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Cuidado nas confraternizações de final de ano é essencial para não proliferar o coronavírus.


Depois de quase um ano de isolamento social e perdas dolorosas, muitas pessoas estão preocupadas com as comemorações ou, pelo menos, os encontros com os familiares e amigos no Natal deste ano. O que pode ser feito? Como proteger a si mesmo e as pessoas queridas? Como controlar a ansiedade e os receios que estão desestruturando muitas pessoas em todo o mundo? 

As festas de Natal e Ano Novo serão diferentes esse ano. Isso, é claro, se você seguir todos os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus. O mais seguro, inclusive, seria que as famílias e amigos não se encontrassem neste ano. A indicação é da própria OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os especialistas na área da saúde seguem a mesma orientação. Isso vale especialmente para núcleos familiares que não moram na mesma casa. Para famílias que já estão em convívio diário, a confraternização pode ser realizada seguindo os cuidados de higienização ao voltar da rua, por exemplo, adotados desde o início da pandemia.

É importante considerar algumas coisas na hora de planejar a reunião familiar. Dicas como: poucas pessoas. Preferencialmente as pessoas que já moram na mesma casa. Usar máscara, se vier alguma pessoa que não é do seu convívio diário. Tirar os sapatos na entrada. Ambientes abertos, com renovação de ar, são preferíveis, reforçando ainda que qualquer pessoa com sinais de resfriado ou gripe deve se ausentar desses eventos. Abusar do álcool em gel e lavar as mãos. Não compartilhar objetos pessoais como copos, pratos e talheres. Para famílias muito grandes, recomenda-se também dividir os membros em dois grupos e realizar dois encontros na véspera e no dia de Natal.

Na parte psicológica, sou favorável que as reuniões familiares de final de ano aconteçam, mas ressalto a importância de seguir os protocolos sanitários. Apesar da pandemia é melhor estarmos entre os nossos entes queridos, com os devidos cuidados, do que passarmos sozinhos por este período de fim de ano, que muitas vezes pode levar à melancolia, principalmente na situação que estamos vivendo.

É preciso estar com pessoas, valorizar aquilo que importa. Este movimento positivo ajuda a enfrentar as adversidades, mas fazer um balanço consigo próprio sobre o que é importante, o que é essencial,  quem são as pessoas essenciais para você estar perto e considerar que familiares saudáveis poderão viver este e várias comemorações pela frente, são aspectos que entram nesta conta. 

Quem prefere manter o isolamento social de forma nenhuma está errado, mas para superar a sua solidão e a do ente querido, pela ausência de contato, é muito importante que mensagens sejam enviadas.

Se você não puder estar presente, mande um abraço pelo WhatsApp ou faça uma chamada de vídeo. O importante é não se desconectar, não perder de vista nossas comunidades de referência porque elas são também fonte para nossa saúde mental.

Desejo um Feliz Natal. Que encontremos instantes de alegria em meio a pandemia.
Muito amor, paz e saúde.

Depois me conte como foi o seu Natal 😉

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Importância da presença familiar na terceira idade

O apoio familiar torna a fase mais saudável e ativa.

O provérbio mente sã, corpo são traz consigo a mensagem de que quando a mente está saudável, o corpo também estará e isso é válido em todas as fases da vida, mas existe uma em que essa expressão requer apoio especial da família: a terceira idade. Nesta etapa a presença dos familiares torna-se ainda mais importante e necessária, em que é preciso manter o idoso ativo e saudável proporcionando-o bem-estar.

Terceira idade é uma fase em que isolamentos não são aconselháveis e a companhia da família é indispensável. A transição do estado adulto para a velhice é um processo que provoca grandes alterações na autoestima e autoimagem destas pessoas. Os principais problemas no idoso consistem no isolamento social e em sentimentos de solidão.

Quando se sente amado e protegido o idoso se mantém ativo e fortalece o vínculo familiar em que vive, interagindo e participando das atividades do dia a dia. Além disso, quando considerado uma referência de conhecimento e experiências, principalmente no contato com as gerações mais novas, a família demonstra seu respeito e admiração. Ser um avô ou avó participante, no seio da família, representa uma fonte de gratificação para o idoso e um importante laço estruturante na educação dos mais novos.

Quando o idoso se sente amado e protegido, ele se mantém ativo e fortalece o vínculo familiar em que vive.

As atividades que exercitam a mente e o físico do idoso os ajudam a ter uma velhice mais saudável e um convívio mais fortalecido com sua família. É importante que seus familiares o incentive a participar de grupos, cursos e aulas em que possa conviver com outros idosos. Outro fator importante é preservar a sua saúde, atentando para sua qualidade de vida, acompanhando-o em consultas médicas sempre que necessário e ajudando-o com medicamentos.

Em caso de doença, estas necessidades encontram-se acentuadas e a presença da família é determinante para o acompanhamento e qualidade de vida do idoso. A família representa a resposta mais adequada para o cuidado ao idoso, respeitando e dando muito amor.

De que forma o atendimento psicológico pode ajudar?

Ser um familiar que cuida de um idoso não é ruim, nem causa apenas desprazer. Afinal, ver um parente querido e bem tratado em um momento de maior fragilidade em sua vida, é algo muito positivo. A psicoterapia pode ter grande contribuição na manutenção de um estado mental e emocional saudável para aqueles que cuidam de um idoso, principalmente quando são membros da família, ou seja, são emocionalmente ligados aos idosos.

Buscar ajuda psicológica profissional certamente diminuirá o estresse e manterá a empatia de quem precisa cuidar de idosos. E essa troca possibilitará, também, que o ato de cuidar possa ser mais leve e mais consciente. Para cuidar bem do outro, é necessário cuidar de si mesmo!

Revisão de estudos: o último passo para uma boa prova.

Estudar, estudar, estudar, dormir, estudar. Essa provavelmente foi rotina dos últimos meses de quem fez o Enem. Mas você sabia que dá pra revisar seus estudos de forma mais eficiente?

Ler em voz alta, fazer anotações ou grifar palavras. Não importa a forma como você estuda, a revisão do conteúdo é importantíssima para fazer uma boa prova e se dar bem no Enem.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o primeiro passo para melhorar seus estudos antes de fazer a prova é entender como o seu cérebro funciona. Durante o estudo, seus neurônios fazem mais conexões e estimulam uma área chamada Hipocampo, uma estrutura responsável pela memória. Infelizmente, nem todas as informações são guardadas nessa área. Existem algumas que simplesmente desaparecem.

Mas fique tranquilo, estudante. Existem formas de reverter essa perda e não perder nenhuma informação. Uma delas é estimular a memorização. Como? Se você precisa decorar alguma coisa, comece a repetir várias vezes. Além disso, faça exercícios para lembrar ao longo do dia e escreva em uma folha de papel.

Uma outra técnica, a da repetição espaçada, também é de grande ajuda. Funciona da seguinte maneira: ao aprender uma nova informação, estude-a no mesmo dia. Em seguida, estude-a novamente após alguns dias. Depois, estude-a novamente após algumas semanas. Isso estimula o seu hipocampo e garante que o tema estudado seja dificilmente esquecido.

O The Guardian afirma que o Hipocampo necessita de atenção e foco para memorizar a informação. Sendo assim, quando você dá atenção exclusiva para determinado assunto, o cérebro entende que esse momento é importante e deve ser memorizado.

Evite ouvir música ou mexer no seu celular durante o estudo de um assunto imprescindível. Além disso, tire pausas de 30 minutos depois de algumas horas estudadas. E não se esqueça de dormir bem. Cérebro descansado é cérebro disposto a aprender.

E você? Tem alguma forma preferida de revisar seus estudos? Boa prova!

O Enem e a escolha da carreira

Você estudou durante boa parte da sua vida. Foi aplicado, fez provas, trabalhos, apresentações. Foram milhares de horas dedicadas ao seu desenvolvimento intelectual. Você não iria desperdiçar tudo isso escolhendo a profissão errada, né?

Se para alguns adolescentes é fácil escolher a profissão ideal, para outros pode ser um verdadeiro tormento. A família, então, passa a ter grande influência na tomada de decisão do jovem.

De acordo com Larissa Santos, doutora em psicologia,

“A família é um entre os vários facilitadores e dificultadores do processo de escolha, mas antes de tudo, tem um papel importante na realidade do adolescente e deve ser levada em consideração quando se trata de um projeto de vida.”

Entretanto, há um porém. Ainda segundo Larissa Santos, “nem sempre a liberdade que os pais dão para o filho escolher gera segurança – pode, ao contrário, gerar ansiedade”.

Além disso, há o fato de que o momento da escolha é justamente em uma fase de transição da juventude para a vida adulta. Assim, os principais fatores que dificultam a tomada de decisão dos jovens são a imaturidade, a dificuldade de identificar interesses e aptidões, insegurança e falta de informações profissionais.

Segundo Karina Filomeno, em seu livro Mitos Familiares e Escolha Profissional,

“Quando se trata da escolha profissional, o adolescente deve optar não só por um curso ou por uma atividade de trabalho, mas também por um estilo de vida, uma rotina, a ambiente do qual fará parte. Enfim, decide não só o que quer fazer, mas também o que quer ser.”

Por esse peso todo, a escolha da profissão torna-se cada vez mais difícil na sociedade atual. Tanto que o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, de 2010 a 2015, aproximadamente 56% dos estudantes não se formaram no curso que se matricularam originalmente.

Além disso, a maior taxa de desistência foi registrada no 2º ano do curso e apenas 34% concluíram a graduação. Esses números mostram o quanto é difícil escolher com certeza qual carreira seguir.

Por tudo isso, programas de orientação profissional e de carreira têm grande importância na vida do jovem que vai ingressar no ensino superior. A boa notícia é que o Coaching pode ajudar o estudante nessa decisão.

Conheça agora algumas dicas básicas para fazer a melhor escolha:

A primeira é muito simples: tome cuidado para não ser influenciado por parentes e amigos. A decisão final é sua. Você é quem vai passar o resto da vida trabalhando na função. Você precisa gostar do que faz para ser feliz.

Porém, por mais que a escolha seja difícil, lembre-se que nada precisa ser definitivo. Mudanças de rumo são cada vez mais comuns na vida profissional.

Outra dica é saber reconhecer sua personalidade. Você é mais tímido? Talvez profissões que dependam de extroversão não sejam as mais indicadas. O ideal é balancear sua personalidade com as características básicas de cada profissão.

Antes da escolha, pesquise a fundo sobre a carreira que você pretende seguir. Informações como: mercado de trabalho, opções de atuação, empresas do setor, vagas, entre outros tópicos. Quanto mais conhecimento sobre a área, menos risco de arrependimento.

Falar com profissionais também é importante. É uma forma ajustar suas expectativas, além de descobrir aspectos positivos e negativos. Se não for possível conversar pessoalmente, procure matérias em revistas e sites especializados. Elas serão de grande ajuda.

Visite faculdades. É uma forma de conhecer diversas carreiras ao mesmo tempo, conversar com quem conhece cada curso e saber como são as aulas. Além, é claro, de conhecer um dos lugares que você vai passar os próximos anos.

Por fim, o Coaching de Orientação Vocacional. Este tipo de Coaching é baseado em diversas teorias com enfoque em personalidade, desenvolvimento do indivíduo, maturidade e tomada de decisão. Ou seja: perfeito para quem está à procura da profissão ideal.

Tem alguma dúvida sobre seu futuro profissional? Entre em contato comigo e vamos encontrar juntos a profissão ideal para você.

5Qual a importância do pai no desenvolvimento social do filho?

Desde a antiguidade clássica, o modelo de “família” consistia em: um homem e uma mulher unidos pelo casamento para gerar filhos. Mas se há centenas de anos era praticamente impossível viver sob outros moldes, hoje, graças às mudanças ocorridas na sociedade, temos vários modelos de família. Consideramos família o núcleo de duas pessoas que podem ou não gerar filhos.

Porém, mesmo que as relações familiares tenham mudado, uma coisa é certa: a família, seja ela de sangue ou de afeto, continua sendo o principal fator na formação do indivíduo. E o pai tem grande influência nisso.

A infância é a fase em que o caráter é moldado. Segundo Freud, isso acontece depois da fase fálica da criança, dos três aos cinco anos de idade. Susan C. Cloninger, psicóloga e autora do livro “Teorias da Personalidade”, cita:

“O desenvolvimento da personalidade envolve uma série de conflitos entre o indivíduo, que quer satisfazer os seus impulsos instintivos, e o mundo social (principalmente a família), que restringe este desejo.” (CLONINGER, 1999, p. 55).

Muitas vezes o pai, no sentido de querer que o filho seja como ele, molda a criança da forma que deseja. Tudo bem, normal seguirmos nossas referências… Mas elas devem ser aplicadas com consciência. Ser pai é rever todos os conceitos que nos foram passados, refletir sobre o que foi bom e ruim e assim educar nossos filhos.
É importante a consciência de nós mesmos na criação dos filhos, pois eles são indivíduos únicos, com suas personalidades e vontades que devem ser respeitadas.

Claro que, devido à influência do meio em que a criança vive, temos muitos exemplos de pais que influenciam diretamente nas escolhas de vida de seus filhos. Isso é normal e muitas vezes é ótimo! Basta observar a quantidade de pessoas que seguem a mesma carreira do pai.

Nomes como Ziggy, Damien, Stephen e Julien Marley (filhos do Bob Marley), Preta Gil, Julian e Sean Lennon, todos músicos. Laila Ali, boxeadora, filha de Muhammad Ali. Fernanda Torres, atriz, filha do também ator e produtor Fernando Torres.
Entre muitos outros exemplos.

Sendo pai e/ou filho, com ou sem um pai presente, o dia é uma ótima oportunidade para refletir sobre essa pessoa tão importante em nossa formação. Desejamos um feliz Dia dos Pais e um ótimo domingo em família!

A família e o transtorno mental

Os transtornos mentais e do comportamento são problemas clinicamente significativos que se caracterizam por uma alteração de modos de agir, de lidar com o outro, de humor e/ou uma alteração de funções mentais.

A família é nossa base e a primeira referência de proteção e socialização de qualquer indivíduo. É ela que nos orienta sobre os primeiros passos nas relações sociais e afetivas. A presença do transtorno mental no ambiente familiar é um choque que causa mudanças nos hábitos e rotinas da família, visto que, junto com o diagnóstico podem surgir outros fatores relacionados, como o preconceito e a exclusão da pessoa em questão.

Além do baque com o diagnóstico, todos na família passarão por um período de adaptação, o que pode produzir sobrecarga, dúvidas, conflitos, medo e insegurança, acarretando em desgaste físico e mental.

O convívio com um familiar com transtorno mental propicia mais situações de:

⦁    Problemas de relacionamento
⦁    Estresse
⦁    Dependência
⦁    Recaídas
⦁    Extremismos comportamentais

A importância familiar nos casos de transtorno mental, vai além do cuidado e apoio ao paciente. A família se torna parte do tratamento, ajudando através de atitudes e gestos no convívio social, sanando dúvidas, acolhendo e até acompanhando o diagnosticado nas consultas ao psicólogo e/ou psiquiatra.

Um ambiente inadequado pode ser nocivo a quem tem sofrimento psicológico, intensificando os conflitos internos e, com isso, dificultando cada vez mais o progresso do tratamento.

O suporte da família é a base para uma boa condição emocional do paciente, tanto para prevenir crises repentinas, quanto para sua total recuperação. Agindo da forma correta, a família se torna o pilar de uma nova vida, colaborando na adequação ao tratamento e sua melhora. É válido ressaltar que, em diversos casos, parentes do indivíduo diagnosticado com transtorno mental também necessitam de apoio psicológico, pois é na psicoterapia que irão lidar com seus sentimentos e aprenderão a lidar com os problemas de relacionamento e estresse do dia a dia. Assim, não há sobrecarga para os familiares e nem para o paciente.

Cuide de si para cuidar do próximo!