneira inadequada e tenha prejuízos em sua saúde e relacionamentos.

O desequilíbrio emocional pode causar diversos problemas físicos, tais como: fortes dores musculares, dores de cabeça, gastrite e redução de disposição.

Considere o seguinte cenário. Você está chegando ao fim de um dia difícil de trabalho, quando um comentário do seu chefe diminui o que resta de sua paciência. Você se volta, com o rosto vermelho, para a fonte de sua indignação. É então que você para, reflete, engole à seco (rs) e opta por não expressar seu descontentamento. 

Este pode não ser o mundo perfeito, mas mostra como nós, podemos regular nossas emoções.

Nossa regulação das emoções não se limita a interromper uma explosão de raiva, isso significa que podemos controlar as emoções que sentimos e também como e quando são vivenciadas e expressas. Podemos ser positivos diante de situações difíceis ou fingir alegria ao abrir um terrível presente de aniversário. Podemos impedir que a tristeza nos esmague e o medo nos impedir de seguir em frente.

Como nos permite desfrutar mais das emoções positivas e experimentar menos as emoções negativas, a regulação das emoções é extremamente importante para o nosso bem-estar . Por outro lado, a desregulação emocional está associada a condições de saúde mental e psicopatologia. Por exemplo, acredita-se que um colapso nas estratégias de regulação emocional desempenhe um papel em condições como depressão, ansiedade, uso indevido de substâncias, ingestão excessiva de comida e transtornos de personalidade.

O psicólogo da Universidade de Stanford James Gross (2001) propôs um modelo de 4 estágios para capturar a sequência de eventos que ocorre quando nossas emoções são estimuladas. No que ele chama de “modelo modal”, uma situação chama nossa atenção, que por sua vez nos leva a avaliar ou pensar sobre o significado da situação. Nossas respostas emocionais resultam da maneira como avaliamos nossas experiências. 

Algumas respostas emocionais não requerem regulação específica. Se a emoção for adequada à situação e ajudar você a se sentir melhor, não há necessidade de se preocupar em mudar a maneira como você lida com as coisas. Rir quando os outros estão rindo é um exemplo de reação apropriada que o ajuda a se sentir melhor. Expressar a raiva na estrada também pode fazer você se sentir melhor, mas não é apropriado ou particularmente adaptável. Você pode expressar sua raiva de outras maneiras que lhe permitam liberar esse sentimento ou, em vez disso, tentar encontrar uma maneira de se acalmar.

É claro que se acalmar quando você está frustrado pode ser mais fácil dizer do que fazer. Se você tende a perder o controle quando se irrita e expressar sua indignação a todos ao alcance da voz, suas emoções podem estar custando a você relacionamentos importantes, seu trabalho e até sua saúde.

A incapacidade de regular as emoções está, segundo Gross e sua colaboradora Hooria Jazaieri (2014), na raiz de distúrbios psicológicos, como depressão e transtorno de personalidade limítrofe. Embora mais pesquisas sejam necessárias para compreender o papel específico da regulação emocional na psicopatologia, essa parece ser uma área de investigação promissora. Por exemplo, pessoas com transtorno de ansiedade social podem se beneficiar de intervenções que as ajudem a mudar a maneira como avaliam as situações sociais, conforme mostrado por pesquisas sobre terapia cognitivo-comportamental . Muitos outros funcionam em um nível inferior ao ideal de saúde psicológica, afirmam Gross e Jazaieri, poderiam se beneficiar da mesma forma com a educação sobre como gerenciar melhor suas emoções na vida diária.

Felizmente, você pode lidar com a maior parte do trabalho envolvido na regulação de suas emoções bem antes que a situação de provocação ocorra. Ao se preparar com antecedência, você descobrirá que a emoção problemática vai embora antes de interferir em sua vida:

  1. Selecione a situação.
    Evite circunstâncias que desencadeiam emoções indesejadas. Se você sabe que tem maior probabilidade de ficar com raiva quando está com pressa (e fica com raiva quando os outros o forçam a esperar), não deixe as coisas para o último minuto. Saia de casa ou do escritório 10 minutos antes do necessário e não será incomodado tanto por pedestres, carros ou elevadores lentos. Da mesma forma, se houver um conhecido que você acha completamente irritante, descubra uma maneira de evitar esbarrar nessa pessoa.
  2. Modifique a situação.
    Talvez a emoção que você está tentando reduzir seja a decepção . Você está sempre esperando, por exemplo, servir a refeição “perfeita” para amigos e familiares, mas invariavelmente algo dá errado porque você almejou alto demais. Modifique a situação encontrando receitas que estejam ao seu alcance para que você possa saborear a refeição. Você pode não ser capaz de construir o suflê ideal, mas consegue uma fritada muito boa.
  3. Mude seu foco de atenção.
    Digamos que você se sinta constantemente inferior às pessoas ao seu redor, que sempre estão lindas. Você está na academia e não consegue deixar de notar os regulares nas máquinas de musculação que conseguem levantar três vezes mais do que você pode. Atraído por eles como um ímã, você não pode deixar de observar com admiração e inveja o que eles são capazes de realizar. Mudar o foco e concentre-se no que está fazendo e, no processo, acabará ganhando um pouco da força que deseja.
  4. Mude seus pensamentos.
    No âmago de nossas emoções mais profundas estão as crenças que as impulsionam. Você se sente triste quando acredita ter perdido algo, raiva quando decide que uma meta importante foi frustrada e feliz antecipação quando acredita que algo bom está vindo em sua direção. Ao mudar seus pensamentos, você pode não ser capaz de mudar a situação, mas pode pelo menos mudar a maneira como acredita que a situação o está afetando. Na reavaliação cognitiva, você substitui os pensamentos que levam à infelicidade por pensamentos que levam à alegria ou pelo menos ao contentamento. Pessoas com transtorno de ansiedade social podem acreditar que se farão de idiotas na frente dos outros por suas gafes sociais. Eles podem ser ajudados a relaxar por meio de intervenções que os ajudem a reconhecer que as pessoas não os julgam com tanta severidade quanto acreditam.
  5. Mude sua resposta.
    Se tudo mais falhar e você não puder evitar, modificar, mudar seu foco ou mudar seus pensamentos, e essa emoção começar a fluir, a etapa final na regulação da emoção é obter o controle de sua resposta. Seu coração pode estar batendo um tamborilar constante de sensações desagradáveis ​​quando você fica ansioso ou zangado. Respire fundo e talvez feche os olhos para se acalmar. Da mesma forma, se você não consegue parar de rir quando todos parecem sérios ou tristes, reúna seus recursos internos e force-se pelo menos a mudar sua expressão facial, se não seu humor.

Essa abordagem de 5 etapas é aquela que você pode adaptar prontamente às situações mais características que causam problemas. Conhecer seus gatilhos emocionais pode ajudá-lo a evitar os problemas em primeiro lugar. Ser capaz de alterar seus pensamentos e reações aumentará sua confiança em sua própria capacidade de lidar com a situação. Com a prática, você será capaz de transformar aspectos negativos em positivos e, a cada vez, obter satisfação emocional. Mas lembrando que, essas habilidades não substituem o tratamento de distúrbios provenientes do desequilíbrio emocional. Para questões dessa ordem é necessário buscar auxílio junto a profissionais especializados sendo eles, médicos, psiquiatras e psicólogos.

Sou Joana Santiago – Psicóloga