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A teoria de esquemas foi desenvolvida pelo psicólogo Jeffrey Young, Ph.D. É considerada uma abordagem integrativa; ou seja,
ele une várias teorias psicológicas.

A teoria do esquema foi desenvolvida pelo psicólogo Jeffrey Young. É considerada uma abordagem integrativa; ou seja, ele une várias teorias psicológicas. Deriva principalmente da teoria cognitivo-comportamental, mas também inclui elementos da teoria do apego e da teoria das relações objetais. Ao contrário da teoria cognitivo-comportamental convencional, a teoria do esquema leva em consideração as origens do pensamento distorcido na infância. A terapia associada a essa teoria emprega não apenas técnicas cognitivas tradicionais, mas dá grande ênfase às técnicas experiencial-emocionais para corrigir estruturas danificadas da personalidade. A terapia do esquema emergiu recentemente como um tratamento eficaz para o Transtorno da Personalidade Borderline.

Young, na busca de um tratamento efetivo para superação desse problema, entendeu que a terapia cognitiva tradicional era limitada para tratar alguns transtornos. Assim, sistematizou a terapia focada em esquemas, um modelo integrativo de terapia clínica que atende melhor a complexidade humana. 

Os objetos de estudo e intervenção da terapia de Young são os esquemas desadaptativos que surgem na infância e marcam emoções e comportamentos disfuncionais ou autodestrutivos na vida adulta. Os esquemas são padrões de sentimentos, percepções e ações da pessoa em relação às situações da vida.

Nesse sentido, o esquema é encontrado em um nível mais profundo da cognição, estando ligado a questões instintivas e inconscientes. Na prática, ele pode ser identificado quando uma pessoa reage impulsivamente a determinada vivência, sem ter controle sobre o que faz ou mesmo sem compreender o próprio comportamento.

Isso acontece porque situações do presente guardam ligações inconscientes com eventos do passado. No caso de um paciente com esquemas disfuncionais, as emoções e reações negativas se perpetuam sem que a pessoa perceba ou saiba de onde surgiram. Essa é a realidade de quem sofre com transtornos de personalidade, por exemplo.

Como é a terapia de Young?

A terapia focada em esquemas tem foco na construção do senso de identidade, da capacidade de autocontrole, da comunicação, da autonomia e do senso de competência do paciente. Os esquemas de Young se baseiam em dois pilares: identificar os esquemas comportamentais e o estilo de enfrentamento.

O esquema é um padrão que determina comportamentos e pensamentos que podem ser desconfortáveis e causar sofrimento. Para Young, é muito importante entender as primeiras experiências de vida e a personalidade da pessoa para detectar os esquemas originais.

Eles são causados por experiências traumáticas que impossibilitaram a pessoa de ter suas necessidades emocionais atendidas. Tais necessidades seriam: segurança, proteção, autonomia, liberdade para se expressar, limites e autocontrole. Ainda que não tenham havido traumas, esses esquemas de padrão de comportamento são sofridos e prejudiciais.

A partir do entendimento dos próprios esquemas, é possível buscar outro modo de enfrentar os desafios diários. Young descreveu 4 estilos de problemas de enfrentamento:

  1. Evitação: fugir das responsabilidades.
  2. Abandono: sentimento de incapacidade e impotência diante dos desafios da vida.
  3. Contra-ataque: reage com violência às circunstâncias.
  4. Defeituosidade: sentimento de ser defeituoso, inadequado.

Esses comportamentos desadaptativos se formam para responder aos esquemas, mas não fazem parte deles. Um esquema desadaptativo é causado por padrões emocionais e cognitivos, levando a essas respostas desadaptativas. Na terapia de Young, ao identificar os esquemas, eles poderão ser trabalhados com intervenções específicas para reduzir os sintomas.

Para quem é a terapia focada em esquemas?

Agora você deve estar se perguntando quem pode se beneficiar com os esquemas de Young. A terapia focada em esquemas é eficaz para pessoas com transtornos de ansiedade, do humor e transtornos dissociativos. Além disso, o próprio Young defende que a terapia pode beneficiar outras pessoas, que não têm transtornos, mas dificuldade em expor seus sentimentos e emoções. Essas pessoas têm bloqueios e negações que as impedem de se manifestar livremente. 


Gostou de saber sobre a terapia de Young? Para saber mais, entre em contato.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

5 hábitos de pessoas mentalmente mais fortes

Nós pensamos o tempo todo e não podemos evitar. Faz parte da nossa natureza. O nosso pensamento é a base de nossas decisões e, por consequência, do nosso destino. Então, controlar a nossa mente é o caminho mais direto para influenciar os acontecimentos e se adaptar da melhor maneira aos imprevistos.
Com esse domínio, além de pensar e planejar melhor, você pode passar a ter outra atitude diante da vida, o que resulta em menos sofrimento e mais felicidade. Esse sentimento vem da compreensão do seu propósito e de como proceder para realizá-lo.
A pior coisa que você pode fazer é sucumbir às opiniões dos outros . Você pode se tornar mentalmente forte comprometendo-se a desenvolver a inteligência emocional. Então, aqui estão cinco hábitos que podem fazer de você uma pessoa mentalmente forte:

  1. Esteja disposto a assumir riscos
    Nem todo mundo é corajoso. Assumir riscos pode ser bastante assustador, seja deixar o emprego para um estilo de vida ideal ou mudar-se para o exterior para buscar uma oportunidade de negócio lucrativa.
    Para ter confiança em assumir riscos, você deve aumentar sua capacidade de viver com a incerteza. Pode ser um pouco desconfortável. No entanto, se você nunca se arriscar, permanecerá sempre no mesmo lugar que está atualmente.
    Pode parecer assustador, mas isso não significa que não possa ser empolgante. A emoção de assumir o risco pode ser a única coisa que irá ajudá-lo a alcançar a linha de chegada. Muitas pessoas de sucesso atribuem seu sucesso aos riscos que assumiram no início de sua carreira.
  2. Abraçar a Mudança
    A mudança nem sempre é boa para nós. Algumas pessoas gostam de suas rotinas e preferem manter as coisas como estão. Eu também tenho rotinas que gosto. Porém, quando caímos na zona de conforto, isso possa significar o fim do nosso crescimento.
    A mudança nos serve, oferece-nos oportunidades de aprendizagem que acabam por expandir a nossa consciência.
    Mergulhar em um ambiente diferente pode certamente ser um bom exercício.
  3. Seja Positivo
    Pensar positivo não significa ser crédulo ou ingênuo, mas sim que há um investimento do seu tempo em energia mental e em maneiras de transformar a sua realidade, ao contrário de buscar problemas ou motivos para se queixar da vida.
    Ter a mente sintonizada em coisas boas diminui o estresse e a ansiedade, dois fatores que alimentam pensamentos tóxicos e que enfraquecem seu autodomínio e sua força de vontade.
    Permanecer positivo é extremamente importante se alguém espera se tornar uma pessoa mentalmente forte.
  4. Concentre-se no que você pode controlar
    Um dos nossos principais problemas é que nos preocupamos demais. Muitas vezes nos preocupamos com coisas que não podemos controlar. Ocasionalmente, somos culpados disso também, embora todos possamos fazer melhor quando nos concentramos nas coisas que mais importam em nossas vidas.
    Você pode, por exemplo, tentar controlar o que uma outra pessoa faz, mas isso acaba sendo um desperdício de tempo. Você tem controle de fato sobre sua vida. Então, invista seu tempo focando no que você pode fazer em vez de se preocupar com os outros.
  5. Lembre-se sempre da direção que você quer seguir
    Para garantir que você está caminhando no rumo certo e que os passos anteriores estão bem consolidados, é fundamental fazer revisões periódicas. Afinal, essa é uma etapa essencial em qualquer processo de melhoria: tudo sempre começa com uma análise inicial, um diagnóstico e, com o projeto seguindo em frente, são feitas novas revisões.
    É por meio delas que podemos verificar se o planejamento está sendo aplicado da maneira correta, se os resultados estão sendo satisfatórios, se há rumos para corrigir e como isso pode ser feito da maneira mais eficaz.
    Quando se trata de uma jornada para dominar a própria mente, examinar os pensamentos com regularidade pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso dos seus esforços.

A disciplina para monitorar nossos pensamentos, revisar nossas ideias e, eventualmente, corrigir rumos é a certeza de que estamos cultivando um novo modelo mental, que poderá ser o caminho para alcançar um futuro melhor e mais feliz com as nossas conquistas e realidade individual.

Seus pensamentos permitem que você alcance ou desista do sucesso? É provavelmente a questão mais importante que você pode se perguntar hoje, mas, com que frequência você se questiona? Precisando de ajuda para responder essa questão, é só entrar em contato comigo!

Reflexão sobre o Filme “Entre Abelhas”

 

Quantas vezes você já escutou alguém falando “cinema nacional não presta”? Eu sempre escuto, e na maioria das vezes quem fala não conhece um terço dos filmes que são bons.

Tendo em vista isso e aproveitando o Dia do Cinema Brasileiro que é comemorado hoje, 19 de junho, indico a vocês um filme muito interessante que nem todo mundo conhece e aborda a depressão. Quem reclama que o cinema nacional acaba sempre caindo na mesmice com seus excessos de comédias, vai se surpreender.

Estou falando do filme nacional Entre Abelhas (2015), estrelado por Fábio Porchat e dirigido por Ian SBF (ambos criadores do Porta dos Fundos). O filme é poderoso e fala sobre depressão sem falar sobre depressão.

Depressão não é só se sentir triste. É uma doença perigosa e que precisa ser tratada. Pessoas com depressão fazem mal a si e aos próximos. Depressão não é frescura. Nos tempos de hoje, com todo mundo conectado, é muito mais fácil se sentir sozinho.

Sem entrar em pormenores, considero o filme uma interessante metáfora da depressão, transtorno no qual o sofrimento por vezes torna-se tão intenso que é como se o mundo e as pessoas não mais existissem. Imerso em seu próprio sofrimento, o depressivo não consegue olhar além de si. Este é exatamente o caso de Bruno (interpretado por Fábio Porchat). Recém-separado de sua esposa, com quem viveu alguns anos, o personagem encontra-se num doloroso processo de luto. E é justamente no meio deste turbilhão que tem início a sua cegueira. A situação de Bruno também pode ser interpretada como uma metáfora da solidão nas cidades (grandes ou pequenas), nas quais as pessoas são, de certa maneira, invisíveis umas para as outras.

Muitas vezes, querendo ajudar, as pessoas dizem: “Um dia passa”, “o tempo vai curar”, “deixa isso para lá”, porém, são palavras que não acrescentam em nada e, dependendo da situação, podem até ser prejudiciais. Incentivar a procura por um profissional é o melhor que se pode fazer. Lembre-se: qualquer pessoa pode ter depressão.

 

Cada um tem sua opinião. Mas qual é a certa?

Suponhamos que você está numa discussão sobre política. Você tem uma opinião sobre determinado assunto. Seu interlocutor tem outra. Cada um a expõe e nada muda. Nenhum dos dois dá o braço a torcer e tudo continua na mesma. Você certamente já deve ter passado por isso, seja na vida real ou nas redes sociais.

Por que isso acontece?

A psicologia pode ajudar a entender. O primeiro passo é saber que, independente das inclinações de cada um, as pessoas estão muito motivadas a proteger suas opiniões. O Journal of Cognitive Psychology, uma publicação europeia sobre psicologia, testou a capacidade das pessoas de avaliar a lógica dos argumentos formais, os silogismos.

Mas peraí. O que são os silogismos?

Basicamente, silogismo é o raciocínio dedutivo estruturado formalmente a partir de duas proposições (premissas), das quais se obtém por inferência uma terceira (conclusão). Exemplo:

Premissa 1: Todo homem é mortal;
Premissa 2: Sócrates foi um homem;
Conclusão: Logo, Sócrates era mortal.

Voltando: o Journal of Cognitive Psychology testou a capacidade das pessoas de avaliar a lógica dos silogismos que confirmavam ou rejeitavam suas opiniões sobre o aborto, um tema delicado e polêmico. No entanto, as pessoas deveriam avaliar somente a lógica. Suas opiniões a favor ou contra o aborto deveriam ser deixadas de lado.

O desafio era determinar se a conclusão do silogismo sobre aborto seguia logicamente as duas primeiras afirmações. Como era de se esperar, o raciocínio lógico dos participantes foi afetado pelas suas opiniões pessoais sobre o aborto. Participantes pró-aborto não conseguiam aceitar logicamente silogismos contra o aborto e vice-versa.

Ou seja: mesmo com argumentos lógicos, tendemos a nos agarrar aos nossos próprios pontos de vista. Como dito no início do texto, estamos muito motivados a defender nossas ideias, independente de argumentos pertinentes ou não.

Mas isso é positivo? Provavelmente, não. O ideal é que haja uma discussão saudável e que as pessoas escutem umas às outras para chegar a um consenso. Lembre-se: dar o braço a torcer não é uma derrota. Pelo contrário, é louvável aceitar um argumento. Mudar de opinião, mais ainda! E o que é melhor: você sai ganhando conhecimento.

Já ouviu críticas por ser cabeça-dura ou intransigente?

Eu posso lhe ajudar a se abrir mais à opiniões externas. Entre em contato comigo. O Coaching ou a Psicoterapia podem ser um diferencial para você neste aspecto.

Uso excessivo das redes sociais pode causar depressão

Uso excessivo das redes sociais pode causar depressão?

A maioria de nós está familiarizada com sites de redes sociais como o Facebook, Twitter e Instagram. É fácil sermos pegos por horas nas redes sociais, não é mesmo? Você pode se sentir conectado instantaneamente com pessoas com quem não fala há anos. Horas do nosso tempo podem ser passadas presenciando as férias em família de nossos amigos, ocasiões importantes para crianças, aniversários, casamentos e até transições difíceis na vida, como divórcio, doenças e mortes.

Estes relacionamentos de redes sociais podem ter um efeito emocional positivo. No entanto, numerosos estudos foram realizados e artigos escritos ligando as redes sociais à depressão e isolamento social, provocando sentimentos de inveja, insegurança e baixa auto-estima. Pelo contrário, outros estudos indicam que os sites de mídias sociais podem ser positivos para pessoas que sofrem de ansiedade social e depressão.

Com todos esses relatórios conflitantes, pode ser sábio entender nossas próprias razões pessoais para usar sites de redes sociais. Podemos avaliar se o uso desses sites está ajudando ou repelindo interações e prejudicando a saúde emocional geral. Uma vez compreendida nossa motivação para o uso dessas redes, podemos ajustar nossas expectativas em relação a elas.

Por exemplo, se estivermos usando esses sites para criar amizades, é importante estar ciente de suas limitações para evitar decepções. Quando lemos histórias ou vemos fotos na timeline de nossos amigos e nos sentimos excluídos, inadequados ou invejosos, podemos supor que nossas relações virtuais não satisfazem nossas necessidades emocionais.

Visualizar as fotos e postagens de férias de um amigo não será tão gratificante quanto ter a chance de conversar com ele sobre pessoalmente ou até mesmo durante uma conversa por telefone. Afinal, a maioria dos usuários de redes sociais não publicará fotos e histórias de férias que transmitam os momentos difíceis que podem ter ocorrido. Ter uma perspectiva equilibrada e expectativas realistas sobre redes de mídia social pode evitar sentimentos de ciúme, inadequação, depressão e comparações sociais.

Também é importante avaliar a qualidade de nossas relações não virtuais. Isso pode ser feito dando uma boa olhada na quantidade de tempo real que passamos com as pessoas que são importantes para nós. É difícil, senão impossível, substituir os sentimentos de conexão que se manifestam por ter relações pessoais e genuínas. Isso não quer dizer que as redes sociais sejam ruins ou que nossos relacionamentos via sites não sejam verdadeiros.

Abaixo estão algumas dicas para ajudá-lo a equilibrar relacionamentos virtuais e relacionamentos “reais”:

  • Pergunte a si mesmo porque você está usando sites de redes sociais.
    É para construir relacionamentos, para fins profissionais, conectar-se a velhos amigos ou ficar mais próximo daqueles que moram longe?
  • Limite seu tempo em sites de redes sociais.
    Isso ajudará a controlar a quantidade de tempo que você está gastando no mundo virtual.
  • Envie textos ou mensagens privadas.
    Se as redes sociais fizeram com que você se sinta desconectado, deprimido ou solitário, considere aumentar suas interações com as pessoas, enviando-lhes uma mensagem privada ou algum tipo de contato direto. Esse nível de comunicação virtual é mais pessoal e íntimo do que a comunicação em um fórum aberto.
  • Certifique-se de separar tempo para ver seus amigos e familiares além do mundo virtual.
    Ter relacionamentos positivos e seguros está fortemente associado a altos níveis de autoestima e resiliência. Promover sentimentos de conexão auxilia a diminuir a depressão e a ansiedade.

Como a psicologia pode ajudar?

A busca por um tratamento psicológico traz resultados positivos, pois o psicólogo pode lhe auxiliar a entender o que está acontecendo e o que o levou à necessidade tão grande de estar sempre conectado.

Seja por uma fuga da realidade, por dificuldade de relacionamentos reais ou até a busca pela perfeição – que muitas vezes se alcança apenas nas redes sociais. Descobrindo o motivo fica mais fácil tratar e solucionar o problema.

A psicoterapia fortalece os mecanismos de autocontrole para gerar um equilíbrio no uso das redes sociais, bem como trará a percepção de que nem tudo que se vê no Facebook ou Instagram é real. Cada um deve ser feliz da sua maneira, sem uma fórmula definida.

Quer saber mais sobre como a psicoterapia pode te ajudar?
Deixe sua mensagem e entrarei em contato!

 

O fim de ano tá aí. Hora de começar a planejar suas metas pro ano que vem, não é mesmo? Mas, cá entre nós: sempre tem aquela promessa que você sabe que dificilmente vai cumprir. Por quê? Muito pelas Distorções Cognitivas. Sabe o que são? As Distorções Cognitivas são interpretações erradas do que acontecem ao nosso redor, gerando múltiplas consequências negativas.

Retornemos até a Grécia de 100 d.C. Segundo o filósofo Epiteto, nós, humanos, “não sofremos pelas coisas, mas sim pelo modo como vemos as coisas”. Ou seja: entre o estímulo e a resposta, há uma variável de reações, dependendo de como cada indivíduo enxerga o estímulo.

Sendo o pensamento o maior influenciador do nosso comportamento, observamos que a forma como reagimos não acontece do nada. Ela vem das experiências anteriores que tivemos, o que chamamos de “crença”. Daí surgem as distorções cognitivas.

Imagine que você é jovem e deseja ser promovido na empresa que trabalha. Você pode encarar isso de duas formas: “eu vou em busca da minha promoção” ou “acho que meu chefe não vai me promover porque sou muito jovem”. Esse é um exemplo de uma distorção cognitiva de leitura mental. Nesse caso, você supôs que seu chefe não lhe promoveria por causa da idade. E onde está escrito que pessoas jovens não são promovidas? Na sua mente, graças às suas crenças.

Outro exemplo: você se separou de seu marido ou esposa recentemente. No entanto, você conheceu uma pessoa e gostou muito dela. Você pode encarar isso de duas formas: “vou investir nesse relacionamento porque eu gosto muito dele(a)” ou “vou me afastar porque não dou certo com relacionamento”. Essa é uma distorção cognitiva de catastrofização. Você considera que tudo vai ser ruim independente das várias possibilidades.

Nas metas de ano novo não é diferente. Você pode ou não cumprir a promessa de parar de fumar, por exemplo. Mas isso vai depender de como você enxerga esse processo. Você vai parar porque é bom pra sua saúde ou vai desistir rápido porque soube de várias pessoas que não conseguiram? Só depende de você.

Você já percebeu algum tipo de distorção cognitiva nas suas atitudes? Entre em contato comigo. Através da psicoterapia, podemos reverter esse problema de uma forma segura e benéfica.

As emoções no final de ano

Final de ano é tempo de alegria e confraternização. Certo? Nem sempre.

Fim do ano é um período intenso, cheio de emoções. Depois de passar por milhares de momentos alegres, tristes, estressantes, chega a hora de refletir sobre a vida. O que fica? O que você prefere evitar? É praticamente impossível não se emocionar nesse período.

Muito se deve ao fato de ser um momento de reflexão. Como em qualquer esfera da vida, quando algo chega ao fim, é natural pensar sobre ele. É assim no fim de um emprego, no fim de um relacionamento ou mesmo no fim de um filme.

Quando trata-se do fim, tendemos a refletir sobre o que foi bom e o que foi ruim. Desta forma, as emoções são revividas em pensamento, trazendo toda a carga emocional de volta.

É por isso que o fim do ano acaba se tornando um momento intenso. Muita gente sente obrigação de ser feliz nesse período. Como se o fim do ano fosse a data limite para ser feliz antes que comece uma “nova história”. Ninguém deseja, realmente, começar o ano triste.

Além disso, existe o “complexo de período perfeito” entre o Natal e o Ano Novo. Um período onde todos são obrigados a ser felizes. Sabendo disso, o que acontece com quem está triste? Sente ainda mais tristeza por estar triste justamente no momento em que todas as pessoas estão felizes. Torna-se um ciclo vicioso. E isso aumenta muito graças a um elemento muito presente em nosso dia a dia: as redes sociais.

Uma pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, a Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem, afirma que as redes sociais podem ser nocivas à saúde mental das pessoas. O motivo: ninguém demonstra ser triste online. Sendo assim, uma pessoa triste se sente ainda mais triste vendo a suposta felicidade alheia.

Outro fator que pode mexer com as emoções no fim do ano é o medo da rejeição. Afinal, trata-se de um período de muitos encontros e reuniões com pessoas queridas. Daí, nasce o medo de não acontecer nada, não ser convidado para festas. Em suma: no fim do ano, as causas mais prováveis dessa turbulência de emoções são a ansiedade pela suposta alegria desse período e o medo de ser “esquecido”.

E você? Como se sente nas festas de fim de ano? Caso precise de ajuda psicológica, entre em contato comigo. Podemos reverter as dificuldades juntos.

O Brasil e cultura de corrupção

Infelizmente, a corrupção é um tema recorrente para nós brasileiros. Numa sucessão de escândalos, temos visto nos noticiários alguns dos principais líderes políticos dos últimos 20 anos irem para cadeia.

A mais recente, foi a notícia da prisão do até então governador Luiz Fernando Pezão, citado em delações premiadas e que chegou a ter o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral em 2017.

Mas a extensão deste tipo de comportamento vai muito além das manchetes nos portais de notícia, pois o fenômeno da corrupção está presente em nosso cotidiano, nas relações sociais mais básicas. Lamentavelmente, a corrupção faz parte da cultura das nações e, portanto, isto não é exclusividade da cultura brasileira. No entanto, as evidências de que vivemos em uma cultura que promove um contexto social altamente suscetível à corrupção são muito fortes.

Há alguns anos foi estruturado um grupo de pesquisa internacional em psicologia social transcultural, o Conexão Brasil, que teve como objetivo estudar o impacto que fatores relevantes da cultura brasileira exercem sobre processos psicológicos.

Em uma tentativa de avaliar como o contexto cultural pode afetar o endosso à corrupção, foi desenvolvido alguns estudos experimentais que foram publicados no Journal of Cross-Cultural Psychology no artigo intitulado “Cultura de Corrupção? Os efeitos do priming de imagens de corrupção em um contexto altamente corrupto”. Neste trabalho, foi examinado como pistas situacionais influenciam as intenções de endosso à corrupção entre brasileiros.

Os resultados do estudo destacaram que símbolos culturais, dentro de um contexto cultural específico, podem ser conectados a diferentes padrões comportamentais. Além disso, eles constituem uma evidência positiva de que existem símbolos culturais, reconhecidos claramente pelos brasileiros, que produzem um aumento da aprovação de comportamentos corruptos. Isto é coerente com a ideia de que o compartilhamento de tais símbolos, permissivos a comportamentos assemelhados à corrupção, cria um contexto social potencializador deste tipo de ato – com implicações negativas profundas.

Esses resultados nos trazem uma compreensão importante de como a psicologia do brasileiro recebe influência de sua cultura de socialização no que se refere à corrupção.

Assim, do ponto de vista prático, quando nos preocupamos em combater a corrupção, na verdade o que devemos atacar vai muito além do controle e punição, por parte dos órgãos estatais competentes, de agentes públicos ou privados envolvidos em crimes e corrupção. Isto é necessário, mas não suficiente.

A ação anticorrupção em nossa cultura deve passar pela alteração da permissividade cultural, produzindo uma cultura forte na coibição a este tipo de comportamento. Enquanto os cidadãos brasileiros não agirem cotidianamente na busca de coibir, diante de pessoas próximas, atos corriqueiros considerados como normais ou de consequência minimizada, tais como o desvio de verba no condomínio residencial ou o estacionamento no local irregular, as bases para a mudança cultural não serão lançadas.

Nossos estudos também indicam que precisamos modificar a norma social que favorece comportamentos corruptos, e uma forma de atingir isto é promover e divulgar a grande maioria de cidadãos que com suas ações diárias rejeitam a corrupção e não aceitam este comportamento negativo em suas vidas.

Como podemos evitar de contaminar ou sermos contaminados pelo comportamento social, de que a corrupção é natural no nosso cotidiano? Estamos no caminho certo no combate ao problema? E como nossos próximos governantes devem agir para diminuir a cultura da corrupção no Rio de Janeiro e no Brasil?

Dê a sua opinião sobre essas questões aqui no Blog!

 

Fonte: sbponline.org.br; journals.sagepub.com

Gestão do tempo

Tempo é dinheiro, já diz o ditado. Você sabia que uma das principais atribuições do Coach de Carreira é a gestão do tempo? Se o seu dia parece voar sem que você tenha feito nada de produtivo, é hora de rever como você está o utilizando.

Pare e pense:

Você consegue fazer tudo que deseja ao longo do dia? Consegue conciliar a vida pessoal com a profissional? Tem dado a atenção necessária à sua carreira? À sua vida pessoal? Saiba que o Coach de Carreira pode ajudar a otimizar seu tempo e, consequentemente, sua vida.

“O Coaching trabalha as potencialidades de cada pessoa para que ela possa utilizar melhor o tempo que tem no trabalho. A importância do Coaching é visível também quando analisamos os problemas que levam às distrações ao longo do dia, como falta de interesse ou mesmo dificuldades em realizar tarefas rotineiras e que acabam desmotivando. É o que afirma Geronimo Theml, Coach de Coaches e especialista em Mudança de Vida e Produtividade.

Desta forma, quando o Coach enxerga que falta tempo para que o Coachee (cliente) alcance seus objetivos na carreira, ele direciona as sessões para que o tempo não seja o vilão, mas, sim, um aliado. Existem algumas regras básicas para isso. O primeiro passo é o Coachee definir seus objetivos para que eles se tornem algo concreto. O Coachee deve descrever toda a sua rotina diária, sem omitir nenhuma informação.

Logo depois, é preciso fazer um balanço geral das atividades diárias para que o Coach entenda o impacto de cada atividade sobre o tempo do Coachee.

Existem as seguintes atividades:

Alto impacto: atividades de grande importância com retorno positivo.
Médio impacto: atividades importantes, mas que, se não realizadas, não trazem grandes consequências.
Baixo impacto: boas atividades, mas sem nenhuma consequência.
Delegáveis: atividades que podem ser transferidas para outras pessoas.
Elimináveis: atividades que não trazem benefício algum.

Depois dessa classificação, o Coach pode começar um planejamento para reorganizar a vida do Coachee de modo que ele entenda quais atividades são importantes para seu crescimento e quais são dispensáveis. Todo esse trabalho deve ser feito com o Coach no decorrer das sessões. Estas vão guiar o Coachee na hora das escolhas dos afazeres ao longo do dia, otimizando o bem mais precioso do profissional: o tempo.

Como anda seu dia a dia? Está faltando ou sobrando tempo para investir em você mesmo?
Faça uma análise comigo. Espero você!

Coach de Carreira - o primeiro passo para o sucesso

Você trabalha, no mínimo, oito horas por dia, cinco vezes por semana. São cento e sessenta horas por mês dentro do mesmo ambiente com as mesmas pessoas fazendo as mesmas funções. Seria um fardo ter que passar todo esse tempo em um lugar que você não gosta ou não vê crescimento, não é mesmo?

Ou quando chega um determinado momento da sua carreira em que você se vê diante de escolhas que podem mudar totalmente seu futuro. O que fazer?

São nessas situações que o Coach de Carreira torna-se essencial.

Mas o que é o Coach de Carreira?

O Coach é uma profissão relativamente nova no Brasil, mas que vem ganhando grande destaque entre profissionais de todas as áreas. Para se ter uma ideia, em dois anos, a procura por Coaches cresceu em torno de 400%.

O trabalho do Coach de Carreira é ajudar profissionais de todas as áreas a encontrar de forma clara e objetiva suas principais metas no mercado de trabalho e na carreira que escolheram. A partir daí, o Coach cria e desenvolve o melhor plano de ação para alcançar esses objetivos. E como o Coach lida com metas, ele pode trabalhar tanto com pessoas quanto com empresas.

Como é o trabalho do Coach de Carreira?

Começa com uma sequência de encontros onde o Coachee (profissional que buscou a ajuda do Coach) expõe seus problemas e dúvidas sobre a própria carreira. A partir daí, será traçado um plano com metas que o Coachee deve cumprir até o próximo encontro. Por isso, é extremamente importante que o Coachee tire todas as suas dúvidas e tenha em mente o que ele não quer fazer, já que o Coach está ali para ajudar o profissional a descobrir o que ele realmente deseja fazer.

 

Os objetivos mais tradicionais dos Coachees são: melhoria no relacionamento interpessoal, gestão de conflitos, ascensão na carreira, mudança de rumos profissionais e desenvolvimento de liderança.

 

No mercado de trabalho altamente competitivo em que vivemos hoje, o trabalho do Coach de Carreira torna-se cada vez mais necessário. Isso porque o Coach trabalha em situações desafiadoras, sejam elas positivas ou negativas. Exemplo:

Em uma promoção inesperada, você estaria totalmente pronto e seguro para enfrentar os desafios da nova função? Ou na hora da demissão, você está preparado para buscar uma recolocação?

Lembre-se: você trabalha cento e sessenta horas por mês. O trabalho do Coach de Carreira é fazer com que esse tempo seja o melhor possível.

Como anda sua carreira? Entre em contato comigo. Sua carreira pode e deve começar a ser a melhor possível hoje mesmo.