Depois de dois anos dentro de casa por conta da pandemia, é natural que os jovens não estejam com a saúde mental em dia.

Depois de dois anos de uma pandemia intensa e de reclusão social, todos nós estamos retornando aos ambientes escolares e de trabalho. E voltam todos enfrentando as consequências do isolamento nas relações sociais e na saúde emocional nesse período, e com questões que precisam ser avaliadas e superadas, além da atenção às novas formas de ensino e trabalho que surgiram nos últimos anos.

O Brasil foi o país que manteve escolas fechadas por mais tempo durante a pandemia. E além de trazer mudanças significativas para a rotina de crianças, adolescentes e suas famílias, esse fato também chamou atenção para a importância de se falar sobre saúde mental dos mais novos. Tristeza, medo, angústia, crises de choro: mais da metade dos jovens brasileiros disse ter sentido um ou vários desses sintomas ao longo dos últimos 18 meses.

Os casos de transtornos mentais nesse período subiram, de acordo com um levantamento feito pela Unicef, e as sequelas nesses grupos podem reverberar por muitos anos. Por isso, a entidade faz um apelo para que governos, educadores e familiares criem uma cultura de escutá-los com mais empatia. 

Os mais novos foram prejudicados pelo tempo que ficaram longe da escola e dos espaços de convivência, e, no Brasil, muitos não tiveram nem a tecnologia como aliada para manter os estudos e a troca social em dia.

Crianças e adolescentes viram a renda familiar sendo diminuída, sentiram insegurança alimentar e o luto de perder alguém próximo. Passaram, então, a ter dificuldade de planejar o futuro.

Como acolher crianças e adolescentes

Vale dizer que a saúde mental dos jovens já era um problema global antes da pandemia. O suicídio é uma das principais causas de morte na adolescência no mundo. O isolamento só deixou essas questões mais a mostra.

Somos uma sociedade centrada no adulto, que dá pouco valor à fala da criança e do adolescente. Precisamos ouvi-las de forma mais empática e sem julgamentos. Precisamos mais do que nunca de acolhê-los.

Ansiedade e mudanças de comportamento

Entre os principais transtornos mentais, estudos apontam que a ansiedade tem sido mais recorrente entre crianças nesse período de pandemia.

Os principais sintomas das crianças ansiosas são, ainda, preocupações excessivas e expectativas descoladas da realidade, fixação em ideias negativas e dificuldade de memória e atenção.

Se os sintomas são persistentes e atrapalham a qualidade de vida da criança, o ideal é procurar ajuda.

Falar é difícil, mas ajuda

Muitos pais classificam certos comportamentos como naturais e decorrentes de fases da vida da criança ou jovem. Os desafios que os jovens encaram quando sentem necessidade de entender sua personalidade e individualidade para além da estrutura familiar, levam a uma internalização e a busca por mais contato com o grupo e menos com a família. Porém, o alerta para os pais deve soar quando há prejuízos grandes na interação, no sono, na alimentação ou um abuso de substâncias. 

Saber se doar e escutar a criança e o adolescente, é essencial para o equilíbrio de uma vida familiar mais saudável.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Ser mãe é uma mudança radical na vida da mulher, pois mudamos fisicamente, psicologicamente e emocionalmente.

Não é exagero dizer que a relação mãe e filho é uma das mais importantes da vida de todo indivíduo. Por ser o primeiro vínculo estabelecido pela criança, é ela que serve de base e, muitas vezes, que acaba determinando a maneira como vamos lidar com as pessoas em todas as áreas: no trabalho, no amor e nas amizades.

Você já deve ter ouvido inúmeras vezes sobre a importância do relacionamento com as mães. Filmes, novelas, livros e séries retratam isso com diferentes abordagens e a psicologia comprova essa máxima popular. Mas, por que será que devemos nos atentar tanto a esse vínculo? Porque, de fato, ele é determinante. A maneira como estabelecemos essa relação influencia diretamente a pessoa que seremos na vida adulta.

“A atenção materna é de extrema importância para o desenvolvimento psicológico. A mãe é quem oferece o cuidado, o carinho, o aconchego, o acolhimento e a atenção às necessidades do bebê”.

Tendo uma mãe cuidadosa o adulto se torna mais cuidadoso com sua saúde física e mental. São pessoas que se valorizam, pois foram valorizados, conseguem amar, pois foram amados. Os benefícios de manter uma boa relação mãe e filho são importantíssimos para o bem estar psíquico do indivíduo.

É muito comum encontrarmos mulheres que se questionam se são boas mães e esta é uma dúvida que traz consigo alguma dose de angústia e de sofrimento. O desempenho de vários papéis em simultâneo por parte da mulher, tais como de mãe, esposa, profissional, filha, dona de casa, pode trazer uma pressão psicológica excessiva que acaba por gerar sentimentos de falha e culpa.

Ser mãe é ser uma pessoa, uma mulher e como tal importa a sua realização pessoal e a busca do prazer em outras esferas da vida que vão para além da maternidade e que contribuem para a mudança, para a auto-descoberta e em última instância para o crescimento contínuo e renovador da mulher. A maternidade será tanto mais vivida na sua plenitude quanto mais feliz e realizada em outras áreas da sua vida. O investimento que a mãe faz em si enquanto mulher irá servir de modelo para a criança mais tarde, orientando-a na sua forma de relacionar-se consigo, com os outros e com o mundo.

Aspirar a ser a super-mulher e a super-mãe lá de casa que tudo faz e tudo resolve não passam de metas inatingíveis condenadas ao fracasso que apenas geram estresse e angústia. O bom funcionamento da dinâmica familiar não depende exclusivamente da mãe, mas também do pai (tutores envolvidos), mas dos próprios filhos e das condições e circunstâncias de vida. Entenda que quando falo de mãe e pai, não estou atribuindo somente ao casal, mulher e homem, falo dos pais responsáveis pela criação dos filhos.

Ideais de perfeição são conceções irrealistas e inimigas do  bem estar emocional, pois resvalam inevitavelmente em situações de frustração e desilusão. As crianças não precisam de mães perfeitas para as amarem, mas sim de mães suficientemente boas, capazes de aceitar e de amar não só as qualidades pessoais, mas também as limitações e as fragilidades, ensinando os seus filhos a fazerem o mesmo, sem caírem na autocrítica permanente.

O que eu posso dizer para as mães:

Proteja seus filhos com conselhos, com argumentos, guiando, educando com valores, delimitando o bem do mal. Mas deixe que eles tomem decisões, caiam e se levantem. Não proteja demais. Não será uma mãe melhor se tirar o perigo da frente deles. Os problemas sempre vão estar aí, esteja você com eles ou não. Não dá para tirar as pedras do caminho deles, só dá para ensiná-los a evitá-las. Não se sinta responsável por seus fracassos. Eles precisam se equivocar, tomar decisões e lidar com a frustração. Muitas mães tentam ajudar para evitar que seus filhos se sintam frustrados. Terminam os trabalhos do colégio para eles, limpam seus quartos, levam a roupa esportiva que esqueceram em casa… Com isso, educam na irresponsabilidade, a não assumir as consequências de serem esquecidos, pouco organizados ou preguiçosos. Não fique amargurada se seu filho passa por maus momentos, eles vão aprender.

Tente evitar compensar o tempo que não pode passar com eles comprando coisas. Não há nada para compensar. Trabalhar e ter hobbies faz parte da plenitude de uma pessoa e você é mãe, mas também é uma pessoa. Só tente estar presente quando dedicar tempo a seus filhos. Isso significa comunicação, escutar, não pegar o celular enquanto está brincando, comendo e vendo um filme com eles. Deve desfrutar plenamente o que, neste momento, está vivendo com eles. 

Faça com que respeitem seu tempo. Não é uma péssima mãe por ter um tempo para você mesma. Usar o banheiro sozinha e com trinco, ler um tempo sem ser interrompida por vozes do outro quarto, praticar seu esporte ou manter uma conversa privada com quem quiser sem ter seu filho perseguindo-a pela casa. Se educamos os filhos estando sempre disponíveis cada vez que nos procurarem, entenderão que eles merecem sempre nossa atenção e suas necessidades se transformarão em exigências. Eduque-os a ter paciência, saber esperar, que existem outras pessoas que também exigem nossa atenção.

Lembre-se de se valorizar não apenas pela relação que mantém com seus filhos. Você tem valor por muitas outras coisas. É grande, brilhante, imperfeita, engraçada, carinhosa, organizada, leitora, boa amiga, paciente e muitas outras virtudes que podem ter a ver ou não com a ideia de ser mãe.

Lembre-se: há espaço em nossas vidas para todos os tipos de sentimentos, nós apenas precisamos estar dispostas a perceber cada um e como eles nos afetam. Você pode hoje apenas sentir-se bem por vivenciar a felicidade de outras pessoas de forma estimulante para a sua vida. Do jeito que for, eu desejo a você um Feliz Dia das Mães.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Nesta Páscoa, procure algo que te motive e não desista de querer ser feliz!

Nesta data comemoramos a Páscoa, um dia com um simbolismo muito especial, que vem revelar a ressurreição, a oportunidade de renovação pessoal de cada um.

É o momento de abrir os olhos e enxergar a vida de um novo ângulo. É compartilhar o auxílio desejado, a oportunidade de descobrir e ser descoberto, de oferecer e receber sorrisos, de reconquistar a paz e renovar as energias. É a chance de ter empatia, de troca de olhares e gentilezas. É a data que tanto desejamos receber e ofertar os tão esperados deliciosos ovos de Páscoa.

Na situação em que vivemos atualmente precisamos olhar além daquilo que estamos vendo. É um momento de passagem, assim como o significado da expressão “Páscoa”. É uma ocasião em que precisamos nos adaptar, ser solidários, ter fé e esperança.

Dentro de cada um de nós existe um grande poder de ressignificação. Nesta Páscoa venho propor que pare um pouco e dedique-se a você, se escute e cuide-se.

A Páscoa é o momento de reflexão, de renovação e paz.

Boa Páscoa!

Joana Santiago — Psicóloga

Você provavelmente já ouviu o termo cultura do cancelamento ou talvez tenha ouvido falar de alguém sendo “cancelado”,
mas você sabe o que realmente significa?

Todos os dias uma celebridade ou influenciador digital é cancelado na internet. Campanhas propõem que essas pessoas sejam “anuladas” e percam fãs e seguidores. Mas, afinal, o que é a cultura do cancelamento? 

Simplificando, a cultura do cancelamento é a ideia de tirar o apoio a um indivíduo, sua carreira, popularidade e/ou fama por causa de algo que ele disse ou fez que é considerado inaceitável. 

Na maioria das vezes, as pessoas são “canceladas” porque são uma figura pública com influência sobre um grande público e o que eles fizeram ou disseram supostamente causou danos a uma determinada pessoa, grupo de pessoas ou comunidade. Por exemplo, muitos dos que foram “cancelados” receberam essa reação pública após acusações de atividades ou comentários violentos, sexistas, racistas, homofóbicos ou transfóbicos. 

Alguns veem a participação na cultura do cancelamento como a maneira mais eficaz de responsabilizar figuras públicas, especialmente se nenhuma outra forma legal parecer estar funcionando. Ao trazer a queixa a público, força os empregadores do acusado e outros a enfrentar a situação e se distanciar do perpetrador. Em outras palavras, reequilibra a lacuna de poder entre aqueles com grandes audiências e as pessoas ou comunidades que podem ser afetadas negativamente.

Como surgiu

O movimento iniciado em 2017 por atrizes estadunidenses contra o assédio e abuso sexual, o #metoo – eu também, em português – foi considerado um marco para a cultura do cancelamento. A ação ganhou força nas redes sociais e propunha a exposição e o boicote de abusadores e assediadores. Em pouco tempo foi replicada em todo o mundo.

Em um ano, de 2019 até 2020, a palavra cancelamento foi citada quase 20 mil vezes na internet, segundo a pesquisa. No ano passado, ela foi mencionada mais de 60 mil vezes, o que representa um crescimento de mais de 200%.

Em vários casos, o cancelamento ultrapassa os limites digitais e afeta também a vida off-line.

O que faz alguém ser “cancelado”? 

Atualmente onde a presença da tecnologia é cada vez maior e as redes sociais exibem um crescimento exponencial, o “cancelamento” de uma pessoa está diretamente relacionado ao seu comportamento. Isso significa que uma pessoa cancelada provavelmente agiu de maneira considerada errada ou fez algo que não é tolerado socialmente.

É válido ressaltar também que a maioria dos cancelamentos ocorre por conflitos de opiniões e pensamentos, devido à crença de que existe um “certo” ou um “errado” convencionado na sociedade. Dessa forma, as pessoas vítimas do cancelamento acabam sendo excluídas da sociedade por um determinado grupo de indivíduos, além de sofrerem linchamentos virtuais e sofrerem punições pelas ações praticadas. Algumas vezes, a ação de cancelar alguém é temporária, em que a pessoa que foi cancelada tem a oportunidade de mudar suas condutas e ser aceita novamente por determinado grupo social.  

A youtuber Viih Tube conta que foi agredida na rua depois de ser cancelada na internet por causa de um vídeo, onde abre a boca do gato, que estava dormindo, e cospe dentro dele. As imagens correram pela internet e uma chuva de mensagens de ódio caiu sobre a adolescente que ficou deprimida. Na época, ela pediu desculpas ao público e disse que não era uma pessoa ruim. “A primeira vez que eu saí de casa depois de muita coisa que eu vivi dentro de casa…dificuldade de comer, de levantar, só chorava. Eu fui agredida por um homem na rua que eu nem conhecia, porque me viu pelo cancelamento ficou super irritado com o vídeo e literalmente me agrediu…foi uma coisa surreal que eu vivi no primeiro momento que eu quis pisar fora de casa”, conta. 

Colega de Viih Tube em um reality show, a cantora Karol Conká também teve suas atitudes condenadas na internet e foi cancelada. A cantora foi eliminada com 99,17% dos votos, uma rejeição histórica, jamais vista na história do programa que tem mais de 20 anos de exibição. Ela contou, em uma entrevista concedida ao influenciador digital Spartakus, que além de perder seguidores, recebeu ameaças de morte e viu contratos serem cancelados. Apesar de afirmar que errou, a cantora ainda sofre com os efeitos do cancelamento.

“Eu, reconhecendo meu erro, parece que eu estou mentindo, parece que eu não sou merecedora de compreensão ou acolhimento. Então eu penso: todos esses anos eu trabalhando, eu me expondo, aí tive um deslize, cometi um grande erro de não controlar as minhas emoções, não controlar a minha ansiedade, não saber lidar sob pressão. Aí é como se não precisasse mais de mim. Eu me senti descartável”, afirma.

O cuidado com sua saúde psíquica foi tão importante, que a artista resolveu dividir as descobertas dessa experiência com o público em uma série chamada “Vem K Cuidar da Mente”, disponível na internet. Ao longo de seis semanas, ela conversou com especialistas da área de saúde mental, esclarecendo dúvidas sobre um assunto até então tabu, e que com a pandemia ganhou mais espaço na discussão pública. A série alcançou mais de 10 milhões de usuários, e o conteúdo teve 1,1 milhão de curtidas e mais de 25 mil comentários.

Afinal, a cultura do cancelamento é boa ou ruim? Por que ela existe?

A existência dessa cultura na sociedade, de forma geral e deixando de lado o fato de que cada país, região ou continente possui sua cultura, é uma regulação ainda pouco construída, e que possui muito poder concentrado. Por enquanto, o debate é se essa organização privada está dando conta de se sustentar.

Quando você cancela alguém, você está impedindo que a outra pessoa aprenda e reflita sobre porque o comportamento e as atitudes que ela cometeu não são aceitáveis. Isso não quer dizer que você deva se omitir ao discurso de ódio, a crimes ou a violações aos direitos humanos. Alertar sobre pensamentos e comportamentos que possam perpetuar discriminações é um caminho inteligente e possível para enfrentá-los.

É crucial entendermos que todos somos suscetíveis a erros, mas também temos a chance de melhorar como indivíduos. Ter essa compreensão é fundamental para não excluir outras pessoas, para estar aberto ao diálogo saudável e para a construção de um mundo mais inclusivo, em que as pessoas se respeitem.  

E você, o que acha da cultura do cancelamento? Deixe aqui seus comentários!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Palavra de origem inglesa que designa atos de agressão e intimidação repetitivos contra um indivíduo que não é aceito por um grupo, geralmente na escola.

Muito mais do que brincadeiras, piadinhas e apelidos considerados normais nas relações entre crianças e adolescentes na fase escolar, o bullying consiste em uma forma de violência física e psicológica que acontece intencional e repetitivamente, e que pode desencadear graves transtornos na vítima.

O termo tem sua origem na palavra inglesa “bully”, que significa “valentão” ou “brigão”. No Brasil, é utilizado para designar ações violentas contínuas e conscientes contra uma pessoa tida como mais fraca e indefesa.

De acordo com a Lei Antibullying (Lei 13.185/15), essa intimidação sistemática pode se dar por meio de agressões físicas, expressões depreciativas, ameaças, perseguição, chantagem, isolamento social etc. Em geral, tais práticas aparecem quando existem diferenças tratadas de maneira discriminatória, bem como disputa de poder entre os estudantes.

Como acontece o bullying

O bullying acontece de diversas maneiras: pode ser expresso por apelidos vexatórios e sistematicamente utilizados, pela perseguição à vítima, pela humilhação diante de um público, pela exposição por suas características físicas ou psicológicas, chegando, em muitos casos, a agressões físicas que podem provocar lesões corporais.

Uma matéria publicada na revista Super Interessante, fala que, até a década de 1970, a sociedade não via o bullying como um problema, mas como uma fase normal do desenvolvimento infantil. Infelizmente, algumas pessoas ainda mantêm a mentalidade retrógrada de encarar o bullying como uma brincadeira ou um comportamento social normal, em que uns são dominados por serem mais fracos e outros são dominantes por serem mais fortes. Esse comportamento negligente de algumas famílias e, às vezes, até de profissionais da educação pode provocar na vítima a sensação de impotência e a crença de que o erro está nela, que não consegue defender-se sozinha.

As crianças e adolescentes que praticam o bullying procuram alvos fáceis, normalmente crianças menores e sem comportamento agressivo. Não podemos simplesmente julgar e condenar esse tipo de comportamento quando se trata de menores de idade, pois geralmente ele se revela em pessoas que passam por problemas emocionais e psicológicos que, muitas vezes, originam-se no ambiente familiar.

Quais são os principais tipos de bullying?

Como dito, o problema pode se manifestar de inúmeras formas. Vale ressaltar que, na maioria das vezes, há uma associação ou uma simultaneidade entre os atos que caracterizam os diferentes tipos de bullying. Abaixo, listei os principais para você conhecer.

Físico

Esse tipo de abuso é revelado por meio de ataques físicos, como chutes, tapas, socos, empurrões, bloqueios de passagem e outras atitudes cujo toque confunde-se com força bruta. Importante dizer que, muitas vezes, tais atitudes são encaradas como “brincadeiras entre colegas”, o que não é verdade, uma vez que violência nada tem a ver com descontração.

Social

A prática de bullying social consiste em excluir, ignorar ou isolar de maneira sistemática determinado estudante. O isolamento social faz com que a vítima se torne gradualmente mais retraída e não queira mais frequentar a escola, visto que acredita que não tem valor e não é desejada em nenhum ambiente. Não podemos confundir este comportamento com a cultura do cancelamento, que será o próximo tema abordado.

Psicológico

O bullying psicológico é caracterizado por manipulações, perseguições, chantagens, ameaças e discriminações que as vítimas sofrem em virtude de sua cor de pele, aparência, religião, gênero, orientação sexual, situação socioeconômica ou outras razões. Ele é tão sério que pode desencadear quadros graves de fobia social, ansiedade e depressão em quem sofre essas agressões.

Verbal

O verbal aparece nos xingamentos, nas piadas ou nos rótulos. Em casos assim, determinado estudante, por ser considerado “fora do padrão” e não “pertencente” ao grupo, é perseguido pelos seus colegas por meio de apelidos vexatórios. As consequências são igualmente danosas: as vítimas podem se tornar adultos extremamente inseguros, dependentes, com dificuldades de estabelecer relações e com a saúde mental comprometida.

Material

Esconder, rasgar, danificar, sujar ou destruir objetos da vítima são formas de intimidação classificadas como bullying material. O agressor acredita que, dessa maneira, ele se mostra superior, corajoso e perigoso não só para o colega agredido, como para todos os demais.

Cyberbullying

Escondidos atrás de uma tela e protegidos pelo anonimato, os agressores atacam outros estudantes com fofocas, “memes”, imagens ou vídeos humilhantes exibidos em sites e redes sociais. Esse tipo de bullying configura uma invasão de privacidade e causa sofrimento, temor e constrangimento. O cyberbullying surge paralelamente ao desenvolvimento da internet, ou seja, é mais recente. Lamentavelmente, os casos vêm crescendo de modo exponencial.

Consequências do bullying

O bullying pode trazer diversas consequências em suas vítimas. Normalmente, as agressões e a exclusão do grupo levam o indivíduo que sofre a um quadro de isolamento social. Devido aos maus tratos e ao sentimento de não pertencimento ao grupo, a vítima vê-se como alguém estranho, diferente e que não pertence àquele local. Ao não conseguir escapar das situações e não encontrar apoio entre os amigos (muitas vezes as vítimas não conseguem desenvolver laços afetivos no seu ambiente social por conta das agressões) e os familiares (normalmente elas não comentam o que se passa com a família por medo), o quadro de isolamento começa a causar danos psicológicos que podem levar à depressão, ao transtorno de ansiedade, à síndrome do pânico e a outros distúrbios psiquiátricos, além de gerar traumas que acompanharão a vítima por toda a sua vida se não tratados adequadamente.

Algumas vítimas do bullying que desenvolvem distúrbios psiquiátricos ou que se encontram momentaneamente abaladas psicologicamente podem procurar válvulas de escape, como as drogas e o álcool, na fase em que as agressões estão ocorrendo ou na fase adulta para lidar com os traumas deixados. Também pode acontecer de o indivíduo desenvolver um comportamento violento e repetir as agressões que sofreu com outras pessoas. Nos casos extremos, a vítima encontra no suicídio a única saída para lidar com o seu sofrimento.

Como identificar o alvo do bullying

As vítimas mais comuns do bullying são pessoas que não se enquadram no padrão aceito como normal para a sociedade, que é repetido e intensificado dentro do universo adolescente. 

É necessário que as famílias e os profissionais da educação estejam atentos ao comportamento das crianças e dos adolescentes para que identifiquem as possíveis vítimas de bullying. Se a criança ou adolescente começar a apresentar um quadro de isolamento, introspecção e agressividade, os familiares devem investigar para saber a causa. Se os profissionais da educação perceberem as agressões, devem agir de maneira a encerrar a prática do bullying sem expor a vítima e oferecer a ela apoio emocional.

Como solucionar esse problema social

Os melhores meios de combate ao bullying são a conscientização e o diálogo. Conversas dos pais com seus filhos, campanhas de conscientização nas escolas e diálogo dos profissionais da educação com os estudantes são as melhores formas para acabar com essa prática.

Quando identificado o bullying é necessário que se converse com as vítimas para oferecê-las apoio emocional e também com os agressores, a fim de descobrir o motivo das agressões e conscientizá-los dos danos que eles podem causar ao outro.

A família dos agressores também deve agir para que o quadro de agressão não se repita e, em hipótese alguma, deve-se utilizar da violência para coibir a prática do bullying, pois o efeito pode ser oposto ao desejado. Os pais devem estar atentos aos jovens e sempre manter o diálogo e a comunicação com eles para evitar que ocorra qualquer tipo de situação de agressão sistemática.

Tanto o agressor quanto a vítima precisam de apoio e acompanhamento de um psicólogo – o primeiro, para que seja possível compreender a origem de seus comportamentos e para que ele possa reconhecer a gravidade de seus atos; o segundo, para que resgate e fortaleça sua autoestima.

É fundamental destacar a educação socioemocional como uma importante aliada no combate ao bullying e na diminuição dos conflitos no ambiente escolar. Se você quiser ter acesso a mais informações sobre esse tema, deixe seu comentário aqui no blog ou entre em contato comigo.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

A reflexão sobre a vivência da sexualidade na adolescência estabelece uma relação entre explorar a sexualidade com saúde,
com o próprio corpo e sua autoestima.

A sexualidade está relacionada à vida, sensações, sentimentos e emoções relacionados ao prazer. Como envolve diversas dimensões humanas, é um tema muitas vezes difícil de ser tratado e, por isso, permeado de dúvidas, preconceitos, estereótipos e tabus.

Agora misture tudo isso na adolescência, fase de muitas transformações no corpo e na mente, uma etapa de muitas descobertas, muitos hormônios, muitas dúvidas e inseguranças para os adolescentes e pré-adolescentes que não sabem como lidar com este novo corpo, com os novos desejos, e com os outros que os cercam, que também estão mudando.     

Para somar às dificuldades, hoje temos grande acesso à internet, o que por um lado os coloca em contato com a informação e com os relacionamentos, mas por outro pode gerar mais confusões devido ao excesso de informações que eles não sabem administrar, podendo confundi-los ou até gerar conceitos errados (sabemos que nem tudo que está na internet é confiável).

O perigo do excesso de informação na internet sem uma boa comunicação e orientação da escola e dos pais, pode impactar na formação sexual que ainda está sendo construída. Tendo em vista que ainda existe preconceito com opções sexuais diferentes da heterossexual, muitas vezes os pais podem não saber como lidar com a situação em que o adolescente se identifica com outras opções e se assustar ou se preocupar. Por isso, é importante que os pais estejam próximos para orientar seus filhos e aprendam como orientá-los.

Outro problema é o excesso de exposição devido ao fácil acesso às redes sociais em que muitas vezes fotos, vídeos, textos etc, são postados por eles gerando grande pressão e até constrangimento para eles mesmos ou para os colegas. 

Como lidar com tudo isso?

Os pais precisam primeiramente se aproximar dos filhos, gerar uma relação em que eles se sintam à vontade para falar sobre o tema da sexualidade, procurar ouvir e entender o que os filhos estão vivendo, acolher as dificuldades e medos, e dar as orientações básicas sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Além disso, os pais têm o direito e o dever de controlar seus filhos quando estes estão se colocando em situações de risco físico ou emocional, ou colocando outros em risco. E, finalmente, os pais têm também que aprender a respeitar os limites dos filhos, quando necessário, já que os filhos precisam cada vez mais de privacidade conforme forem crescendo.

Vale ressaltar que a sexualidade é inerente ao ser humano e influenciada por fatores externos como relações sociais e elementos culturais. 

Educação sexual e o sexo seguro

Sabemos que a educação sexual deve começar em casa e que quanto mais cedo se inicia o processo de troca de informações, melhor para os adolescentes.

Famílias abertas ao diálogo, dispostas a ouvir sobre as dúvidas e medos, são facilitadoras do processo da educação sexual de seus jovens. É só através da educação sexual que a prática do sexo seguro pode se tornar uma ação natural para os jovens. 

É fundamental lembrar que o Brasil tem os piores índices de educação sexual da América Latina.

Falar sobre sexo não incita uma iniciação precoce da vida sexual, pelo contrário. A educação sexual de qualidade, possibilita conhecimento e entendimento sobre o assunto, garantindo a prática do sexo seguro e consciente, evitando ainda casos de violência sexual. 

Pais que conversam, dão liberdade, mesmo que impondo limites, estabelecem uma relação de cumplicidade e confiança com seus filhos e isso se reflete tanto na saúde mental dos adolescentes como na saúde geral. Evitando assim problemas com DSTs e gravidez precoce indesejada. 

Não julgue, só escute

E se um amigo(a) trouxer informações sobre suas vivências sexuais, evite dizer coisas como: “Sua mãe sabe que você está fazendo essas coisas?”, “Você não tem vergonha de dizer isso, não?”. Busque escutar e propor reflexões sobre o que foi trazido. Se você não souber a resposta para alguma pergunta, diga que não sabe e sugira que pesquisem coletivamente sobre o tema. 

Não precisa expor sua intimidade

Tenha muito cuidado com o que você expõe nas suas redes sociais ou até por whatsApp. Muitas vezes o que parece ficar só entre duas pessoas, alcança muito mais pessoas e nem todas estão bem intencionadas. Com certeza você já ouviu falar, e muito, sobre isso!

Acompanhar o que estão publicando diariamente na internet e conversar sobre os riscos da exposição exagerada (ou descuidada) é uma das grandes tarefas atuais de pais e mães.

É ingenuidade acreditar que existe segurança apenas porque o perfil no Facebook só pode ser visualizado por amigos e amigos dos amigos. A partir do momento em que uma informação ou foto cai na rede, perde-se totalmente o controle sobre ela. A internet é um mundo. Tudo o que você fala ou mostra se espalha rapidamente. Então, não caia em armadilhas como jogos ou comparativos com seus amigos e pense um pouco na sua privacidade.

Por isso, é preciso redobrar os cuidados. É preciso de muito diálogo para fazer os adolescentes entenderem que precisam ser responsáveis pelos próprios passos na vida, e que esse cuidado se estende também a tudo o que fazem (e mostram) no mundo virtual.

Sou Joana Santiago – psicóloga

A forma como você faz pequenas escolhas diárias pode fazer toda a diferença.

Você já se pegou em dúvida, pensando dali, pensando daqui, com dificuldade em fazer escolhas, perguntando a opinião de várias pessoas e só resolve mesmo no último minuto? E até culpa seu signo por isso? Se você se identificou, comece a ler o texto, ele é para você!

O medo de errar, de não conseguir arcar com as consequências da escolha e se sentir culpado por isso, podem nos paralisar, nos deixar ansiosos e com uma sensação de incapacidade, não é mesmo? No entanto, vale lembrar que a não decisão também é uma decisão e não isenta ninguém de sua responsabilidade, pelo contrário. Há males imensos que decorrem da falta de decisão.

Mas não é só de decisões importantes que a vida é feita. Muitas são rotineiras como a roupa que vamos vestir, a comida que faremos no jantar, ler um livro ou ver uma série na televisão, sair ou ficar em casa no fim de semana. Embora a maioria de nós tire de letra essas pequenas escolhas do dia a dia, há quem se sinta dividido entre elas. Existem alguns motivos para isso: insegurança, excesso de perfeccionismo e hábito de procrastinar.

Nem sempre existe certo e errado na hora de tomar uma decisão. Muitas vezes são apenas possibilidades que podem nos levar para diferentes caminhos. Ainda assim, errar é o maior temor de muitas pessoas e por esse motivo elas relutam em arriscar. Mas não deveriam porque essa é uma das melhores formas de vencer a indefinição. Arriscar pode ser um modo de enfrentar o medo da escolha. Não é fácil porque significa ganhar ou perder, acertar ou errar. Mas é importante aprender lidar com os erros. Nessas horas vale fazer psicoterapia, ouvir a opinião de especialistas e pedir conselhos para pessoas próximas, mesmo sabendo que a decisão final será sua. 

Nem todas as decisões requerem uma divagação aprofundada. Na verdade, a maioria das escolhas é simples e pontual, necessárias somente para nos ajudar a progredir de uma situação para outra.

Para ajudá-lo a determinar quão indeciso você é, confira mais alguns comportamentos de pessoas que não conseguem se decidir:

  • Pedir a opinião de pessoas queridas ou de conhecidos antes de tomar uma decisão;
  • Refletir longamente sobre os prós e contras de uma situação, mesmo que não apresentem grandes consequências;
  • Passar o dia remoendo a dúvida sobre ter tomado a decisão correta ou não;
  • Ficar ansioso a cada nova decisão ou enquanto espera as consequências das mesmas;
  • Não conseguir se decidir quando recebe muitas opções;
  • Ter medo de desagradar os outros com suas escolhas;
  • Sentir-se incomodado quando é obrigado a fazer uma escolha, permitindo que outra pessoa faça;
  • Falar “pra mim tanto faz” ou “pra mim pode ser” com muita frequência;
  • Imaginar o cenário que se desenrolaria se você tivesse tomado outra decisão; e
  • Sentir-se desanimado e frustrado consigo mesmo após demorar para se decidir.

Algumas técnicas para te ajudar a decidir com mais facilidade

Decida com um propósito

Quais são as metas de longo prazo que eu estou almejando? Muitas vezes tendemos a ignorar nossas metas de longo prazo, nossos valores e tomamos decisões que evitarão um desconforto em curto prazo.

Não existem decisões perfeitas

Às vezes nos sentimos paralisados pelo desejo de decidir certo. Queremos tomar decisões perfeitas que tenham resultados perfeitos, sem incertezas e que não representem uma possibilidade de arrependimento.

Rejeite a certeza como um objetivo

Às vezes não precisamos da certeza perfeita ou de resultados perfeitos, precisamos dar tempo ao tempo. Ter dúvidas, não ter perfeição, conviver com a incerteza – todos esses são ingredientes da vida.

Quanta informação é suficiente?

É importante que você saiba quantas informações suficientes são satisfatórias, pois por muitas vezes colhemos tantas informações que só ficamos mais indecisos e negativos.

Encare as decisões como experimentos

Às vezes encaramos nossas decisões como exame final em que poderíamos passar ou ser reprovados. Ao começar a encarar o processo de tomada de decisão como um experimento, estamos colhendo informações e aprendendo com os resultados.

Através da psicoterapia, é possível conquistar segurança para decidir por sua vontade própria e benefício individual. A escolha de uma faculdade, decisões sobre relacionamentos, mudanças de cidade ou início de projetos são temas que podem ser levados à psicoterapia e discutidos em conjunto com o psicólogo, por exemplo.

Ele te ajudará a perceber todas as questões que envolvem sua escolha, as consequências, seus desejos e também a compatibilidade da ideia com os seus planos de vida e personalidade. Vale a pena!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Como o próprio nome sugere, influenciadores digitais conseguem moldar o pensamento e as atitudes de milhões de pessoas
pelas redes sociais.

Existia uma época em que as redes sociais eram usadas exclusivamente para a conexão entre amigos ou recuperar contato com antigos conhecidos. Hoje, além de compartilhar momentos pessoais, encontra-se uma busca por conexão com pessoas que compartilham dos mesmos interesses ou possuem conhecimento sobre um determinado assunto. Esse é o caso dos influenciadores digitais. Em uma busca por conexão de valores e informação, os influencers têm obtido cada vez mais força sobre a opinião do público. 

Hoje existe uma preocupação constante dos pais, profissionais de saúde e educadores a respeito do impacto das redes sociais e dos influenciadores digitais na vida de jovens e crianças. Afinal, os adolescentes passam horas e horas com celular na mão, seguindo e interagindo com desconhecidos.

Existem muitos creators que podem ter relevância positiva no desenvolvimento pleno dos jovens, porém o cuidado e a atenção sempre são bons conselhos.

Segundo uma pesquisa do site Youpir, 64% dos jovens já foram impactados por influenciadores digitais, isso porque as relações virtuais são passíveis de modificações. Diante disso, os blogueiros podem “maquiar” a realidade trazendo ao jovem um espelho para ser seguido, entretanto, com um estilo de vida falso. Dessa forma, constata-se o aumento da depressão ou ansiedade, provocado pela falha na tentativa de alcançar o desejo da vida perfeita de digital influencer.

Influenciadores digitais

Também chamados de digital influencers, os influenciadores são pessoas com destaque significativo em uma ou mais redes sociais que, por fins comerciais ou não, buscam influenciar uma determinada parcela da população por meio de conteúdo e posicionamentos.

A atividade não é nova, mas ganhou grande visibilidade devido à facilidade de criação nas redes sociais e seu grande potencial de exposição. Já em 1760, no que alguns definem como primeira fase de influencers, a marca de porcelana inglesa Wedgwood já contava com a rainha Charlotte como garota-propaganda.

Desde então, os influencers cresceram em número. Seu poder provém do convencimento não só em relação ao consumo, mas também às atitudes. Atualmente, qualquer um pode ser um influenciador, não precisa ser rainha nem ao menos celebridade do cinema. Basta ter um número significativo de seguidores leais e uma boa taxa de engajamento. E é por isso que ficou muito mais fácil sonhar com essa vida, você não precisa já ser famoso, não precisa ter a beleza perfeita, não precisa ser rico e nem de muitos anos de estudo para chegar lá!

Dessa forma, muitos jovens e crianças sonham em ser influenciadores em redes como YouTube ou TikTok na esperança de conseguirem atenção. O que as crianças e adolescentes podem não estar considerando é todo o trabalho necessário para produzir o conteúdo e construir seguidores. Eles acham que podem dizer: ‘Ei pessoal, bem-vindos ao meu canal’ e ganharão milhões. Não é tão simples assim!

Quais impactos os influenciadores têm na vida dos adolescentes?

Existem muitos influenciadores que podem gerar conteúdos e aprendizados positivos, porém alguns comportamentos precisam ser acompanhados de perto. Fatores como busca constante por likes, atenção e visibilidade podem trazer problemas psicológicos, por exemplo. A necessidade de pertencimento público a um determinado grupo pode gerar falta de aceitação consigo mesmo, baixa autoestima e atitudes alheias à realidade individual.

Por fim, os familiares e educadores também precisam ficar atentos à cultura do cancelamento. Ela pode causar impacto no emocional e na saúde dos indivíduos cancelados, principalmente quando se trata de adolescentes. Cabe aos educadores e familiares observarem e desincentivarem esse tipo de comportamento dentro e fora do ambiente digital.

O que podemos fazer?

Por meio de uma educação socioemocional, os jovens aprimoram o pensamento crítico necessário para que façam julgamentos claros sobre atitudes positivas e negativas em rede. Com isso, eles também se tornam menos propensos a atitudes prejudiciais como desafios e desinformação. Dentre as formas de estimular o pensamento crítico desde cedo se encontram o incentivo ao hábito da leitura e ao questionamento, assim como a criação de espaços para argumentação e debates.

Os iniciadores de conversa ideais para pais e responsáveis ​​incluem:

  • Você entende que o que você está vendo online nem sempre é verdade?
  • O influenciador ganha dinheiro se tiver mais visualizações, mais curtidas ou mais cliques?
  • O estilo de vida do influenciador reflete a vida real?
  • Quanto tempo você acha que o influenciador gastou para fazer aquele vídeo?
  • Qual é o propósito do vídeo? Por que eles estão falando sobre esse assunto?
  • Como você se sente ao observar o influenciador? (ansioso, medo de perder, inspirado, etc.)
  • Como você pode escolher influenciadores a serem observados e que fazem você se sentir positivo?

A comunicação é a chave para um aprendizado eficiente e, nessa hora, os responsáveis e educadores precisam estar cada vez mais próximos dos jovens. O diálogo e uma atenção cuidadosa são fundamentais. Nesse contexto, aconselho a seguir os mesmos influenciadores das e dos adolescentes, não só para observar como, mas para entender e, com objetivo de melhorar o diálogo, se apropriar da mesma linguagem.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

O Ano Novo simboliza o momento de escrever uma nova história.

Chegamos ao final de ano, momento que nos remete às avaliações sobre nossa vida, nossas conquistas e objetivos alcançados. É uma época que nos permite olhar para trás e rever tudo o que realizamos, tanto de positivo quanto de, digamos, não positivo. Nesse momento surgem sentimentos de alegria, realização, conquista, coragem, arrependimento, frustração, tristeza, enfim, tudo aquilo que vivenciamos durante o ano.

No ano de 2021 não realizamos todos os nossos objetivos, pelo menos não da forma que havíamos planejado. Tivemos a oportunidade de grandes aprendizados, mas não foi na escola e nem no trabalho, da maneira tradicional. Aprendemos, sofremos, choramos, perdemos, ganhamos, tudo isso ora de dentro de nossas casas, ora de fora….

Mas ele chegou ao fim! E este ano com muito mais significado. Esperamos e aguardamos ansiosamente por 2022, por um ano novo, que terá um significado de recomeço, de nova fase, de, provavelmente, encerramento de um ciclo difícil… e que assim seja!!

Ter a oportunidade de encerrar esse ano e iniciar um outro nos faz reacender a chama da esperança de uma vida diferente da que tivemos recentemente.

Abre-nos horizontes, nos dá chances de recomeçar, de reconstruir, de construir. O ano novo simboliza momento de escrever uma nova história, deixando para trás o que não deu certo e apostando em novas formas de desenhar o futuro, em um cenário novinho em folha, folha esta que se apresenta em branco, sem nenhum rabisco, para que possamos, ao nosso modo, projetar aquilo que desejamos, com tudo o que temos direito. Quando fazemos isso, assumimos um compromisso conosco e podemos vislumbrar um horizonte com realizações, planos a serem executados e a vida sendo vivida com significado e intensidade.

Desejo um 2022 com muitas páginas em sua história!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Que a paz, o respeito, o amor e a solidariedade que tanto expressamos nessa época possam ser colocados em prática a cada dia de nossas vidas! Feliz Natal!

O Natal é uma época maravilhosa, uma ocasião especial, em que nos reunimos com a família e as pessoas que amamos. Esta época estimula a procura por reforçar os laços afetivos com quem se ama. É um momento que aflora o verdadeiro espírito do Natal: partilha, compaixão, generosidade e respeito.

Por estas e outras razões que o Natal é uma época de felicidade, de pensar com carinho nas pessoas que amamos, de passar um tempo agradável com quem está perto de nós e de pensar como podemos estar mais atentos ao próximo.

Durante o mês de Natal refletimos sobre as nossas vivências ao longo do ano. Não importa se temos ou não uma família convencional. Um Natal em família é reviver e redescobrir entre todos, o verdadeiro motivo pelo qual o comemoramos. É sinónimo de família, amor, união e alegria. Acredito que seja uma data para passarmos com as pessoas que amamos, seja família de sangue ou família de coração. O importante é que seja com aqueles que escolhemos para fazer parte de nossas vidas. Esteja em família e mostre que o espírito de Natal vive no amor e partilha de afetos. Entregue-se a esta magia. Afinal de contas, já é Natal!

Sou Joana Santiago – Psicóloga