Homem oriental usando máscara de proteção na rua com outras pessoas andando por trás dele
A sociedade pós-coronavírus pode ser a oportunidade para criar padrões melhores de comportamento, só depende de nós.

O coronavírus é a ameaça global mais séria no mundo atual e que envolve um alto grau de incertezas nas pessoas, principalmente quando pensarmos em: como será nosso dia a dia depois da quarentena?

É certo que teremos que retornar nossas vidas aos poucos e se você é do tipo que está muito ansioso pelo fim da quarentena achando que poderá começar do ponto que ela parou, sugiro calibrar as expectativas, pois mesmo que esse período acabe o mais rápido possível não voltaremos ao mesmo ponto. Nesse exato momento, estamos vivendo uma mistura do que não é mais com o que não existe ainda. Uma fase marcada por transição e incertezas e para algumas pessoas, algo maior, o estresse pós-traumático

O distanciamento social imposto pelo governo aos cidadãos desperta uma série de reflexões. Se antes boa parte do nosso tempo era gasto indo e voltando, hoje estamos dentro de casa, com um tempo extra que simplesmente muitos desconheciam. Se a semana era dividida entre cinco dias de trabalho e dois de lazer, hoje trabalhamos em home office com reuniões importantes acontecendo até nos feriados através de aplicativos de videoconferência. Ou seja, os padrões industriais que nos foram ensinados começam a perder sentido.

Estamos sendo obrigados a conviver mais com a família do que com os colegas de trabalho ou faculdade. Somos obrigados a cozinhar em casa, em vez de irmos a restaurantes. Somos estimulados a buscar alternativas de entretenimento e atividade física sem sair das nossas salas. Somos obrigados a assistir aulas online sem sair do quarto. E, dessa forma, muitas coisas que mudaram durante a quarentena vão deixar de ser passageiras para se tornarem fixas nesse novo formato de convívio social. Maneiras de se comunicar, trabalhar, oferecer serviços e muito mais.

Em 1999, quando o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, falecido em 2017, lançou o livro Modernidade Líquida, não se podia imaginar um vírus capaz de paralisar o mundo. Ainda assim, naquela época, ele já havia notado que o século XXI não seria mais como o século XX. Segundo ele, antes, os valores se transformavam em ritmo lento e previsível. Tínhamos algumas certezas e a sensação de controle sobre o mundo – sobre a natureza, a tecnologia, a economia. Mas, acontecimentos da segunda metade do século XX, como a instabilidade econômica mundial, o surgimento de novas tecnologias e a globalização, criaram um mundo líquido, no qual as coisas são tão rápidas e efêmeras que não há tempo suficiente para se solidificar.

Nessa passagem do mundo sólido para o líquido, Bauman chama atenção para a liquefação das formas sociais: o trabalho, a família, o engajamento político, o amor, a amizade e, por fim, a própria identidade. Essa situação produz angústia, ansiedade constante e o medo líquido: temor do desemprego, da violência, de ficar para trás, e principalmente de não se encaixar mais nesse novo mundo que muda num ritmo cada vez mais veloz. A pandemia do novo coronavírus só intensificou e deve continuar intensificando esse processo. 

Dependendo de quais experiências passadas no confinamento, positivas ou negativas, podemos seguir a vida normalmente depois de um tempo ou começar a apresentar sintomas de ansiedade, ter crises de pânico, depressão. 

Por mais que, nesse momento, a maioria sinta que assim que a quarentena for suspensa voltaremos para as ruas a fim de tirar o atraso, pode ser que não seja bem assim, pois ainda teremos que usar medidas de proteção contra o vírus. E, mesmo que isso aconteça, mas por um curto período de tempo. A maioria irá analisar sobre a real necessidade de determinadas atitudes nossas e das instituições.

Para mim está bem claro que a crise causada pela pandemia vai provocar uma profunda reestruturação econômica, social, organizacional e de fato, uma nova sociedade irá nascer a partir de 2020.

Torço para que seja muito melhor.

Joana Santiago – psicóloga


Diante da ameaça do contágio, instabilidade financeira e privação da liberdade, restou uma sensação de perda, que está ligada com o processo de luto.

Com a mesma velocidade que o novo coronavírus se espalhou pelo mundo, o número de infectados e de mortes também acompanha esse crescimento. Infelizmente, o sentimento de vulnerabilidade toma conta de todos nós e mesmo que não seja com uma pessoa próxima, nos perguntamos: como vou encarar a dor pela perda de um ente querido nesse momento de quarentena?

O luto nada mais é do que uma resposta a algum vínculo que se rompe, deixa de existir e gera um estado de desamparo. Independentemente do tipo de perda, cada indivíduo vivencia essa condição dentro de seus próprios recursos e limitações.

A verdade é que podemos nos esforçar para definir o que é luto, mas nenhuma definição será perfeita, porque ele é extremamente particular e individual. Cada um elabora o sofrimento, a desestrutura, a ideia de fim, de modo singular.

A importância do apoio emocional

Sempre insistimos na importância dos rituais de despedida e de estar presente na vida do enlutado. As barreiras que vivemos agora, com o distanciamento físico imposto pela Covid-19, nos fizeram pensar – e agora?

Tudo é absolutamente novo mas, ao mesmo tempo, há coisas que não mudam: os rituais de despedida são essenciais, ainda que tenhamos de criar novos para esse momento de exceção. Estar presente fisicamente na vida do enlutado talvez não seja possível, mas o carinho, a atenção e a presença podem acontecer de outras formas. Mesmo que à distância, manifeste sua presença: ligar, enviar mensagens, mandar e-mails, serviços de entrega de comida (nas duas primeiras semanas é muito importante) e conversar por vídeo podem ser alternativas interessantes.

Na perda de alguém querido os sentimentos recorrentes são: ansiedade, confusão mental, sensação de impotência, altos e baixos de humor e sentir-se perdido. É muito importante nesse processo você acolher os sentimentos, não se culpar por senti-los e dar a atenção que eles precisam, expressar o que sente com pessoas próximas, buscar prazer nas pequenas coisas e procurar focar no presente (praticar meditação, dançar, brincar com as crianças, etc), controlar o que você pode controlar (lavei as mãos? passei álcool? coloquei a máscara?), organizar uma rotina diária que inclua atividades produtivas, de auto-cuidado e de relaxamento e praticar a compaixão.

Ser flexível é importante já que cada um vivencia e lida com esses sentimentos de forma diferente e, com isso, varia o tempo que cada um passa por este processo. Praticar a tolerância com quem compartilha a quarentena com você é essencial. Tenhamos esperança, sabemos que o mundo virou do avesso de repente, mas assim como no luto, acredito que um dia sairemos da tormenta, diferentes do que entramos e inevitavelmente transformados.

Em muitos casos é necessário ajuda profissional para promover a memória saudável – como uma saudade que não encerra o luto, mas o transforma numa compreensão superior – e para acolher a pessoa neste momento difícil. 

Fique bem, fique em casa!

Joana Santiago – psicóloga

Doenças psicossomáticas e sua relação com a quarentena
Como seu estresse pode realmente deixá-lo doente, principalmente nessa quarentena.

O termo psicossomático refere-se a sintomas físicos reais que surgem ou são influenciados pela mente e emoções, em vez de uma causa orgânica específica no corpo, como uma lesão ou infecção. 

Uma doença psicossomática se origina ou é agravada pelo estresse emocional e se manifesta no corpo como dor física e outros sintomas. A depressão também pode contribuir para doenças psicossomáticas, especialmente quando o sistema imunológico do corpo foi enfraquecido pelo estresse severo e/ou crônico que afeta algumas pessoas na quarentena.

É comum, no entanto, parecer que algumas situações são minimizadas quando ouvimos frases como “isso é psicológico” ou que é “apenas algo da sua cabeça”. Mas não é justamente na cabeça que reside o cérebro, responsável pelas funções do corpo?

É possível somatizar o estresse, o que começou como um conflito emocional pode virar doença ou sintoma. É o caso de problemas de estômago ou dores de cabeça que resultam de ansiedade. Há, ainda, casos de queda de cabelo.

Nesses casos, é preciso identificar a causa do problema, pois apenas a medicação não resolve, já que o fator que desencadeou a doença psicossomática continuará acontecendo. Isso se dá graças à ação do hipotálamo.

Essa glândula produz hormônios que controlam funções orgânicas. Quando alteradas pelas emoções e pelos sentimentos, elas acabam reagindo e acarretando doenças, entre elas problemas respiratórios, gastrointestinais, de pele ou mesmo circulatórios. É por isso que, muitas vezes, as pessoas tremem, têm dores de barriga ou rangem os dentes.

Como tratar doenças psicossomáticas

Ficar confinado pode afetar não só o emocional, como também o campo físico de uma pessoa. O contato social interfere na liberação de neurotransmissores como endorfinas, dopamina, serotonina e ocitocina, responsáveis pela sensação de bem-estar, de amor e empatia.

Pode parecer clichê, mas tentar ver o lado positivo ou ao menos evitar pensamentos ruins nesse momento são práticas fundamentais para enfrentar a quarentena de maneira saudável. Além de adotar uma rotina e hábitos novos, como mencionei no texto anterior – Cuide da sua saúde mental.

O diagnóstico muitas vezes é complicado devido à dificuldade de admitir que o problema pode não ser físico. Para prevenir uma doença psicossomática, autoconhecimento e vida saudável ajudam.

Ao identificar algum dos sintomas citados ou qualquer situação de estresse acima do normal, o ideal é procurar ajuda de um psicólogo para o tratamento começar logo. Em geral, a terapia é associada a hábitos que devem ser seguidos pela vida toda, tais como afastar-se ou mudar a postura em relação ao que desencadeia o problema.

E se você precisar de mais orientações, entre em contato comigo.

Joana Santiago — psicóloga

Saúde mental e quarentena
O descontrole emocional provoca descargas de hormônios que alteram o funcionamento do corpo e afetam a nossa imunidade.

À medida que a pandemia de coronavírus (COVID-19) varre o mundo, ela causa preocupação, medo e estresse generalizados, reações naturais e normais às mudanças e incertezas em que todos se encontram. A questão é, como cada um de nós enfrenta é como gerenciamos e reagimos à situação estressante que se desenvolve tão rapidamente em nossas vidas e comunidades.

A saúde emocional pede atenção em momentos de crise, principalmente, àqueles que já apresentavam um quadro emocional instável, que podem desencadear ansiedade e depressão. O stress pós-traumático pode acometer com qualquer pessoa, quando submetidos a uma situação como a que vivemos agora, e principalmente os profissionais da saúde que estão diretamente ligados a doença. Quem tem perfil obsessivo-compulsivo pode exacerbar os pensamentos e os rituais característicos. Além disso, agressividade, irritabilidade, insônia, uso abusivo de bebidas alcóolicas, inapetência ou comer compulsivamente são alguns dos quadros que também podem ocorrer.

Infelizmente essas são as respostas de nossa mente para a tão temida pandemia que se desenha no cenário mundial. Como estamos recebendo uma enxurrada de notícias, as pessoas se sentem inseguras e sem ter muita certeza do que pode realmente ser real, a sensação mais comum é a falta de controle, incerteza com os dias futuros e uma instabilidade relativa a tudo e a todos. Pessoas infectadas ou com suspeita podem, pelo desespero, apresentar comportamentos impulsivos e até evidenciar tendências suicidas.

Cuide da sua saúde mental

Divulgar nossos sentimentos nos ajuda a gerenciá-los, pois falar em voz alta diminui seu impacto sobre nós. Essa atitude também nos ajuda a nos conectar a compartilhar com outras pessoas que estão se sentindo da mesma maneira. Isso normaliza nossos sentimentos e nos ajuda a ter mais apoio. Neste momento, precisamos ser autênticos e gerenciar nossas próprias emoções. 

Enquanto pessoas infectadas estão de quarentena, muitos de nós, estamos em distanciamento social e ficaremos sozinhos mais do que estamos acostumados. Esse é um bom momento para conversar com parentes e aquele amigo com quem você não conversa há muito tempo. WhatsApp, ou melhor ainda, ligar e ouvir a voz das pessoas. Isso ajuda a quebrar a sensação de isolamento e de estar sozinho. Outras atividades, como ler um livro, escrever ou aprender um idioma podem ajudar. Além disso, considere a meditação para liberar a tensão. Nosso sistema imunológico agradece.

É certo que, vencemos o medo e a insegurança quando trabalhamos a nossa inteligência emocional a favor da razão. Esta fará com que você ultrapasse os obstáculos. Se estiver consciente dos cuidados e precauções, municiado de informações corretas, com toda certeza, você poderá encarar essa situação da maneira mais tranquila, sem pânico e sem desespero. E, o mais importante: sem contribuir para a disseminação das falsas notícias que só trazem angústia e alimentam os transtornos psíquicos de toda uma população.

Precisando de ajuda, entre em contato.

Páscoa na quarentena
Nesta Páscoa, estamos sendo convidados a renovar a vida como um todo!

A Páscoa tem um significado importante para diferentes religiões. E se por um lado, celebra a dor, o sofrimento – os judeus celebram para lembrar a libertação e êxodo do Egito, após 300 anos de escravidão – por outro comemora a passagem para uma vida nova, um recomeço (as religiões cristãs celebram a ressurreição de Jesus Cristo).

Neste ano, estamos sendo convidados a renovar a vida como um todo! O pós-coronavírus será um momento para valorizar o trivial: valorizar mais o toque humano, abraços e apertos de mão (os encontros presenciais); as pessoas da família, amizades e de maneira especial às pessoas idosas; a liberdade de caminhar pelas ruas, praças; e até mesmo a nossa rotina! Esse momento é de afastamento físico, mas não afetivo, porque podemos usar os meios de comunicação e as mídias sociais para nos conectar e celebrar a Páscoa.

É momento de estreitarmos os relacionamentos, especialmente em casa. Então podemos sim celebrar a Páscoa com maior relevância já que, mais do nunca, estamos sentindo a falta de estar com as pessoas. Todos estão reconhecendo que as pessoas são o que há de mais importante na vida. Essa Páscoa poderá ser a melhor de nossas vidas, pois a importância está em aproveitar momentos introspectivos como este para ressignificar o que realmente importa e nutrir a esperança de que é uma fase e que sairemos renovados em breve.

Desejo uma Páscoa com pensamentos positivos e confiantes!

Joana Santiago — psicóloga

Empatia e solidariedade em tempos de quarentena
As iniciativas de pessoas que fizeram da ameaça do Coronavírus uma oportunidade de solidariedade e empatia. Exemplos inspiradores.

Os efeitos da empatia e solidariedade na quarentena

O COVID-19 é uma realidade para nós agora e nosso País parece estar deslizando rapidamente para um daqueles roteiros de filmes distópicos com ruas vazias, máscaras faciais, luvas cirúrgicas e auto-isolamento, o novo “normal”. Quarentena passou a fazer parte do nosso vocabulário cotidiano nessa última semana. Como tudo que é novo, experimentar o distanciamento e o isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19, o novo coronavírus, nos fez aprender.

Reaprendemos, assim, a viver como sociedade. E compreendemos que, por sermos interdependentes, nossas ações pelo planeta, bem como pelo nosso vizinho, invariavelmente refletem em nós.

Quem entendeu a gravidade do momento logo despertou para a importância ainda maior da empatia e solidariedade. Conforme os índices alarmantes trazidos pela mídia, o poder devastador do vírus faz crescer o medo a cada dia, torna mais urgente a necessidade de ajudar os mais fragilizados: no caso, o chamado grupo de risco. O momento dramático despertou em inúmeras pessoas a vontade e a urgência de minimizar o drama alheio, prestando favores aparentemente corriqueiros, mas cuja diferença talvez só possa ser mensurada por gerações que ainda nem nasceram. Ir à farmácia, à padaria e ao supermercado é um risco muito grande para os idosos. E na onda solidária da pandemia, viralizaram nas redes sociais imagens de bilhetes deixados em elevadores de prédios, por vizinhos dispostos a fazer as compras para os velhinhos, a fim destes evitarem o deslocamento.

Como recriar vínculos, rever valores e despertar para a coletividade

O principal de uma pandemia como o novo coronavírus é que ela não discrimina. Ricos e pobres ficam nivelados diante da iminência da morte. E isso nos humaniza. A dor sentida e reconhecida no outro nos devolve para a nossa realidade: somos, sim, seres humanos vulneráveis e, portanto, somos iguais.
O coronavÍrus está acelerando o processo de resgate dos valores humanos e de um senso marcante de coletividade, onde para que eu sobreviva terei de cuidar de mim e do outro também. Vivemos nos últimos tempos com a defesa psicológica ataque/fuga. O COVID-19 não nos dá esse tempo de disputa. Vamos nos tornar mais empáticos por necessidade.
Cada pessoa reage conforme suas condições psíquicas. Há aquele grupo que estoca alimentos, por exemplo, o que evidencia um comportamento paranoico, provavelmente desenvolvido por uma espécie de histeria coletiva. Não se trata de julgar essas pessoas, mas considerar que a sociedade é heterogênea, o que se reflete nos comportamentos.

Neste momento temos que mirar em exemplos de cooperação e a quebra do individualismo, que infelizmente permeia a sociedade. Hoje a humanidade está se igualando, aprendendo que não importa raça, credo ou classe social. Um dos aprendizados que vamos extrair dessa pandemia é essa reavaliação de valores e a necessidade de doação em prol do outro.

Anos de críticas internas têm um preço alto.

Ultimamente tenho pensado muito sobre nossa autoimagem.

O verão geralmente é a época do ano em que todas as nossas inseguranças começam a borbulhar. E como fica nossa autoestima? Quantas mulheres você conhece que não gostam do que enxergam no reflexo do espelho?

Muitas vezes essa mulher que sofre com sua insegurança nem consegue enxergar quais são suas qualidades, porque as características que ela dá ao seu corpo se sobrepõem ao que ela é na sua essência.

Compatibilizar o corpo desejado e a autoimagem é um processo que requer muita paciência e um trabalho psicológico intenso. Todos nós podemos não gostar de algo que encontramos ao olhar para o espelho, porém é importante valorizar aquilo que gostamos e compreender qual a razão de nos criticarmos, em alguns momentos, bastante.

Essa autoimagem ajustada é fundamental para a boa saúde mental das pessoas e que evitem consequências negativas, como depressão e ansiedade, por exemplo. Muitas pessoas falam em aceitação do próprio corpo, porém é importante ressaltar que a pessoa tem o direito de modificar seu corpo, desde que esta mudança seja única e exclusivamente para seu bem estar e não para atender ao padrões de beleza ou às expectativas de outros.

Valorize o seu corpo…. ele não é igual ao de ninguém!! Você é única!! Aqui estão algumas sugestões:

Comece a comer normalmente

Evite dietas aleatórias e extremamente sacrificantes, muitas vezes sem prescrição profissional. O que é comer normal? É comer quando estiver com fome, ouvir seu corpo e parar quando estiver satisfeita. É criar uma consciência e rotina alimentar compatível com seu estilo de vida. Se a dieta deixa você insatisfeito e frustrado, talvez você esteja somente se punindo.

Concentre-se na pessoa total

Você é mais do que partes individuais do corpo. Em vez de focar em características físicas específicas, lembre-se de que você é uma pessoa única, com uma variedade de dons e talentos especiais. Você tem talento para computadores? Você gosta de cantar? Encontre tempo para as atividades que fazem você se sentir bem consigo mesmo.

Aprecie seu corpo

Trate bem o seu corpo. Em vez de se exercitar para atingir um peso desejado, saboreie a alegria do movimento por si só. Passe alguns minutos caminhando com um amigo todos os dias ou procure pequenas oportunidades para se tornar mais ativo: suba as escadas em vez do elevador ou estacione deliberadamente o mais longe possível da entrada de uma loja. Divirta-se exercitando seu corpo e valorize suas características físicas positivas.

Pratique o pensamento positivo

O pensamento positivo é uma parte essencial da vida saudável, afetando diretamente nosso bem-estar físico e mental. Não pode aceitar um elogio? Pratique elogiando a si mesmo todos os dias. Concentre-se em suas realizações, habilidades e escolhas de estilo de vida. Estabeleça uma rede de apoio de pensadores positivos e evite aqueles que permanecem focados nas aparências físicas. Aceite quem você é e tenha orgulho de quem você é!

Viva para você

Pense positivamente em si mesmo e vai pensar positivamente nos outros. Poste fotos daquilo que você gosta em você e não apenas daquilo que os outros querem ver. Aceitem-se em qualquer tamanho; elogie comportamentos, idéias e caráter, e não só de aparências. Dessa forma você desenvolve mais autoaceitação, autoestima e autorrespeito. 

O importante é que você se (re)conheça e se empodere do seu próprio corpo, respeitando suas possibilidades, seus desejos e limitações, percebendo que a diferença e diversidade é algo positivo. E para isso é necessário que se desenvolva tanto autoestima quanto o autoconhecimento, diria inclusive que a autoestima só é possível a partir do autoconhecimento.

A mulher na sociedade

O papel da mulher na sociedade caminha a passos largos, rompendo desafios e quebrando velhos paradigmas, porém a luta das mulheres deve prosseguir a propósito de alcançarmos a igualdade de gênero. Continue lendo o texto e saiba mais sobre a nossa contribuição na sociedade.

A participação da mulher é fundamental para tornar o mundo mais humano.

Março é o mês que marca a luta pela igualdade de gênero ao redor do mundo, e nesse domingo, dia 08, Dia Internacional da Mulher, é o momento propício para refletirmos o papel social, político e cultural da mulher contemporânea.

É dia de lembrarmos que a data não foi criada somente para comemorarmos, mas para homens e mulheres celebrarem juntos as conquistas, valorizando suas lutas e avanços que levam o mundo, nesse dia, a discussão e debates sobre o papel da mulher na sociedade atual.

Na luta incansável contra a desigualdade a mulher seguiu buscando um direito fundamental com a superação de todas as espécies de discriminações.

Com a sua ideologia, a mulher hoje é reconhecida como uma das principais transformadoras da sociedade, destaque pela emancipação da humanidade e valorizada no protagonismo do desenvolvimento econômico, político e social.

Respeitar as diferenças

Homens e mulheres são diferentes e compreender estas diferenças é essencial para se construir um bom convívio em casa e na sociedade. O machismo não surgiu do acaso, mas de ideias equivocadas acerca da vida humana, ideias que foram perdendo sentido à medida que fomos desenvolvendo as ciências humanas, em especial, a psicologia. Hoje, por exemplo, alguns insistem na ideia de que o gênero é constituído pela cultura, mas não são poucos os estudos que provam o contrário. Desde os traços físicos externos, o tamanho de alguns órgãos vitais, os órgãos sexuais, até os aspectos psíquicos e a forma com que o cérebro funciona, tudo destaca diferenças que fazem com que homens e mulheres sejam de fato seres que se complementam, justamente devido a suas diferenças.

A força da mulher

A figura da mulher, por muitos séculos vista como secundária, começou a ganhar maior força nos dias atuais. É claro que muitas são as heranças históricas de luta feminina que não podem ser deixadas para trás e é inclusive graças à elas que a mulher consegue garantir seu espaço nas mais variadas estruturas da sociedade.

O futuro é de luta para a construção de novos tempos, na concretização de políticas públicas com mais delegacias de mulheres, casas de apoio, habilitação popular para mulheres que chefiam família, empregos para as mulheres com equiparação salarial, reconhecimento da maternidade como função social, democratização do poder e plena participação das mulheres no processo eleitoral, entre outros.

Parabéns a todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher!

O carnaval tem o importante papel de permitir ao indivíduo experimentar o relaxamento das formalidades e tensões, numa ruptura com a vida cotidiana. Funciona como uma válvula de escape em rotinas estressantes que nos possibilita esquecer das amarras, dos preconceitos e dos papéis que assumimos no dia a dia.

A PSICOLOGIA E O CARNAVAL

A PSICOLOGIA E O CARNAVAL

O Brasil é famoso internacionalmente como “O país do Carnaval”. Muito gingado, mulheres bonitas e samba no pé são os aspectos mais comentados sobre nós. Esses estereótipos parecem soar para muitos como características do nosso cotidiano. Entretanto, as cobranças, prazos, trabalho, “a moral e os bons costumes” fazem parte do cotidiano na maior parte do ano dos brasileiros. 

No carnaval acontece um fenômeno diferente. É uma época do ano em que muitos esperam ansiosamente para se permitirem ser outros. Munidos de suas fantasias, se permitem fazer o que querem sem julgamentos de valor e livres de cobranças. É como uma licença poética do comportamento, um escapismo. 

Fantasiados estamos protegidos dos julgamentos e possíveis críticas. É exatamente nesta festa democrática que grande parte da população se liberta, sem se preocupar com a censura. Alguns especialistas afirmam que este período é importante para ajudar a vivenciar outros aspectos psicológicos. É a hora em que o indivíduo se permite extravasar e ser diferente do que é nos outros dias do ano. Para Freud, é nesse momento que o ID, uma instância psicológica que cada indivíduo possui, é tomado pelos impulsos do prazer e conduzido pelos desejos, não mais pelas consequências.

“O carnaval tem uma função positiva e nos ajuda a vivenciar outros aspectos psicológicos.”

Com a chegada da quarta-feira de cinzas é hora de voltarmos à vida real. Durante o resto do ano os momentos de lazer vividos neste período ficarão guardados na memória dos foliões, que já começam a esperar, ansiosos, pelo próximo ano, para deixarem a fantasia tomar conta.

É importante que os excessos sejam evitados. Perder totalmente o controle traz consequências, nem sempre agradáveis. Mas, do ponto de vista psíquico, o carnaval tem uma função positiva e nos ajuda a vivenciar outros aspectos psicológicos.

Segundo a abordagem junguiana, nós possuímos vários pólos opostos dentro de nós: amor/ódio, vida/morte, confiança/traição, puerilidade/sabedoria, profano/sagrado, entre outros. Apesar de opostos, um lado precisa do outro para existir. A totalidade do ser só é possível quando reconhecemos esses lados e trabalhamos para uma integração saudável entre eles. Tentar eliminar um pólo em detrimento de outro não é benéfico e nos distancia da realização e do bem-estar.

O Carnaval pode ser muito proveitoso, é o momento de relaxarmos e vivenciarmos um lado nosso que não permitimos na maior parte do ano, de se divertir com o inadequado, extravasar a alegria e retornar mais leves para a realidade. Também é tempo de fazer amigos, trabalhar a tolerância, criticar as mazelas do país e praticar a solidariedade.

Espero que todos tenham curtido bastante o carnaval, e com muitas recordações boas!