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A história de Ana Cláudia, sobrevivente de uma tentativa brutal de feminicídio em Minas Gerais,
provoca choque, mas também precisa provocar reflexão.

O caso de Ana Cláudia, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio após meses de ameaças e separação do ex-companheiro, nos lembra de uma verdade difícil: muitas relações abusivas não são sustentadas pelo amor, mas pelo controle.

Falar sobre isso é doloroso, mas necessário. Porque compreender os sinais, acolher quem vive essa realidade e romper o silêncio pode salvar vidas.

O feminicídio é a forma mais extrema da violência contra a mulher. Ainda que muitas vezes o assunto apareça associado apenas ao ato final, é importante compreender que ele raramente surge de maneira repentina. Em grande parte dos casos, existe uma trajetória marcada por abuso, controle e violência emocional que se intensifica ao longo do tempo.

Um aspecto que costuma chamar atenção é o fato de que o momento da separação pode representar um período de risco ainda maior para muitas mulheres. Isso acontece porque, em relações abusivas, o vínculo não é sustentado pelo cuidado ou pelo respeito, mas pela tentativa de domínio e posse. No caso da Ana Claudia Rodrigues Souza, ela e seu ex-companheiros já estavam separados, haviam três meses, depois de 10 anos juntos, é isso não é uma conscidência, são dados e estudos segundo o Anúário do Fórum Brasileiro. Em 2024 foram 1492 feminicídios e em 2025 1568, o maior número desde que esse crime virou lei em 2015.

Do ponto de vista psicológico, o agressor frequentemente apresenta dificuldade em aceitar a autonomia da parceira. A separação pode ser percebida como perda de poder, rejeição ou ameaça ao controle que exercia sobre a relação. Isso não justifica a violência, mas ajuda a compreender por que algumas reações podem se tornar ainda mais perigosas quando a mulher tenta romper o ciclo.

Os sinais de um relacionamento abusivo nem sempre são claros no início. Muitas vezes eles aparecem de forma gradual e podem ser confundidos com cuidado ou proteção. Entre os sinais mais comuns estão:

  • ciúmes excessivos e controle constante;
  • monitoramento de conversas, rotina ou amizades;
  • isolamento da rede de apoio, família e amigos;
  • críticas frequentes, desvalorização e humilhações como brincadeiras;
  • ameaças, intimidação e manipulação emocional;
  • alternância entre episódios de violência e momentos de aparente arrependimento.

Esse movimento, conhecido como ciclo da violência, costuma gerar confusão emocional e dificultar o rompimento da relação. Não é raro que a mulher se sinta culpada, insegura ou tenha medo de não ser compreendida.
Como psicologa, eu preciso explicar que o momento mais perigoso na vida de uma mulher em relacionamento abusivo, não é quando ela está dentro dele e sim quando ela decide sair do relacionamento, e isso é porque esse relacionamento nunca foi sobre amor e sim sobre controle.

Para mulheres que sobrevivem à violência, os impactos emocionais podem ser profundos e duradouros. Ansiedade, depressão, medo constante, dificuldade de confiar e sintomas relacionados ao trauma fazem parte de uma realidade que precisa ser acolhida e tratada com seriedade. Os familiares também sofrem consequências importantes, enfrentando luto, culpa, revolta e sofrimento emocional intenso.

Falar sobre feminicídio é também falar sobre prevenção.

Reconhecer sinais precoces de abuso, fortalecer redes de apoio e incentivar a busca por ajuda são passos fundamentais para interromper ciclos de violência antes que eles se agravem.

Controle não é amor. Medo não é cuidado. Relações saudáveis não silenciam, não diminuem e não colocam a vida em risco.

Se uma relação provoca medo, perda de liberdade ou sensação constante de ameaça, isso merece atenção e acolhimento. Buscar ajuda pode ser um passo importante de proteção e cuidado.

Ana Claudia sobrevivieu é isso foi um milagre, mas não podemos deixar de denunciar. Se algo na relação causa medo, silenciamento ou perda da própria liberdade, isso merece atenção e acolhimento. Pedir ajuda pode ser um passo importante para interromper ciclos de violência.

Em situações de violência contra a mulher, o Ligue 180 que é a Central de Atendimento à Mulher, que oferece orientação, esclarece dúvidas e denúncia. Em caso de emergências, acione o 190.


Sou Joana Santiago Psicóloga

5 hábitos de pessoas mentalmente mais fortes

Nós pensamos o tempo todo e não podemos evitar. Faz parte da nossa natureza. O nosso pensamento é a base de nossas decisões e, por consequência, do nosso destino. Então, controlar a nossa mente é o caminho mais direto para influenciar os acontecimentos e se adaptar da melhor maneira aos imprevistos.
Com esse domínio, além de pensar e planejar melhor, você pode passar a ter outra atitude diante da vida, o que resulta em menos sofrimento e mais felicidade. Esse sentimento vem da compreensão do seu propósito e de como proceder para realizá-lo.
A pior coisa que você pode fazer é sucumbir às opiniões dos outros . Você pode se tornar mentalmente forte comprometendo-se a desenvolver a inteligência emocional. Então, aqui estão cinco hábitos que podem fazer de você uma pessoa mentalmente forte:

  1. Esteja disposto a assumir riscos
    Nem todo mundo é corajoso. Assumir riscos pode ser bastante assustador, seja deixar o emprego para um estilo de vida ideal ou mudar-se para o exterior para buscar uma oportunidade de negócio lucrativa.
    Para ter confiança em assumir riscos, você deve aumentar sua capacidade de viver com a incerteza. Pode ser um pouco desconfortável. No entanto, se você nunca se arriscar, permanecerá sempre no mesmo lugar que está atualmente.
    Pode parecer assustador, mas isso não significa que não possa ser empolgante. A emoção de assumir o risco pode ser a única coisa que irá ajudá-lo a alcançar a linha de chegada. Muitas pessoas de sucesso atribuem seu sucesso aos riscos que assumiram no início de sua carreira.
  2. Abraçar a Mudança
    A mudança nem sempre é boa para nós. Algumas pessoas gostam de suas rotinas e preferem manter as coisas como estão. Eu também tenho rotinas que gosto. Porém, quando caímos na zona de conforto, isso possa significar o fim do nosso crescimento.
    A mudança nos serve, oferece-nos oportunidades de aprendizagem que acabam por expandir a nossa consciência.
    Mergulhar em um ambiente diferente pode certamente ser um bom exercício.
  3. Seja Positivo
    Pensar positivo não significa ser crédulo ou ingênuo, mas sim que há um investimento do seu tempo em energia mental e em maneiras de transformar a sua realidade, ao contrário de buscar problemas ou motivos para se queixar da vida.
    Ter a mente sintonizada em coisas boas diminui o estresse e a ansiedade, dois fatores que alimentam pensamentos tóxicos e que enfraquecem seu autodomínio e sua força de vontade.
    Permanecer positivo é extremamente importante se alguém espera se tornar uma pessoa mentalmente forte.
  4. Concentre-se no que você pode controlar
    Um dos nossos principais problemas é que nos preocupamos demais. Muitas vezes nos preocupamos com coisas que não podemos controlar. Ocasionalmente, somos culpados disso também, embora todos possamos fazer melhor quando nos concentramos nas coisas que mais importam em nossas vidas.
    Você pode, por exemplo, tentar controlar o que uma outra pessoa faz, mas isso acaba sendo um desperdício de tempo. Você tem controle de fato sobre sua vida. Então, invista seu tempo focando no que você pode fazer em vez de se preocupar com os outros.
  5. Lembre-se sempre da direção que você quer seguir
    Para garantir que você está caminhando no rumo certo e que os passos anteriores estão bem consolidados, é fundamental fazer revisões periódicas. Afinal, essa é uma etapa essencial em qualquer processo de melhoria: tudo sempre começa com uma análise inicial, um diagnóstico e, com o projeto seguindo em frente, são feitas novas revisões.
    É por meio delas que podemos verificar se o planejamento está sendo aplicado da maneira correta, se os resultados estão sendo satisfatórios, se há rumos para corrigir e como isso pode ser feito da maneira mais eficaz.
    Quando se trata de uma jornada para dominar a própria mente, examinar os pensamentos com regularidade pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso dos seus esforços.

A disciplina para monitorar nossos pensamentos, revisar nossas ideias e, eventualmente, corrigir rumos é a certeza de que estamos cultivando um novo modelo mental, que poderá ser o caminho para alcançar um futuro melhor e mais feliz com as nossas conquistas e realidade individual.

Seus pensamentos permitem que você alcance ou desista do sucesso? É provavelmente a questão mais importante que você pode se perguntar hoje, mas, com que frequência você se questiona? Precisando de ajuda para responder essa questão, é só entrar em contato comigo!