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Inconscientemente algumas pessoas não se permitem conquistar ou realizar coisas que desejam e sonham.

Ao longo da vida, diferentes objetivos, sonhos e vontades fazem parte do dia a dia do ser humano. Porém, motivações variadas podem fazer com que um indivíduo coloque empecilhos para realizá-los. Essa prática também é conhecida como autossabotagem.

Se você tem a impressão que tem algo ou alguém atrapalhando seus objetivos esse pode ser o caso. “Assaltar” a geladeira em momento de reeducação alimentar, desligar o despertador e não acordar para realizar sua atividade física, entre outros, podem ser sinais de autossabotagem. Pode parecer que estamos sempre tentando dar o nosso melhor e evoluir, mas nem sempre permitimos mesmo que isso aconteça. 

A autossabotagem é quando “puxamos o nosso tapete”, colocando obstáculos no que buscamos e criando justificativas para um resultado ruim, antes mesmo de acontecer. 

Se você tiver que estudar para uma prova e, de repente durante a semana, o videogame ou a nova temporada da série que você acompanha podem parecer mais atrativos, a chance de estudar diminui muito. É nesse momento que a autossabotagem acontece, quando nos comportamos de uma forma que praticamente garante que o desempenho será prejudicado, o que não precisa ser uma atitude tão premeditada ou que leva tantos dias para se concretizar.

Na autossabotagem por afirmação a pessoa começa mentalizar o fracasso logo antes de agir, como reclamar que está se sentindo mal, cansada ou algum estado que pode prejudicar seu desempenho antes mesmo de entrar numa competição. Parece estranho, mas não é proposital e existe uma razão para isso: é a proteção. Quando temos medo de falhar e não sabemos lidar com isso, a autossabotagem é o recurso mais utilizado para nos protegermos do fracasso.

Se uma pessoa tem um desempenho ruim em uma prova sem ter estudado, a falha está explicada, agora se a  pessoa estuda bastante antes da prova e mesmo assim, tira uma nota baixa, não dá para justificar da mesma forma e falhar depois de fazer muito esforço pode nos fazer pensar que nós somos o problema ou que não conseguimos fazer aquilo. 

Além de proteger quem se sabota, a autossabotagem pode ser usada para justificar um mau desempenho para os outros.

Se a autossabotagem estiver muito alta, a autoestima normalmente está baixa, o que pode fazer a pessoa se prender num ciclo negativo de sucessivas autossabotagem, evitando que entre em contato com o que realmente está incomodando. 

Agora a propensão à sabotagem varia de pessoa para pessoa, em parte por diferenças de personalidade. Pessoas mais ansiosas e com autoestima mais baixa tendem a se sabotar mais, e o mesmo acontece com pessoas com baixa autoeficácia, que são aquelas que não acreditam que possam ter um bom desempenho. 

As pesquisas neurocientíficas ainda estão recentes sobre as bases neurobiológicas desse tipo de comportamento. Um dos estudos nessa linha mostrou que as pessoas que têm a tendência maior de se autossabotar, têm uma região maior no cérebro que normalmente se ativa quando tentam inibir sentimentos negativos do que em outras pessoas, o que faz todo sentido considerando que a autossabotagem é uma forma de proteção contra esses sentimentos.

A mudança do comportamento e diminuição da autossabotagem ocorre quando uma pessoa tem consciência da importância de estar aberta para vivenciar o processo de autorreflexão proposto pela terapia e se reconhece como o agente responsável pelas mudanças em sua vida. Outro ponto importante é começar a observar os objetivos e planos que estão sendo impactados em sua vida e, se em algum deles, você está contribuindo para isso.

Precisando de ajuda, deixe seu comentário no post que entro em contato.

Joana Santiago – psicóloga

O papo de hoje é sobre relacionamentos tóxicos e como evitá-los

Como evitar relacionamentos tóxicos

Hoje é Dia dos Namorados! Goste ou odeie, todos os anos somos bombardeados com mensagens sobre romance, flores, doces, jantares à luz de velas e cartões de amor para sua metade. O Dia dos Namorados pode ser esmagador e, admitimos, um pouco bobo, mas gostamos de pensar nele como mais um dia para reafirmar a importância de relacionamentos saudáveis ​​e respeitosos – com você ou com os outros!

Porém, algumas das mensagens que ouvimos em torno do Dia dos Namorados e sobre o amor, em geral, são um pouco preocupantes. “Você é meu”, “Você é o Único”, etc, tudo começa a soar um pouco… assustador, certo? As noções da sociedade sobre o amor podem ser nenhum pouco saudáveis. A maneira como falamos e, portanto, percebemos o amor são muitas vezes sobre “propriedade” ou “posse” de outra pessoa. Quantas vezes você já ouviu falar: “Você é tudo que eu preciso”, “Você é tudo para mim”, ou mesmo, “Se eu não posso ter você, ninguém pode.”

Mas o amor saudável não tem a ver com posse ou propriedade. Longe disso. Em um relacionamento saudável, os parceiros são reconhecidos como indivíduos com diferentes limites e necessidades.

Claro, você e seu parceiro podem compartilhar alguns dos mesmos limites e necessidades, e talvez seja por isso que deu um grande Match! Mas segurança e respeito um pelo outro vêm em primeiro lugar.

Estar em um relacionamento é uma escolha que você faz todos os dias desse relacionamento, dure ele alguns dias, meses ou uma vida inteira.

O mesmo vale para o seu parceiro. Vocês não possuem um ao outro, vocês não são um objeto. Vocês são seres humanos com desejos e sentimentos complexos. Quando uma pessoa no relacionamento sente que é dona da outra pessoa, ou quando ela tenta controlar o parceiro porque “ama” a pessoa – bem, isso não é amor! Esses são definitivamente sinais de uma relação abusiva e tóxica.

Portanto, neste Dia dos Namorados, pergunte a si mesmo o que o amor saudável significa para você? Como você quer ser tratado em um relacionamento? Como você quer tratar seu parceiro? Conhecer as respostas para essas perguntas pode ajudá-lo a construir relacionamentos saudáveis ​​por toda a sua vida.

Se você ou alguém que você conhece tiver alguma dúvida sobre um relacionamento, saudável ou tóxico, entre em contato comigo. A terapia pode ajudá-lo a lidar, restaurar seu senso de autovalor e tratar das preocupações de segurança.

Seja feliz sempre!

Autoconfiança e autoestima: por que você precisa dessas habilidades?

Construir autoconfiança e autoestima é um processo que demanda esforço, coragem e muita paciência. A autoconfiança se baseia na autoestima, dignidade e na percepção da própria capacidade.

Muitas vezes estamos mais preocupados com o que os outros pensam de nós do que com o que pensamos de nós mesmos. William Becker, um padre e escritor de meados do século XX, alertou seus leitores:

“Nunca preste atenção ao que as pessoas pensam de você. Afinal, elas podem superestimar ou subestimar você! Até que eles determinem seu verdadeiro valor, seu sucesso depende principalmente do que você pensa sobre si mesmo e se você acredita em si mesmo. Você pode ter sucesso mesmo quando ninguém acredita nisso, mas você nunca terá sucesso se não acreditar em si mesmo.”

Autoconfiança significa que uma pessoa é capaz de lidar com várias tarefas e problemas que a confrontam. A pessoa se mantém segura e confiante em meio a outras pessoas e está consciente sobre isto. Tendo confiança em si mesma, ela atinge seus objetivos, confia em suas habilidades e age energicamente.

Já para uma pessoa insegura, é difícil alcançar o que realmente quer. Quando constantemente se tem dúvidas do tipo: “eu posso fazer isso?” ou “É uma tarefa grande demais para mim mesma?”, é difícil se decidir e começar agir. Muitas vezes, essa pessoa nem sabe o que realmente precisa. De fato, o sucesso depende de quão autoconfiante a pessoa é, e secundariamente, da disponibilidade de habilidades e talentos.

É por isso que vale a pena o esforço e o tempo para desenvolver as habilidades que são importantes para a vida.

Sim, sim, você leu certo, para desenvolvê-las. Afinal, a autoconfiança é uma habilidade. E, como qualquer outra habilidade, pode e deve ser desenvolvida! Cada pessoa pode ter confiança em si mesma e em suas habilidades. Requer apenas um pouco de trabalho e mudança de hábitos — pare de se preocupar e de se culpar. E comece a respeitar suas necessidades e desejos.

Como você pode ver, desenvolver a autoconfiança é um trabalho complexo e de longo prazo. Para fazer este tipo de trabalho, é necessário um motivo interno muito forte – um desejo quase irresistível de alcançar a mudança.

Não sem razão, a maioria das pessoas chega à psicoterapia apenas em um estado de crise aguda — quando a vida já se torna insuportável.
Mas, com a atitude certa, esse trabalho nos transforma de uma maneira fascinante, que compensa todo o esforço. Afinal, em essência, o desenvolvimento da autoconfiança é a busca e compreensão dos próprios sonhos e objetivos.

Então, se você luta para desenvolver um senso forte e saudável de si mesmo, você não está sozinho, e não há nada para se envergonhar. De fato, você poderia muito bem se beneficiar da psicoterapia e se tornar mais uma história de sucesso. Você pode entrar em contato para consultas presenciais ou online a qualquer momento e mudar sua vida hoje!