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A meditação pode ser usada para desenvolver a regulação da atenção, das emoções e para o crescimento pessoal.

Durante as últimas duas décadas, mais e mais cientistas estudam a atenção plena, um conjunto de práticas que nos ajuda a cultivar a consciência de nós mesmos e de nosso meio ambiente a cada momento. Suas primeiras descobertas desencadearam um enorme entusiasmo pela meditação. A prática pode ser usada para desenvolver a regulação da atenção, das emoções e para o crescimento pessoal. Ela pode ser relacionada com diferentes processos cognitivos, tais como a memória e a imaginação, e pode estar focada no próprio corpo, em outras pessoas ou conceitos abstratos.

Surgiu como uma prática de cunho religioso há cerca de 3 mil anos antes de Cristo. Porém, com o passar dos anos, foi se popularizando até chegar ao ocidente e ser alvo de diversos estudos sobre seus benefícios tanto para a saúde, o envelhecimento e até a produtividade.

Um dos estudos foi conduzido pelo Dr. Hebert Benson, que em 1967 descobriu que pessoas em estado meditativo usavam cerca de 17% menos oxigênio. Além disso, apresentavam menor pressão sanguínea e aumento na produção de ondas cerebrais. Ao invés de focar apenas no desenvolvimento espiritual, a meditação passou a ser utilizada como ferramenta para promover o relaxamento, obter mais saúde e afiar a mente.

O que realmente é meditação?

A meditação é um exercício de foco e concentração que promove relaxamento físico e equilíbrio mental de quem pratica.

Algumas linhas de meditação usam mantras como instrumento para entrar no estado de flow, enquanto outras focam em apenas observar a respiração.

Existem alguns tipos de meditação e um dos mais estudados atualmente é o da atenção plena, conhecido como mindfulness. Este tipo separou a parte mística e religiosa da prática vinda do Oriente, focando somente nas descobertas científicas sobre os benefícios da meditação. O foco está em prestar atenção às sensações do corpo, em especial à respiração para, assim, interromper a bagunça de pensamentos desordenados.

Existem vários tipos de meditação, mas, principalmente para quem está começando, somente alguns minutos, lugar tranquilo e silencioso e concentração na respiração serão necessários.

E principalmente: esqueça o conceito de meditação pelo esvaziamento da mente, simplesmente porque é impossível, pois não conseguimos interromper 100% o fluxo de pensamentos, mas sim direcioná-los.

Benefícios da meditação

Manter a mente concentrada e focada é pré-requisito para quem deseja atingir o máximo de resultados. A mente desfocada pula de um pensamento para outro. Além disso, mistura lembranças do passado com idealizações de futuro e, principalmente, nos tira do momento presente.

Você vive o ontem e o amanhã, mas o hoje fica esquecido, dando espaço para procrastinação. E se você sofre com esse problema, sabe o quanto pode ser frustrante viver deixando planos importantes para amanhã.

A meditação centraliza o nosso ser em um único ponto. Com isso, deixamos de nos preocupar com o que vem amanhã e focamos no agora. A prática se torna vital ao controle da ansiedade, condensando nossa consciência em momentos reais

Além de proporcionar uma mente atenta, um dos benefícios da meditação é a estimulação da criatividade e da capacidade de inovar.

A melhor coisa da prática é que ela é acessível a todos. Por isso, convido você a fazer um teste. Durante uma semana, separe 10 minutos de sua manhã para entrar em contato com sua respiração, observar o movimento desta no seu corpo e relaxar profundamente.

Faça o teste. Não tomará muito do seu tempo e os benefícios poderão ser sentidos logo nos primeiros dias. Vale a pena usar um pouquinho da sua paciência e força de vontade para começar. Você não irá se arrepender!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

É comum que as pessoas vivam crises existências em algum momento das suas vidas.

Quase todo mundo, em algum momento da vida, vai passar (ou já passou) por uma crise existencial. Essa sensação de perda do sentido e o constante questionamento sobre a própria existência traz ao indivíduo uma enorme angústia, que pode até desencadear ansiedade e atrapalhar o convívio social.

Existem cinco principais preocupações existenciais que vamos nos deparar em algum momento da vida: morte, significado da vida, isolamento, identidade e liberdade. Todas elas resultam do embate entre nossas motivações humanas básicas e a realidade ambígua que vivemos.

Mas afinal, o que nos faz passar por uma crise existencial? Que tipo de acontecimentos desencadeiam esse sentimento de dúvida e todos os conflitos internos que vivenciamos?

Uma crise existencial se refere a sentimentos de mal-estar sobre o significado, a escolha e a liberdade na vida. Quer seja referida como uma crise existencial ou ansiedade existencial, as principais preocupações são as mesmas: que a ideia é que a vida é inerentemente sem sentido, que nossa existência não tem sentido porque há limites ou fronteiras nela, e que todos devemos morrer algum dia.

A ansiedade existencial tende a surgir durante as transições e reflete a dificuldade de adaptação, muitas vezes relacionada à perda de proteção e segurança. Por exemplo, um estudante universitário que está se mudando de casa ou uma pessoa adulta passando por um divórcio difícil pode sentir que o alicerce sobre o qual sua vida foi construída está desmoronando. Isso pode levar a questionar o significado de sua existência.

Para os existencialistas, uma crise existencial é considerada uma jornada, uma tomada consciência, uma experiência necessária e um fenômeno complexo. Surge de uma consciência de suas próprias liberdades e como a vida vai acabar para você um dia.

Reconhecendo uma crise existencial  

Uma crise existencial tende a surgir a partir de algum acontecimento impactante e traumático. Porém, cada pessoa sente e age de forma muito particular e distinta diante dessas situações e, por isso, os sintomas, principalmente os de fundo emocional, podem variar bastante de acordo com as experiências de cada um e com momentos da vida. Portanto nesse momento, buscar ajuda profissional de um psicólogo é fundamental!

Ainda assim, certos sinais recorrentes apontam para o surgimento da crise existencial, sendo os mais comuns:

  • estafa mental
  • ansiedade
  • necessidade de isolamento
  • desânimo constante
  • pessimismo e insatisfação
  • alterações no apetite
  • sono desregulado
  • sentimento de incapacidade
  • ausência de objetivos e incertezas sobre o futuro
  • dúvidas e questionamentos sobre a própria personalidade

A crise de meia-idade

O termo crise da meia idade foi formulado por Elliott Jaques, um médico canadense, que descreveu as dificuldades emocionais que algumas pessoas costumam passar entre os 45 e 55 anos. Essa fase da vida pode ocasionar insegurança, ansiedade e baixa autoestima.

Essas dificuldades, que podem gerar uma crise existencial, são desencadeadas por diversos fatores:

  • alterações hormonais
  • crises profissionais
  • casos extraconjugais
  • síndrome do ninho vazio
  • morte de parentes ou amigos próximos

De qualquer modo, a crise da meia-idade se origina na mesma fonte da crise existencial,
o questionamento. Só que neste caso, a crise apenas aparece como o produto de um acúmulo de estresse e cobranças ao longo de anos, geralmente inseridos em um projeto pessoal de casamento, sucesso profissional ou comodismo.

Quando tudo isso é associado às expectativas concentradas sobre uma única pessoa, ou seja,  o(a) “provedor(a)” da casa, essa pressão pode levar inclusive a um desgaste mental profundo (burnout).

Como superar a crise existencial?

Algumas pessoas podem ter dificuldades de lidar com os sentimentos que essa fase desperta e com as questões que a envolvem. Diante dessa dificuldade, pode ser necessário buscar apoio psicológico através de psicoterapia. O trabalho do psicólogo, que é um profissional capacitado para orientar sobre a forma de lidar com os sentimentos e adversidades, ajudará a resolver problemas que parecem não ter solução.

De todo modo, é importante que a pessoa que se vê diante dos dilemas existenciais entenda que nunca será possível ter todas as respostas para todas as dúvidas e que não há problema nisso!

É fundamental entender as razões de todos os sentimentos conflitantes despertados na crise. A partir de disso se dá o primeiro passo rumo à solução de boa parte dos questionamentos e do reencontro com o equilíbrio emocional que ficou abalado em algum momento.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Apesar de não entendermos bem as emoções e, por vezes, parecerem misteriosas, elas exercem grande efeito sobre a vida.

As emoções fazem parte do nosso dia a dia e de quem somos. Convivemos com elas o tempo todo e são desencadeadas tão rapidamente em nosso cérebro que acabamos não entendendo o que acontece e por que reagimos de determinada maneira.

Uma reação rápida e impulsiva diante de uma emoção pode tanto salvar, quanto arruinar uma situação. Daí a importância do autoconhecimento, de saber como agir identificando suas emoções.

Mas antes de entendermos um pouco mais sobre o assunto, é importante ter clareza de que sentimentos e emoções são coisas diferentes. É muito comum as pessoas considerarem sinônimos, mas na realidade não são.

Basicamente, a emoção é um conjunto de respostas químicas e neurais que surgem quando o cérebro sofre um estímulo ambiental. Já o sentimento é uma resposta à emoção, ou seja, se trata de como a pessoa se sente diante de tal emoção. Portanto, apesar de distintos, emoção e sentimento estão intimamente conectados.

Para ficar um pouco mais claro, entenda que quando você é exposto a algum tipo de situação, o cérebro libera hormônios que alteram o seu estado emocional. Podem até ocorrer algumas reações físicas, como choro ou suor, por exemplo, ou o medo pode parecer um nó no estômago ou um aperto na garganta; o embaraço pode fazer com que você sinta o rosto quente. Vale ressaltar que diante de algum acontecimento, cada pessoa tem uma emoção diferente e ela costuma ser mais passageira.

Por outro lado, o sentimento pode durar muito tempo. Os sentimentos negativos persistentes podem ocasionar doenças como depressão. Alguns exemplos de sentimentos são o ódio, a compaixão, o amor, a decepção e a inveja.

Identificando suas emoções

Podemos apontar sete emoções básicas: felicidade, tristeza, ansiedade, raiva, medo, nojo e desprezo. Para identificar suas emoções, você precisa conhecer aquilo que está sentindo.
Veja o texto no blog, que falo das sete emoções básicas e seu efeito no comportamento humano.

Para isso, o primeiro passo é se perguntar, com sinceridade, o que está realmente se passando contigo.

  • Ansiedade – Caracterizada por sentimentos de medo em relação ao futuro, o que traz, inclusive, reações físicas como batimentos cardíacos acelerados e contração da face.
  • TristezaCansaço, sensação de peso nos ombros, vontade de chorar e dificuldade de concentração são sentimentos que denotam a tristeza.
  • Raiva – Pensamentos de que foi atacado de alguma maneira, também com reações físicas como aceleração do coração e aumento da pressão, relacionam-se à emoção de raiva.
  • Felicidade – Calma, alegria, euforia e confiança são sentimentos ligados à felicidade.

Quando soubermos a resposta para nossos sentimentos, poderemos identificar e separar as emoções para enfrentar as situações que surgem diariamente.

Gerenciando Emoção

Compreender suas emoções torna possível gerenciá-las de modo que trabalhem a seu favor e não contra você. Por exemplo, se a sua tristeza (ou raiva, ou ansiedade, etc.) normalmente o influenciaria a agir de uma forma que poderia prejudicar a si mesmo ou a outra pessoa, tornar-se consciente dessa emoção pode permitir que você tome medidas para não agir de forma destrutiva.

Gerenciando ativamente suas emoções, você está dando passos para se tornar uma pessoa com maior inteligência emocional. Isso porque ao desenvolvê-la, você aprenderá a reconhecer as suas emoções e ser capaz de lidar com elas; entenderá como se manter motivado diante de frustrações; desenvolverá a empatia e habilidades interpessoais.

Às vezes, não conseguimos nos conhecer ao ponto de controlarmos as emoções. Quando essas emoções passam a “ter o controle sobre nós” é o momento de procurar a ajuda de um psicólogo.

Na próxima semana, vou explicar e exemplificar melhor como o cérebro influencia em nossas sensações físicas.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

A diferença entre estar sozinho e se sentir sozinho

Recentemente assisti o filme Bohemian Rhapsody e um ponto me chamou a atenção: a solidão. Vários momentos da vida do cantor me fizeram refletir sobre ser solitário e estar sozinho, mesmo rodeado de tanta gente.

Com o filme e matérias que surgiram na época ficou fácil lembrar do Freddie Mercury e como ele era em seus últimos anos: visionário e contido, raramente visto em público, reclinado ao luxo com seus gatos e suas jóias. Mesmo antes do peso da doença, ele dava a impressão de um homem que estava satisfeito. Nas raras entrevistas que ele deu, não havia introspecção no estilo Radiohead, mas sim parecia estar afetado por uma tristeza.

Em uma entrevista ao jornalista e escritor David Wigg em 1984, ele disse:

“Podemos ser amados por milhares de pessoas e ainda assim sermos a pessoa mais solitária. E a frustração disso me faz sentir ainda pior, porque é difícil entenderem que podemos estar sozinhos…  A maior parte das pessoas pergunta como pode o Freddie Mercury estar sozinho? Ele tem dinheiro, tem carros e motoristas, ele tem tudo. Pode parecer que temos tudo e no entanto não termos nada. Me sinto a pessoa mais solitária do mundo.”

Para alguns teóricos, especialmente da linha existencialista o ser só é uma condição original de todo ser humano, mas o sentir-se só é uma condição temporal. Assim quando uma pessoa entende que estar sozinha não é uma opção, mas uma imposição da vida, ela entra em um estado emocional de sofrimento, porque quando ela olha para dentro de si ela não se encontra, pelo contrário ela se depara com um vazio existencial.

E quando isso acontece, mesmo que essa pessoa esteja rodeada de pessoas ela, ainda assim, se sentirá sozinha, pois esse “preenchimento” que se vê ausente não se encontra nos outros encontra-se em si mesmo.

A diferença entre sentir-se sozinho e estar sozinho está na maturidade de reconhecer-se como um ser de relação, não em uma relação de dependência, mas de liberdade, isto é, entender que o outro não é o único responsável pela sua felicidade. É a disponibilidade de vivenciar cada momento de uma forma singular. É sentir-se em paz consigo mesmo não com a paz que o outro te “oferece”.

E como se alcança essa maturidade?

Simplesmente se conhecendo, permitindo e “experienciando” a vida. Não existe segredo, o que deve existir é disposição para se conhecer e descobrir tudo aquilo que você pode vir a ser!

Portanto, é necessário saber enfrentar, gerir e aceitar a solidão. Eu separei aqui algumas orientações que podem te ajudar a enfrentar a solidão não desejada de maneira inteligente, de uma forma que favoreça o seu crescimento pessoal:

Entre num grupo – Pode ser um grupo ligado às artes ou ao esporte, ou um grupo comunitário. Entrar num grupo imediatamente leva a uma integração num conjunto de pessoas que dividem interesses comuns. É uma iniciativa que poderá lhe trazer o sentimento de pertencimento. A integração num grupo e o convívio com outras pessoas estimula a criatividade, poderá ser algo que faça você desejar o dia seguinte, ajudando a combater a solidão.

Faça voluntariado – Tornar-se voluntário numa causa em que acredita poderá trazer vários benefícios. Conhecer outras pessoas, fazer parte de um grupo, criar novas experiências. Praticar e sentir o altruísmo poderá trazer outro sentido à sua vida, o que contribuirá para aumentar a sua felicidade e o seu bem-estar, diminuindo a solidão. Trabalhar com os outros mais desfavorecidos pode fazer você olhar para a sua vida e para as possibilidades que tem com outros olhos.

Invista nas suas relações sociais – Certamente tem pessoas na sua vida que talvez não conheça bem, que ainda sejam apenas conhecidos, mas que sempre teve curiosidade de conhecer melhor. Você também poderá investir nas suas relações familiares e torná-las mais profundas e íntimas. Ligue mais aos seus amigos! Invista nas suas relações! Convide os seus amigos para sair! Organize jantares de amigos que tragam mais dois amigos, dinamizando os encontros sociais e tornando-os fontes de novidade constante.

Adote um animal de estimação – Os cães e os gatos, em especial podem trazer vários benefícios e um deles é a prevenção da solidão. Cuidar de um animal reúne princípios de altruísmo e de companheirismo. Passear um cão leva a comportamentos espontâneos de pessoas que passeiam e que afagam o animal e podem iniciar uma conversa com você, sejam eles pessoas com ou sem animal de estimação. Os animais permitem dar amor incondicional, que poderá ser um extraordinário trunfo para vencer a solidão.

Faça psicoterapia – Com inúmeras vantagens, a  psicoterapia permite criar uma relação de confiança e de exposição da sua intimidade com alguém que o ouve com atenção plena e com verdadeira empatia. Estes elementos são muito reconfortantes para uma pessoa que sofre de solidão. Além de promover este conforto, a psicoterapia fornece a você uma série de estratégias para sair da solidão e reencontrar o seu bem-estar. E, caso precise de ajuda profissional, estou à disposição para acompanhá-lo nessa trajetória.

Como vê, existem muitas formas de combater a solidão.
Espero que este artigo possa ter lhe ajudado!

9 dicas para aumentar sua inteligência emocional e ter relacionamentos mais fortes

Você já se sentiu tão sobrecarregado pelas suas emoções, depois de dizer ou fazer algo que em seguida se arrependeu? (Alguém poderia honestamente negar essa pergunta?)

A verdade é que a maioria de nós provavelmente poderia se beneficiar aprendendo a lidar com nossas emoções de forma mais construtiva. Com boas razões, a inteligência emocional é um conceito que se tornou cada vez mais popular na psicologia contemporânea. Além de estar ligado a uma maior satisfação nos relacionamentos, a inteligência emocional está associada a um melhor desempenho no trabalho e a uma maior capacidade de gerenciar o estresse.

Então, se você quiser desenvolver conexões mais profundas com amigos, colegas ou pessoas importantes, cultivar sua inteligência emocional deve ser uma das suas principais prioridades.

Mas o que exatamente é inteligência emocional e como você desenvolve isso?

Em poucas palavras, inteligência emocional é a capacidade de reconhecer e regular suas próprias emoções, ao mesmo tempo que tem empatia pelos outros e mantém uma consciência de suas reações. Por sua vez, a inteligência emocional permite que você gerencie seus relacionamentos com mais eficiência, mesmo quando surge um conflito.

A boa notícia é que a inteligência emocional pode ser desenvolvida com a prática. Preparei nove dicas que vão ajudar você a aumentar sua inteligência emocional e fortalecer seus relacionamentos no processo!

1. Conheça a si mesmo

A base da inteligência emocional é a autoconsciência, pois ter uma compreensão profunda de si mesmo lhe dá percepções mais precisas de como você se depara com os outros. Para aumentar sua autoconsciência, faça um esforço para refletir sobre seus pontos fortes, oportunidades de desenvolvimento, fatores desencadeantes, valores e afins, para que você esteja intimamente familiarizado com o que te motiva. Faça isso regularmente!

2. Esteja aberto a comentários e críticas

Pessoas emocionalmente inteligentes são receptivas a ouvir e considerar o feedback de outras pessoas. Você pode concordar ou não com o ponto de vista delas, mas pesar o feedback pode ajudar a se proteger contra pontos cegos e a reconhecer se seus comportamentos estão tendo os efeitos que você esperava.

E se não saírem como o esperado, você pode ajustar suas ações ou pedir desculpas (ou, conscientemente, optar por não fazer isso). Mas de qualquer forma, você está se protegendo contra a negação e está aumentando sua inteligência emocional.

3. Identifique seus sentimentos em vários momentos durante o dia

Faça isso particularmente quando sentir fortes emoções. Se um colega de trabalho fizer um comentário que o provocou profundamente, faça uma anotação mental do que exatamente você está sentindo. Isso não apenas vai ajudar você a desenvolver seu vocabulário emocional, mas também a recuar um passo nas suas reações e a envolver as partes de seu cérebro associadas à solução de problemas. Dessa forma, você pode entender melhor suas emoções e usá-las a seu favor quando fizer escolhas sobre como interagir socialmente.

4. Tente praticar a “Atenção Plena” em todas as áreas da sua vida

Jon Kabat-Zinn , um pioneiro no campo de mindfulness, define o termo de maneira muito simples: a atenção plena é “prestar atenção intencionalmente… e sem julgamento, em casa passo do desdobramento da experiência”.
Ao aprender a observar seus pensamentos e sentimentos sem julgamento, você aumenta sua consciência deles e com mais clareza, evitando que fiquem confusos pela sua bagagem de suposições. Em outras palavras, a atenção diminui as chances de você ser inconscientemente influenciado por emoções negativas.

5. Respire fundo

Nós experimentamos fisicamente as emoções. Então, quando estamos estressados emocionalmente, nosso corpo reage em um nível evolutivo como se estivéssemos respondendo a uma ameaça na natureza. Isto é químico: nossos vasos sanguíneos se contraem, nossa respiração se torna mais superficial e nosso ritmo cardíaco acelera.

Mas se podemos acalmar a reação do nosso corpo diante desse estresse, o componente emocional é suavizado. Portanto, elimine o estresse do seu corpo pela raiz e consequentemente o estresse emocional diminuirá. Quando você se sentir tenso, respire lenta e profundamente, concentre-se em deixar o ar entrar e sair do seu diafragma. Depois de alguns minutos, você provavelmente se sentirá como se houvesse mais espaço em sua mente e coração, um estado inegavelmente melhor de se ter interações construtivas com outras pessoas.

6. Questione suas histórias, mesmo que você acredite nelas

Reconheça que existem várias maneiras de olhar para qualquer situação. Então, em vez de ceder a uma reação negativa automática quando você se incomoda com as ações de outra pessoa, vá com calma e considere se existem outras maneiras de explicar a situação. É claro que a raiva é uma emoção restritiva, por isso muitas vezes nos sentimos teimosamente ligados às nossas histórias particulares em torno de uma determinada situação. Mas se você puder, pelo menos, tente este exercício. Mesmo se você não mudar sua opinião sobre o que aconteceu, o tempo que você gastou pensando nisso pode acalmá-lo o suficiente para optar por uma resposta mais construtiva.

7. Pratique emoções positivas (e observe com o resultado será melhor)

As pessoas que experimentam emoções positivas desfrutam de relacionamentos melhores, e são mais resistentes em resposta a eventos negativos. Portanto, faça intencionalmente coisas que te trazem alegria. Embora existam inúmeras atividades que fazem isso por você, busque comportamentos que tentem incluir a gratidão, boas ações, que exercitem e relembrem experiências positivas.

8. Pratique a empatia

Pessoas emocionalmente inteligentes são muito boas em se colocar no lugar dos outros. Portanto, considere situações da perspectiva de outras pessoas para entender melhor quem está ao seu redor. Essa percepção aprimorada vai lhe permitir uma conexão com elas de maneira mais eficaz, e pode até ensinar algo sobre você no processo.

9. Enfrente o estresse e a ansiedade

Você está mais propenso a “enfrentar de cabeça erguida” quando ocorrem desentendimentos? Ou, prefere “enfiar a cabeça na areia”? Lide com conflitos de maneira mais eficaz, abordando as questões de frente de forma assertiva, porém respeitosa – sem estar na defensiva.
Ouvindo empaticamente a outra pessoa, você também cria espaço para levar seus próprios pensamentos e sentimentos em consideração. Ouvir pode ser um gesto assertivo, pois fazendo intencionalmente ajuda a drenar situações tensas de qualquer toxicidade desnecessária.

Embora essas estratégias sejam apenas a ponta do iceberg para aumentar sua inteligência emocional, colocá-las em prática fará com que você esteja no caminho certo para lidar com suas emoções e relacionamentos como um profissional!

Se você quiser aprender mais sobre como desenvolver sua inteligência emocional e melhorar seus relacionamentos interpessoais, marque uma consulta!
Reconhecida pelo Conselho de Psicologia para prestar serviços como Psicoterapia, Avaliação Psicológica e Orientação Profissional, eu posso ajudar de várias formas. E não só presencialmente, mas também à distância.

Orientação Profissional: o primeiro passo pro sucesso.

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O trabalho do Orientador Profissional se baseia em diversas teorias com enfoque na personalidade, desenvolvimento do indivíduo, na maturidade e na tomada de decisão. Ele proporciona maior segurança e clareza para você escolher sua carreira e ingressar no mercado de trabalho.

Digamos que você terminou o ensino médio e está prestes a dar o primeiro passo rumo à sua futura profissão. Mas que profissão? São milhares de opções, com variadas áreas de atuação e tempos de curso. É normal que você se sinta indeciso, essa escolha pode mudar sua vida inteira.

É por essa escolha ter tamanha importância que o trabalho do Orientador Profissional tem sido cada vez mais solicitado. Porque, antes da escolha da profissão, existem outras escolhas a serem feitas. Por exemplo: fazer um curso técnico? Tentar a faculdade pública? Fazer um curso antes? Tentar uma bolsa na faculdade particular?

O Orientador Profissional irá avaliar você, suas experiências, seus objetivos e outra infinidade de fatores para ajudá-lo em todas as escolhas que envolvem sua futura carreira.

Esse trabalho pode ser realizado individualmente ou em grupos, e são realizadas, em média, 15 sessões que abordam, prioritariamente, os seguintes temas: autoconhecimento, influências externas, profissões, mercados de trabalho e testes psicológicos (caso seja necessário). O atendimento pode ser realizado presencialmente no meu consultório, na instituição de ensino ou através de videoconferência.

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