Posts

Nem todo conflito em família é falta de limite — às vezes é excesso de estímulo.


Eu tenho recebido, com cada vez mais frequência, famílias que chegam com a mesma sensação:
“Algo não está bem dentro de casa, mas a gente não sabe exatamente o que é.”

Quando começa a olhar para a rotina, um ponto aparece com muita força: o uso constante de telas por todos os membros da família.

Hoje, crianças, adolescentes, adultos e até os avós estão inseridos no ambiente digital.
E isso, por si só, não é o problema.
O ponto de atenção está no excesso e na forma como ele interfere na regulação emocional e na qualidade das relações .

Do ponto de vista psicológico, o cérebro precisa de pausas para processar estímulos, organizar emoções e sustentar a atenção.
As telas, principalmente com conteúdos rápidos e intensos, oferecem estímulos contínuos, o que pode gerar uma espécie de sobrecarga mental .

Nas crianças, isso costuma aparecer como dificuldades, irritabilidade e dificuldade em lidar com frustrações.
Eles ainda não têm recursos internos para organizar o que sentem, então expressam no comportamento.

Nos adolescentes, o impacto ganha outras camadas. Além da sobrecarga, existe uma comparação constante, a busca pela validação e a exposição a padrões muitas vezes irreais, o que pode intensificar a ansiedade, a insegurança e o isolamento .

Nos adultos, o excesso de estímulos pode levar ao cansaço mental, à impaciência e à dificuldade de estar presente de forma sincera nas relações.

E as avós, que hoje também estão ligadas, muitas vezes enfrentam desafios importantes:
desde a dificuldade de compreender o funcionamento das tecnologias até à maior vulnerabilidade a golpes e informações enganosas, o que pode gerar insegurança e ansiedade.

O que eu observo, no fim, é uma família que está conectada o tempo todo, mas ao mesmo tempo, menos disponível emocionalmente .

A ausência de pausas, de conversas e de momentos compartilhados impacta diretamente o vínculo.
E isso pode gerar conflitos, afastamentos e uma sensação de desconexão, mesmo quando todos estão fisicamente próximos.

Por isso, quando eu falo sobre telas, não estou falando sobre decretação.
Estou falando sobre consciência, equilíbrio e, principalmente sobre reconstruir espaços de conexão real.

Criar momentos sem tela, incentivar o diálogo, propor atividades em conjunto e, principalmente estar disponível emocionalmente são movimentos simples, mas muito potentes.

A tecnologia faz parte da vida, e pode inclusive aproximar as pessoas. Mas é o uso que faz com que ela defina o impacto em nossas relações.

Se você percebeu mudanças no comportamento ou na dinâmica de sua família, vale olhar com mais atenção para isso.

E você não precisa fazer esse caminho sozinho.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Cada encontro nosso é um lembrete do porquê escolhi ser psicóloga: acreditar no poder da escuta, no acolhimento e no cuidado contínuo da saúde mental.

Ser psicóloga é um dos maiores privilégios da minha vida. Escolhi essa profissão porque acredito profundamente que cada pessoa merece um espaço para ser ouvida com respeito, carinho e atenção verdadeira. Cada encontro no consultório me lembra do porquê eu amo o que faço: ver alguém se fortalecer, reencontrar a si mesmo e descobrir novas formas de viver com mais leveza.

A saúde mental não pode ser lembrada apenas em um mês do ano. Ela precisa ser cultivada diariamente, no autocuidado, no descanso, no silêncio, na pausa. Prevenir é cuidar de si antes que a dor se torne insuportável. E a terapia é esse espaço de prevenção e acolhimento, onde podemos olhar para nossas emoções com mais gentileza.

Para mim, a psicoterapia não é apenas para os momentos de crise. Ela é como regar uma planta: um cuidado constante que nos ajuda a florescer. A cada sessão, vejo a beleza de quem se permite esse olhar para dentro, e isso me enche de propósito e gratidão.

Ser psicóloga é caminhar junto, oferecer escuta e acreditar na capacidade de cada pessoa de se transformar. E é por isso que sempre digo: cuidar de si é o maior ato de amor próprio que você pode praticar.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Quero abrir essa conversa: você já pensou sobre a menopausa de verdade?

Por muito tempo, falar sobre menopausa era quase um tabu. Talvez porque nossas avós e bisavós não chegassem a viver tanto — e quando chegavam, pouco se falava sobre o que sentiam. Mas hoje, com a expectativa de vida maior e as mulheres aos 50 anos ativas, produtivas e cheias de vida, esse tema deixou de ser “coisa de idade” e passou a ser um capítulo importante do autocuidado feminino.

Tecnicamente, a menopausa é marcada por 12 meses sem menstruar, mas antes dela existe a perimenopausa, e é aí que muitos sintomas começam a aparecer, às vezes sem que a gente entenda de imediato o que está acontecendo.

E os sintomas vão muito além dos famosos “fogachos”. A ciência já identificou mais de 70 sintomas possíveis: dormência, tontura, cansaço, perda de cabelo, esquecimentos, irritabilidade, insônia, ansiedade, até depressão. Tudo isso acontece porque, com a perda da função dos ovários, os níveis de estrogênio, progesterona e testosterona caem, e essa flutuação hormonal bagunça o corpo e a mente.

A Dra. Olivieri (@dra.olivieri) médica especialista, sempre reforça a importância de não ignorar esses sinais em suas edes sociais:

Muitas mulheres deixam de se movimentar, negligenciam os exames e demoram a buscar ajuda, quando a reposição hormonal e o acompanhamento correto poderiam devolver qualidade de vida”.

Dra. Dra. Juliana Olivieri – Ginecologia Endócrina

A boa notícia é que hoje sabemos muito mais. A psicologia ajuda a compreender essas mudanças, acolher as emoções, fortalecer a autoestima e cuidar da saúde mental nesse processo. E, junto ao acompanhamento médico, a reposição hormonal pode ser uma aliada importante em muitos casos.

E os parceiros? Eles também têm um papel fundamental: entender, acolher e caminhar junto. Esse é um momento que pede diálogo, paciência e parceria.

Eu gosto de olhar para a menopausa não como o fim de uma fase, mas como o começo de uma versão mais consciente e dona de si mesma. É um convite para se reconectar com o corpo, com as emoções e com a vida que segue pulsando — porque ela continua, linda e cheia de possibilidades.

E você, já conversou abertamente sobre isso com alguém?

Sou Joana Santiago – Psicóloga

A saúde mental está ON, mas quem aperta o botão é você!

Ei, você aí, que vive nesse turbilhão de pensamentos, listas de tarefas e notificações intermináveis: já deu um tempinho pra sua saúde mental hoje? Não? Então bora refletir, porque tá na hora de colocar a cabeça em modo “prioridade máxima”.

A saúde mental vai muito além de “não estar triste” ou “ficar positivo”. É sobre entender que tudo na nossa vida passa pelo filtro da mente: nossas relações, o passado que carregamos, as escolhas que fazemos e até os sonhos que queremos alcançar. E, spoiler: se esse filtro está sujo ou sobrecarregado, a vida vai parecer confusa, pesada e cheia de “erro 404: paz de espírito não encontrada”.

Então, como priorizar a mente sem pirar ainda mais? Aqui vão umas dicas com uma pitada de psicologia e bom humor:

  • Aceite que nem sempre está tudo bem – e tá tudo bem com isso! Entender e acolher as próprias emoções é um ato de coragem. Tá com medo? Tá cansado? Tá com vontade de sumir por 15 minutos (ou 15 dias)? Respeite isso.
  • Passe a régua no passado (ou pelo menos tente). Ninguém está aqui pra viver preso no que já foi. A terapia é um GPS excelente pra te guiar por esses becos sem saída.
  • Desapegue do “tem que”. Quem disse que você precisa ser perfeito o tempo todo? Spoiler: ninguém. Redefina suas expectativas e descubra o prazer em fazer o possível.
  • Cerque-se de gente que soma, não que drena. Relacionamentos tóxicos são como wi-fi ruim: deixam você lento e frustrado. Escolha conexões mais saudáveis!
  • Aprenda a dizer ‘não’. Inclusive para você mesmo, quando começar a acumular mais projetos, promessas e dietas malucas do que consegue cumprir.

E, por fim, lembre-se: saúde mental é como carregar o celular. Se você nunca dá pausa para recarregar, uma hora a bateria acaba, e ninguém funciona no modo avião por muito tempo.

Que tal começar hoje? A saúde mental está ON, mas quem aperta o botão é você!

Sou Joana Santiago – Psicóloga

Neste Natal, desacelere, acolha suas emoções e reacenda a esperança que transforma vidas.

No corre-corre do dia a dia, o Natal chega como um lembrete de que é possível desacelerar, respirar fundo e olhar para dentro de nós mesmos. É um tempo para refletir, acolher nossas emoções e exercitar a empatia, tanto por nós quanto por quem nos cerca.

Mais do que uma data no calendário, o Natal é um convite para ressignificar os desafios enfrentados, estar perto de quem amamos, valorizar as pequenas alegrias que muitas vezes passam despercebidas e reacender a chama da esperança em nossos corações. É uma pausa para enxergar o que realmente importa é encontrar força nos gestos simples de amor e cuidado.

Que neste Natal você descubra dentro de si a força para transformar o que precisa ser renovado, o amor para compartilhar momentos especiais e a serenidade para recomeçar com leveza. Porque cuidar de si mesmo também é celebrar a vida e espalhar amor ao mundo.

Sou Joana Santiago Psicóloga

Bipolaridade pode ser muito prejudicial para relacionamentos e na realização de tarefas diárias, se não for tratada.

O transtorno bipolar é uma condição psiquiátrica que afeta o humor, alternando entre episódios de depressão e euforia (mania ou hipomania). Essas mudanças podem variar em intensidade e duração, impactando o comportamento, os relacionamentos e a vida do paciente. Apesar de surgir frequentemente entre os 15 e 25 anos, pode atingir qualquer idade.

Existem diferentes tipos de transtorno bipolar: do Tipo I, com crises intensas que podem exigir internação, ao Tipo II, com episódios de hipomania mais leves, além do transtorno ciclotímico, que apresenta oscilações de humor menos intensas. Embora as causas ainda não sejam totalmente compreendidas, fatores genéticos e eventos estressantes estão entre os principais gatilhos.O tratamento, que inclui medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, é essencial para controlar as crises e melhorar a qualidade de vida. Para os pacientes e suas famílias, seguir o tratamento de forma consistente é a chave para estabilidade emocional e para levar uma vida plena.

Como saber se uma pessoa tem transtorno bipolar?

O diagnóstico deve ser feito por um psiquiatra, requer uma boa anamnese, uma história clínica bem detalhada e exame psíquico também muito detalhado. Além de alguns exames clínicos laboratoriais, como exame de sangue, e de imagem para afastar outras patologias que poderiam gerar dúvidas.   

Para uma pessoa leiga, o que pode chamar atenção é a alternância entre períodos de sintomas depressivos e períodos de impulsividade, com muitos desejos sexuais, gastos excessivos e necessidade de sono reduzida.

Tratamentos e Terapias

O paciente, no entanto, não deve se manter apenas com as medicações e a terapia. É necessário, também, fazer alterações no estilo de vida. Bons exemplos são:

  • Prática de atividades físicas;
  • Busca por um hobby;
  • Investimento em interações sociais benéficas, sem amizades ou relacionamentos tóxicos, entre outros.

Hábitos saudáveis e um estilo de vida agradável ajudam na manutenção do tratamento, fazendo com que as crises fiquem controladas e a qualidade de vida do paciente melhore consideravelmente.

A conscientização é importante: o transtorno bipolar não é fraqueza ou instabilidade, mas uma condição médica que pode ser gerenciada com o cuidado adequado. Se você está vivenciando esses sintomas ou conhece alguém que os apresenta no dia a dia, é hora de buscar ajuda médica. Afinal, esse problema tem tratamento e o paciente afetado pode viver uma vida plena, feliz e completamente normal.

Sou Joana Santiago Psicóloga

O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha anti estigma do mundo!

Setembro Amarelo é um mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, um tema que ainda carrega muito estigma e silêncio. A campanha “Se precisar, peça ajuda!” busca quebrar essas barreiras, promovendo o diálogo aberto e incentivando as pessoas a buscarem apoio em momentos de vulnerabilidade. No Brasil, onde milhares de vidas são perdidas anualmente por suicídio, a importância de falar sobre o assunto se torna ainda mais evidente.

A psicologia desempenha um papel crucial nesse processo. Psicólogos e outros profissionais de saúde mental são capacitados para identificar sinais de alerta e oferecer suporte especializado. Através de terapias e intervenções, nós, profissionais, ajudamos as pessoas a enfrentarem suas dores emocionais, promovendo o autoconhecimento e oferecendo ferramentas para lidar com crises. O acompanhamento psicológico pode ser um divisor de águas na prevenção de comportamentos suicidas.

Além disso, a psicologia também atua na promoção de políticas públicas que abordem o suicídio de maneira integral e sem tabu. Campanhas educativas e a implementação de serviços de saúde mental acessíveis são fundamentais para criar uma rede de apoio eficiente. Em um momento onde o estresse e a ansiedade são cada vez mais comuns, o papel da psicologia na promoção da saúde mental e na prevenção do suicídio é essencial para salvar vidas e construir uma sociedade mais acolhedora e solidária.

Durante o Setembro Amarelo, é importante lembrar que nossas atitudes e falas podem ter um impacto profundo na vida de quem passa por momentos desafiadores. Demonstrando empatia e estando abertos a ouvir, podemos contribuir para desfazer o estigma relacionado à saúde mental e, acima de tudo, ajudar a preservar vidas.


Sou Joana Santiago – Psicóloga

Setembro Amarelo marca a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Durante todo o mês, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção para a importância de discutir e promover ações a respeito do suicídio.

Setembro Amarelo é um mês dedicado à conscientização e prevenção do suicídio. É um período em que a importância de saber ouvir e praticar a empatia com as pessoas ganha destaque. Em um mundo que muitas vezes parece estar cada vez mais isolado e estressante, demonstrar cuidado e compreensão pelos sentimentos e desafios dos outros é fundamental.

Este mês, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, realiza no Brasil a campanha Setembro Amarelo® desde 2014. O lema escolhido para a campanha deste ano é “Se precisar, peça ajuda!”.

A campanha busca disseminar informações e quebrar tabus em torno das questões relacionadas à saúde mental e o estigma direcionado a pessoas que sofrem de transtornos mentais e os profissionais que lidam com estes casos. A campanha visa incentivar o apoio às pessoas e prevenir casos de suicídio.

O Brasil é um dos países com as maiores taxas de diagnósticos de transtornos de ansiedade e depressão. Estes transtornos são os principais fatores de risco associados ao suicídio. Registramos aproximadamente 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

A importância do saber ouvir!

A empatia nos permite entrar no mundo emocional de alguém, compreender suas dores e lutas, e oferecer apoio genuíno. Saber ouvir é uma das formas mais poderosas de expressar empatia. Às vezes, tudo o que alguém precisa é ter alguém disposto a escutar, sem julgamento, sem soluções prontas, apenas um ombro amigo e um ouvido atento.

Neste Setembro Amarelo, lembro a vocês que nossas ações e palavras podem fazer uma diferença significativa na vida daqueles que estão enfrentando momentos difíceis. Ao praticar a empatia e estar disposto a ouvir, podemos ajudar a quebrar o estigma em torno da saúde mental e, mais importante ainda, salvar vidas.

Sou Joana Santiago – Psicóloga

A música que você escuta contribui com diferentes benefícios para a saúde mental, melhorando quadros de ansiedade, humor, socialização e autoestima.


São inúmeras as evidências científicas que relacionam o bem-estar e a saúde emocional à saúde física. Dentro desse conceito, a música e sua influência positiva ajudam a manter o bem-estar e a saúde do indivíduo. Além de viabilizar relações interpessoais mesmo à distância, ouvir música e dançar auxilia na produção de hormônios que promovem sensação de bem-estar.

Pessoas que sofrem de Transtorno de Ansiedade Generalizada, por exemplo,  tendem a ser mais aceleradas. Uma das características que elas possuem é o pensamento focado no futuro. Ao dançar, a pessoa libera serotonina, o “hormônio da felicidade”. Ao se conectar com a música e focar nos próprios movimentos, os pensamentos se voltam para o presente, além de gerar o sentimento de prazer e alegria, auxiliando na diminuição do estresse. 

Pensamentos ansiosos causam sentimentos de angústia, receio e medo do futuro, por exemplo. Quando a pessoa começa a cuidar do físico, psíquico e psicomotricidade, volta a ter uma maior estabilidade e controle emocional. A partir do momento em que a dança ou outro exercício desperta prazer, emoção e sentimento de satisfação.

No que diz respeito a baixa autoestima, praticar a modalidade também promove o bem-estar e a recuperação desse sentimento que gera no indivíduo um valor de insuficiência e insegurança na interação com outras pessoas. Nesse caso, a dança é uma forte aliada para afastar esse tipo de sofrimento. Ao se conectar com o próprio corpo, automaticamente desenvolvemos autocontrole. E, à medida que existe o aprendizado de novos passos e coreografias, a autoconfiança cresce.

Os principais benefícios da dança e da música para a saúde mental:
. Reduz o estresse e ansiedade
. Melhora o humor
. Eleva a autoestima
. Fortalece a memória


O som está presente na vida da humanidade desde os primórdios da história. É por meio do som que conseguimos nos comunicar. Para ouvir música e dançar não precisamos de técnicas avançadas, como nas demais artes. Pelo contrário. É necessário apenas espontaneidade e movimento. A partir da acústica, o ser humano é capaz de criar. Criar significados, sentimentos, territórios.

Dito isso, percebe-se que a musicoterapia se torna um momento de expressão de sentimentos e de gestos. Ela se torna um diferencial no tratamento em saúde mental, aliada à psicoterapia e às medicações. Teste, experimente, liberte-se a cada movimento e sinta o benefício diretamente em seu corpo.

Você que já pratica a dança e gosta de música, pode me contar um pouco sobre sua experiência? 

Sou Joana Santiago – Psicóloga

As doenças psicossomáticas ou emocionais atingem a saúde mental e a física simultaneamente.

Você já deve ter ouvido falar que, quando não estamos bem emocionalmente, nosso corpo começa a responder com sintomas físicos.
Acredite: é verdade. Elas são como sinais para avisar que algo não está certo conosco, uma forma do corpo e a mente pedirem uma pausa.

O estresse, a raiva, a tristeza, a preocupação e o nervosismo são algumas das emoções que causam essas doenças. Os pensamentos também são responsáveis, em parte, por seu surgimento. Afinal, é através deles que nós alimentamos sentimentos e emoções.

A mente e o corpo estão mais interligados do que imaginamos. É importante prestar atenção no seu comportamento, hábitos e palavras, especialmente os que se manifestam inconscientemente, bem como nas emoções por trás deles.

O que são doenças psicossomáticas?

Também conhecida como somatização ou transtorno somatoforme, as doenças psicossomáticas são desordens emocionais ou psiquiátricas que afetam também o funcionamento dos órgãos do corpo. Esses desajustes provocam múltiplas queixas físicas, e que podem surgir em diferentes partes do corpo.

O termo somatização é utilizado para definir doenças que se manifestam sem nenhuma origem orgânica: não há nenhum fator em que o próprio corpo esteja desenvolvendo a condição por meio de uma infecção ou inflamação, por exemplo. Dessa forma, é identificado que o sintoma físico é apenas reflexo de uma saúde emocional abalada.

Ou seja, quando não cuidamos bem da saúde da mente, pode ocorrer uma sobrecarga no estado emocional, desencadeando problemas de pele e estômago, entre outros. Além disso, as doenças psicossomáticas podem reduzir drasticamente a produtividade e ainda causar desmotivação.

O termo psicossomático surgiu justamente para designar doenças desse tipo e nos mostrar que está tudo interligado. Não é possível cuidar apenas de uma coisa só: mente e corpo funcionam em conjunto.

As principais doenças psicossomáticas

As doenças psicossomáticas podem se manifestar fisicamente em quase todos os órgãos, além de piorar condições de saúde existentes. Algumas são bastante conhecidas, pois acometem uma grande quantidade de pessoas. As patologias mais comuns:

  1. Cabeça: dor de cabeça, enxaqueca ou cefaléia, visão turva, alterações no equilíbrio e na motricidade;
  2. Pele: alergias, coceira, acne, ardência ou formigamentos;
  3. Garganta: infecções mais constantes e sensação de nó na garganta;
  4. Coração e circulação: dores no peito, palpitações, pressão alta e aumento das chances de infarto;
  5. Pulmões: falta de ar e sensações de sufocamento;
  6. Estômago: náusea, azia, gastrites e úlceras gástricas;
  7. Intestino: diarreia ou prisão de ventre;
  8. Rins e bexiga: sensação de dor ou dificuldade para urinar que se assemelham a doenças urológicas;
  9. Órgãos sexuais: impotência sexual, diminuição do apetite sexual, dificuldade para engravidar e alterações no ciclo menstrual;
  10. Músculos e articulações: tensão, formigamentos e dores musculares inexplicáveis.

Causas das doenças psicossomáticas

Não há uma regra, mas os fatores psicológicos podem ser um dos motivos para alguém desenvolver uma dessas doenças. 

Mas em geral, mudanças significativas que passamos em nossa vidas podem influenciar nisso, conheça algumas:

  • Problemas profissionais: seja por excesso de trabalho ou pela falta dele, o lado profissional mexe muito com o psicológico de todos nós. Além disso, a transição de carreira ou problemas no trabalho são comuns nesses casos;
  • Traumas e eventos marcantes: problemas familiares, perda de entes queridos e traumas de infância podem nos deixar mais ansiosos e desmotivados com a vida;
  • Violência psicológica: abuso e conflitos nos amorosos, bullying na escola e violência doméstica, também são fatores a serem considerados;
  • Ansiedade e tristeza: muitas pessoas não controlam esses sentimentos e buscam se isolar ao invés de tratar o problema.

Além desses pontos, é importante prestar atenção no histórico familiar de transtornos psicossomáticos ou relacionados à ansiedade e depressão. 

De fato, outros fatores sociais também precisam ser avaliados quando sintomas físicos aparecem. Por exemplo, pressões de trabalho, dificuldades financeiras, desemprego, histórico de prisões e processos judiciais 

Portanto, muitos são os fatores que fornecem contexto para os sintomas somáticos.

Como identificar uma doença psicossomática

Se você não obtiver nenhum diagnóstico após consultar um médico e realizar os exames necessários para descobrir a origem do desconforto físico, é provável que a doença seja de origem emocional ou psicológica. Um psicólogo pode confirmar um diagnóstico após algumas consultas assim como definir um tratamento.

Se já existe algum elemento que está causando incômodo em sua vida, fica mais fácil identificar a causa dos sintomas. Caso contrário, talvez seja necessário refletir sobre o seu modo de vida e as suas emoções.

Como posso me prevenir das doenças psicossomáticas?

Existem algumas práticas que você pode fazer para que você passe bem longe de uma somatização.
Primeiramente, cuide da sua saúde emocional: quando zelamos por nossa mente e entendemos o que pode nos fazer mal, fica muito mais claro como lidar com diversas situações. Por exemplo: é interessante procurar uma terapia com uma abordagem terapêutica que agrade você e lhe faça bem. Conversar com profissionais capacitados sobre nossos problemas cotidianos pode evitar diversos problemas futuros e traz mais leveza e qualidade de vida.

Coloque-se em primeiro lugar: algumas vezes, deixamos de cuidar de nós mesmos por inúmeros fatores. Quando você pratica o autoconhecimento, consegue identificar sobretudo suas fraquezas. Assim, fica mais fácil trabalhá-las e lidar com as situações cotidianas. Isso faz com que você se sinta mais tranquilo consigo mesmo.

Dedique mais tempo para a sua saúde mental: Há um remédio muito simples para a saúde mental perturbada: o autocuidado, ou seja, dar atenção a você mesmo. Faça o que você gosta, converse com quem você ama e escolha apenas o que lhe faz bem. Ser verdadeiro consigo mesmo é um método de prevenção excelente contra transtornos mentais e perturbações emocionais.

Por fim, saiba que as doenças psicossomáticas podem atingir qualquer pessoa e não há nenhum critério para isso. Por isso, independentemente de como seja o seu dia a dia, lembre-se do quão importante é cuidar da saúde em um panorama geral, não focando em apenas um ponto ou outro. A psicoterapia promove o autoconhecimento, o bem-estar, a saúde mental e o amor-próprio tudo junto!

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que são essas doenças e como é possível se prevenir, vamos colocar em prática?

Sou Joana Santiago – Psicóloga