A Ayahuasca, uma bebida psicoativa feita a partir de plantas da região amazônica, tem sido usada como uma ferramenta para explorar questões espirituais e existenciais.
O chá de ayahuasca, também conhecido como Santo Daime, é uma bebida feita a partir da infusão de duas plantas amazônicas: o cipó-jagube e o arbusto-chacrona. A palavra ayahuasca tem origem indígena e pode ser traduzida como “vinho dos mortos”.
Conhecida também como “Hoasca” ou “Daime”, a ayahuasca contém DMT, harmalina e harmina, substâncias que agem no sistema nervoso central, e causam euforia e visões psicodélicas. É por isso que muitos usuários acreditam que o uso da droga proporciona experiências místicas e transcendentais.
O uso da ayahuasca pode causar alguns efeitos colaterais, como vômitos, náuseas e diarreia. Além disso, a ayahuasca não é recomendada em algumas situações, como esquizofrenia e bipolaridade e, por isso, deve ser usada somente de forma controlada, em ambientes médicos ou religiosos regulamentados.
Efeitos da ayahuasca
Os efeitos da ayahuasca no organismo variam de pessoa para pessoa e podem incluir visões, como divindades, paisagens e pessoas, que podem ser observadas com olhos abertos ou fechados e estarem relacionadas com emoções e experiências individuais, por exemplo.
Na parte física incluir vômitos, náuseas, sensação de frio ou calor e diarreia, são reações físicas que podem surgir logo após beber o chá ou algumas horas depois. Outros efeitos relatados incluem ainda suores excessivos, tremores, aumento da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.
Por possuir efeitos enteógenos, a ayahuasca também promove alterações no estado de consciência, atuando como um instrumento espiritual. Por isso, a ayahuasca é usada principalmente para fins religiosos, permitindo a conexão com o divino.
Quando não é indicada
A ayahuasca não deve ser usada juntamente com bebidas alcoólicas, assim como esse chá não é recomendado para pessoas que estejam usando remédios inibidores da monoamina oxidase, como isocarboxazida, moclobemida, fenelzina, selegilina e tranilcipromina.
Além disso, a ayahuasca também é contraindicada para pessoas com transtorno bipolar, Parkinson, psicose ou esquizofrenia. Por isso, o uso da ayahuasca deve ser feito somente de forma controlada, em ambientes médicos ou religiosos regulamentados.
Existem mais riscos do que benefícios
Tenho muita preocupação com o uso indiscriminado da ayahuasca e, que, apesar de haver algumas pesquisas associando a bebida à melhora de casos de depressão resistente à medicação, ela tem mais riscos que benefícios, pois pode provocar reações não só no cérebro, mas também reflexos em todo organismo.
É uma substância que tem grande ação central, difunde em várias áreas cerebrais vinculadas a sintomas psiquiátricos, mas também pelo corpo mexendo com toda a função metabólica e isso tem uma consequência no estado clínico, por isso algumas pessoas passam mal, vomitam, podem ter parada cardiorrespiratória, entre outros sintomas.
Além do fato de ser uma substância alucinógena, o perigo do consumo da bebida, são as variáveis que isso envolve, que vão desde não ter controle de quais substâncias são usadas na sua composição, a quantidade de cada uma delas, até a segurança do local onde ela vai ser consumida.
Outra reação pouco comentada sobre quem consome a ayahuasca, que pode vir a longo prazo, chamamos de transtorno de percepção persistente ou flashback, e pode ocorrer meses após o consumo da bebida, mesmo que tenha sido apenas uma vez.
É importante notar que o uso da Ayahuasca pode ser controverso. Além disso, as experiências com Ayahuasca podem variar significativamente entre indivíduos, e os efeitos psicológicos nem sempre são previsíveis. Portanto, qualquer pesquisa ou uso da Ayahuasca deve ser conduzida com cuidado e sob a supervisão adequada de profissionais qualificados.
https://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2023/11/25.08-destaque.png334513Joana Santiagohttps://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2016/04/JOANA-SANTIAGO-LOGO-300x120.jpgJoana Santiago2023-11-09 14:27:482023-11-09 14:27:49Ayahuasca e outros alucinógenos
Medicamento para sedar animais gera onda de overdoses nos EUA.
A natureza da dependência química
A dependência química é uma doença crônica que está presente em diferentes classes ou contextos sociais, direta ou indiretamente. Quando um indivíduo usa uma droga, em geral, está de alguma forma em busca da sensação de prazer. Esta sensação é determinada pelo sistema de recompensa que existe em todos os seres humanos, devido à grande liberação de neurotransmissores, como a dopamina. Para experimentar novamente a sensação, a pessoa usa a droga novamente.
Com base no que foi mencionado acima e no meu post anterior sobre Dependência Química, gostaria de compartilhar uma matéria que saiu em 29/09/23 no O Globo.com, que mostra vídeos de pessoas em estado “zumbi” e o aumento da onda de mortes por overdose nas ruas de São Francisco, Califórnia.
A matéria fala do uso da xilazina, um medicamento de uso veterinário, de baixo custo, usado para sedar animais como cavalos, bois e outros mamíferos. Traficantes têm misturado o fármaco a outras drogas letais, como o fentanil, nos Estados Unidos, visando aumentar os lucros. O governo americano classificou a xilazina como uma “ameaça emergente” à saúde pública, sendo o opioide 50 vezes mais forte que a heroína. O consumo indiscriminado de xilazina é mais difícil de ser tratado do que o de outras drogas, pois nunca foi aprovado para uso humano.
Desafios atuais e reflexões sobre dependência química
Ao contrário do que muitos ainda pensam, drogas não se restringem apenas a substâncias ilegais / ilícitas. Também são consideradas drogas substâncias lícitas, por exemplo: cigarro; álcool; as prescritas por médicos (como remédio para emagrecer, ou até mesmo antidepressivos); ou aquelas que podem ser compradas em mercados ou lojas (como solventes, cola de sapateiro, etc). Cada vez mais, usuários e dependentes descobrem uma nova droga, e a cada descoberta de uma substância que pode causar o prazer esperado, estes divulgam a outros, através do “boca a boca”, esta nova “descoberta”.
Vale muito nossa reflexão sobre o assunto que além de ser considerada uma questão de saúde pública tem o olhar da psicologia para que cada um, a seu modo, possa encontrar maneiras de colaborar na questão da prevenção ou reabilitação do uso de drogas; tendo a consciência, despida de preconceitos, de que a melhor forma de compreender o fenômeno é através de uma perspectiva sistêmica e não linear.
Levando sempre em conta a função dos sintomas, o que estes querem dizer e para onde estão apontando. Lembrando sempre que o indivíduo, no caso o usuário de droga, não é isolado, mas que pertence a vários sistemas; e que o tempo todo afeta e é afetado por estes. Desta forma, o fenômeno do uso de drogas é dinâmico, muito complexo e jamais pode ser visto isoladamente.
Vejo também a importância de adotarmos uma perspectiva social nesta reflexão e nos questionarmos sobre as razões de tantas pessoas buscarem as drogas. O que está ocorrendo no mundo que faz com que tantos precisem de um recurso para sentir prazer? Será que já não é possível lidar com as questões atuais e estamos tentando nos anestesiar? Uma reação de fuga da vida ou uma real busca pelo prazer?
A dependência química é uma doença totalmente passível de tratamento, porém o primeiro passo é reconhecer tal necessidade.
Transtorno alimentar é uma condição de saúde mental que afeta os hábitos alimentares e a autoimagem.
Transtornos alimentares ou distúrbios alimentares são alterações nos hábitos alimentares associados a conflitos emocionais. Embora nem todos os casos sejam graves, essas condições podem afetar o funcionamento físico, psicológico e social na ausência de tratamento adequado.
Junto aos transtornos alimentares, ainda há a associação de pensamentos e emoções de angústia.
Se contabilizarmos todos os tipos de transtornos alimentares, é possível concluir que uma grande parcela da população convive com eles.
Um estudo científico publicado no International Journal of Eating Disorders, constatou que houve um aumento de 48% nas internações por conta dos transtornos alimentares na pandemia.
Existe uma incidência maior em pessoas do sexo feminino, mas isso não quer dizer que homens também não sofrem com essa condição.
Geralmente, os TAs são associados com preocupações acerca da comida, peso e forma do corpo.
Tudo isso pode ser intensificado com o padrão de corpo perfeito que é imposto nos dias atuais. Vale destacar que há algum tipo de preocupação das marcas em desconstruir esse padrão, mas nada ainda é definitivo.
Alguns dos principais sintomas dos transtornos alimentares são:
ansiedade;
baixa autoestima;
compulsão alimentar;
purgação por vômito;
uso de laxantes;
exercícios físicos compulsivos;
comer com restrição.
Tipos de distúrbios alimentares
Entre os principais tipos de distúrbios alimentares podemos encontrar:
Anorexia nervosa;
Bulimia;
Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA);
Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP);
Vigorexia.
Causas dos transtornos alimentares
Comer compulsivamente ou perder a fome a ponto desse comportamento comprometer seriamente a saúde pode ter uma série de causas.
A comida é refúgio para aquelas pessoas que apresentam dificuldade de verbalizar seus problemas, seja por medo ou por timidez. Problemas como depressão, ansiedade e situações de violência também podem desencadear quadros de transtorno alimentar.
Fortes impactos emocionais, como falecimento de um ente querido, separação, decepções amorosas ou perda de emprego, também podem desencadear problemas relacionados com transtornos alimentares.
O Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais (DSM) incluiu os transtornos alimentares em sua lista em 1994. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) 4,7% da população brasileira apresenta algum tipo de transtorno deste tipo, como anorexia, bulimia e compulsão. Este problema atinge mais os jovens com idades entre 14 e 18 anos.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico dos transtornos alimentares é feito pelo psicólogo ou médico psiquiatra.
São analisados os hábitos alimentares, as crenças pessoais e o impacto dos hábitos na saúde física do indivíduo.
No caso de crianças e adolescentes, as observações dos pais são fundamentais para chegar a uma conclusão. Pacientes nessas faixas etárias possuem dificuldade para compreender o significado de seus comportamentos e relatar o que está incomodando ao profissional.
A perda significativa e rápida de peso em crianças e adolescentes pode trazer graves consequências para a saúde. Por essa razão, assim que os pais identificarem algo atípico nos hábitos alimentares e na maneira como os filhos se referem a si mesmos, já podem consultar um profissional.
O diagnóstico precoce favorece o tratamento e reduz os riscos à saúde como um todo.
O tratamento
O tratamento é multidisciplinar, envolve Nutricionista, Endocrinologista, Psicólogo e Psiquiatra. A equipe precisa acompanhar o paciente e sua evolução constantemente.
Embora os sintomas dos transtornos alimentares sejam físicos, muitos deles são causados por problemas psicológicos, a partir de traumas e pensamentos negativos sobre o próprio corpo.
Por esse motivo, além do acompanhamento com médicos e nutricionistas, a psicoterapia é fundamental para a melhora de uma pessoa nessas condições.
O psicólogo é capaz de entender quais são os motivos pelos quais essas pessoas possuem baixa autoestima e, então, busca trabalhar essas questões, a fim de ressignificar esse sentimento e estimular a autoaceitação.
https://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2023/09/25.08-destaque-1.png334513Joana Santiagohttps://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2016/04/JOANA-SANTIAGO-LOGO-300x120.jpgJoana Santiago2023-09-20 16:18:042023-09-20 16:18:06O que é o Transtorno Alimentar
Setembro Amarelo marca a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Durante todo o mês, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção para a importância de discutir e promover ações a respeito do suicídio.
Setembro Amarelo é um mês dedicado à conscientização e prevenção do suicídio. É um período em que a importância de saber ouvir e praticar a empatia com as pessoas ganha destaque. Em um mundo que muitas vezes parece estar cada vez mais isolado e estressante, demonstrar cuidado e compreensão pelos sentimentos e desafios dos outros é fundamental.
Este mês, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, realiza no Brasil a campanha Setembro Amarelo® desde 2014. O lema escolhido para a campanha deste ano é “Se precisar, peça ajuda!”.
A campanha busca disseminar informações e quebrar tabus em torno das questões relacionadas à saúde mental e o estigma direcionado a pessoas que sofrem de transtornos mentais e os profissionais que lidam com estes casos. A campanha visa incentivar o apoio às pessoas e prevenir casos de suicídio.
O Brasil é um dos países com as maiores taxas de diagnósticos de transtornos de ansiedade e depressão. Estes transtornos são os principais fatores de risco associados ao suicídio. Registramos aproximadamente 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.
A importância do saber ouvir!
A empatia nos permite entrar no mundo emocional de alguém, compreender suas dores e lutas, e oferecer apoio genuíno. Saber ouvir é uma das formas mais poderosas de expressar empatia. Às vezes, tudo o que alguém precisa é ter alguém disposto a escutar, sem julgamento, sem soluções prontas, apenas um ombro amigo e um ouvido atento.
Neste Setembro Amarelo, lembro a vocês que nossas ações e palavras podem fazer uma diferença significativa na vida daqueles que estão enfrentando momentos difíceis. Ao praticar a empatia e estar disposto a ouvir, podemos ajudar a quebrar o estigma em torno da saúde mental e, mais importante ainda, salvar vidas.
São diversas identidades na mesma pessoa, que numa simples conversa pode apresentar vozes diferentes, comportamentos variados, mudar de identidade ou de idade.
O Transtorno Dissociativo de Identidade é uma condição psiquiátrica em que um indivíduo apresenta traços de duas ou mais personalidades. As diferentes identidades dessa pessoa podem assumir o controle e reagir de maneiras completamente distintas nas mesmas situações. De forma geral, uma pessoa com esse transtorno tem lapsos profundos de memória, ou seja, momentos que lhe escapam e em que não sabe onde esteve; com quem e nem o que estava fazendo.
O programa do Fantástico entrevistou Giovanna Blasi, que mostrou pelo menos três diferentes identidades, uma delas, a Dandara, foi contra a gravação da entrevista: “Eu fui totalmente contra ela se expor, mas eu entendo o propósito dela”.
Não se tem uma resposta definitiva para a origem do problema, mas acredita-se que as múltiplas personalidades podem ser desencadeadas por situações traumáticas na infância, como abuso físico, sexual ou emocional. O transtorno pode ser uma forma de defesa do indivíduo para lidar com o trauma, separando as experiências e memórias dolorosas em diferentes identidades. Outros fatores, como vulnerabilidade genética, também podem desempenhar um papel na predisposição para o desenvolvimento do transtorno dissociativo de identidade.
O tratamento do transtorno dissociativo de identidade envolve uma abordagem multidisciplinar, com a participação de profissionais de saúde mental experientes. O objetivo principal do tratamento é promover a integração e a cooperação entre as diferentes identidades, reduzindo a fragmentação da personalidade e fortalecendo a capacidade do indivíduo de lidar com o trauma subjacente.
É importante ressaltar que o tratamento deve ser individualizado, adaptado às necessidades específicas de cada pessoa. O apoio contínuo da equipe de tratamento, o suporte social e o autocuidado são elementos essenciais para ajudar a pessoa a lidar com os desafios do transtorno dissociativo de identidade ao longo do tempo.
Veja a matéria completa no: https://globoplay.globo.com/v/11880016/
O transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão generalizado de sensação de superioridade (grandiosidade), necessidade de ser admirado e falta de empatia.
Transtorno de personalidade narcisista é um dos vários tipos de transtornos de personalidade. Trata-se de uma condição mental em que as pessoas têm um senso inflado de sua própria importância, uma profunda necessidade de atenção e admiração excessivas, relacionamentos conturbados e falta de empatia pelos outros. Mas por trás dessa máscara de extrema confiança está uma frágilautoestima que é vulnerável à menor crítica.
O transtorno de personalidade narcisista causa problemas em muitas áreas da vida, como relacionamentos, trabalho, escola ou assuntos financeiros. Pessoas narcisistas podem ser geralmente infelizes e desapontadas quando não recebem favores especiais ou admiração que acreditam que merecem. Eles podem achar seus relacionamentos insatisfatórios e outros podem não gostar de estar perto deles.
Não se sabe o que causa o transtorno de personalidade narcisista. Ele é resultado de um conjunto de fatores genéticos e ambientais que moldam as características do indivíduo até a idade adulta.
Sabe-se que é mais frequente em homens e também em pessoas que sofreram abusos na infância ou tiveram relacionamentos problemáticos com pais e familiares.
Os sinais e sintomas do transtorno de personalidade narcisista variam de acordo com a sua gravidade. Veja alguns deles:
Grandiosidade A pessoa superestima suas próprias habilidades e exagera suas realizações (uma característica denominada grandiosidade). Ela acredita que é superior aos outros, original ou especial.
Fantasia de ser especial A pessoa com esse transtorno se preocupa com fantasias de grandes realizações, de ser admirada por sua inteligência ou beleza avassaladora, de ter prestígio e influência ou de vivenciar um grande amor. Ela sente que deve se relacionar apenas com outros tão especiais e talentosos quanto ela mesma, não com pessoas comuns. Ela utiliza esse relacionamento com pessoas extraordinárias para sustentar e melhorar sua autoestima.
Necessidade de ser admirada Uma vez que a pessoa com transtorno de personalidade narcisista precisa ser excessivamente admirada, sua autoestima depende de que os outros tenham uma opinião favorável sobre ela. Assim, sua autoestima é geralmente muito frágil. A pessoa com esse transtorno frequentemente observa para ver o que os outros pensam dela e avalia se está indo bem ou não.
Minimizam os próprios defeitos Uma característica frequentemente encontrada é o hábito de minimizar os próprios defeitos, atitudes ou falhas. Assim, raramente admitem arrependimento ou demonstram qualquer remorso, mesmo reconhecendo o problema.
Falta de empatia ou empatia reduzida A pessoa narcisista tem dificuldade para se colocar no lugar do outro. Consequentemente, não consegue compreender a magnitude do impacto das suas ações em outros indivíduos. Como, então, se desculpar por algo que você acredita não ser tão ruim assim? Essa é outra razão pela qual é difícil fazer com que a pessoa narcisista perceba e aceite os seus erros.
Comportamento de vítima Não acham que estão erradas e se fazem de vítimas quando são confrontadas por suas atitudes. Mesmo que tenham sido o pivô da situação desagradável, elas têm dificuldade para assumir a responsabilidade por suas ações e tomar atitudes para remediar os seus erros. Tentam colocar a culpa em terceiros ou desviar o foco para o comportamento de outra pessoa para reduzir a atenção negativa.
Falta de empatia ou empatia reduzida A pessoa narcisista tem dificuldade para se colocar no lugar do outro. Consequentemente, não consegue compreender a magnitude do impacto das suas ações em outros indivíduos. Como, então, se desculpar por algo que você acredita não ser tão ruim assim? Essa é outra razão pela qual é difícil fazer com que a pessoa narcisista perceba e aceite os seus erros.
Tipos de narcisismo
Nem todo narcisista apresenta os mesmos comportamentos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Nova York, há dois tipos de narcisismo: o grandioso e o vulnerável.
Os narcisistas grandiosos costumam ser extrovertidos, dominantes e arrogantes. Também têm autoestima elevada, são confiantes e geralmente são felizes.
Por outro lado, os vulneráveis são inseguros, tímidos e com baixa autoestima. Geralmente, são ansiosos, mais sensíveis às críticas e podem ter depressão.
De qualquer forma, ambos os tipos são pessoas egoístas, que se sentem especiais e buscam por adulação e admiração dos outros.
Causas do narcisismo
Primeiramente, é preciso ressaltar que é possível ter traços narcisistas e não ser um narcisista clinicamente diagnosticado.
Adolescentes, por exemplo, apresentam características narcisistas em razão do estágio do desenvolvimento cognitivo em que se encontram. Entretanto, isso não quer dizer que tenham ou irão desenvolver este transtorno de personalidade. O mesmo se aplica a pessoas com tendência a ser arrogantes e egocêntricas.
Ele é o resultado de uma combinação de fatores, como ambiente familiar desfavorável, convivência com uma pessoa com o diagnóstico de personalidade narcisista e componentes genéticos.
A necessidade de ser sempre o melhor para conseguir aprovação é mais presente em quem cresceu com pais excessivamente exigentes, podendo ser um gatilho para o desenvolvimento dessa condição. Por outro lado, pais que elogiam e favorecem o filho de maneira exagerada ao longo do seu desenvolvimento também podem contribuir para o surgimento da personalidade narcisista.
Crescer com um pai ou mãe narcisista pode causar problemas emocionais, como ansiedade, medo de errar e perfeccionismo exagerado, ou ser um gatilho para o desenvolvimento da condição. O filho replica os comportamentos dos pais sem ter consciência de quão nocivos eles são.
Quando procurar ajuda profissional
As pessoas com transtorno de personalidade narcisista podem não querer pensar que algo esteja errado. Então, é improvável que procurem tratamento. Se eles procuram tratamento, é mais provável que seja por sintomas de depressão, uso de drogas ou álcool, ou outro problema de saúde mental. Porém, insultos percebidos à autoestima podem dificultar a aceitação e o tratamento.
Se você reconhecer aspectos de sua personalidade que são comuns ao distúrbio da personalidade narcisista ou se estiver se sentindo sobrecarregado pela tristeza, considere entrar em contato com um psiquiatra ou psicólogo. Obter o tratamento certo pode ajudar a tornar sua vida mais gratificante e agradável.
As causas que levam alguém a se tornar um dependente químico são diversas e nunca aparecem isoladamente. Desde um ambiente familiar frágil até a influência de amigos podem ser fatores determinantes na condição do indivíduo.
A dependência química é caracterizada pela necessidade e dependência de substâncias psicoativas, que podem incluir álcool, maconha, cocaína, medicamentos e calmantes. Essa condição é considerada um transtorno mental resultante do uso constante dessas drogas. Infelizmente, muitas vezes, os dependentes químicos são estigmatizados pela sociedade, sendo vistos como pessoas sem força de vontade, fracas e incapazes de abandonar o vício.
No entanto, é crucial compreender que a dependência química leva o indivíduo a perder o controle sobre o uso dessas substâncias, resultando em um declínio gradual de sua saúde emocional, física e psicológica. Diante dessa situação, é fundamental buscar ajuda profissional e apoio adequado para iniciar o processo de recuperação.
O que é a dependência química?
A dependência química foi demarcada e catalogada na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) da seguinte forma:
Segundo o DMS-V (Manual Diagnóstico e Estatístico De Transtornos Mentais), a dependência se baseia em um padrão de uso de uma substância que provoca sofrimento ou prejuízo clínico e que impede o usuário de realizar atividades cotidianas e antes prazerosas, em detrimento do seu uso.
Esse padrão passa pelas fases de tolerância e abstinência, caracterizando um ciclo vicioso em que, apesar do malefício evidente da substância, o usuário acaba se tornando escravo de seus efeitos.
O uso das substâncias não é mais uma questão a ser decidida pelo usuário, ele é um mero fantoche de seu vício. Existem fatores bioquímicos envolvidos, que fazem com que a droga seja o principal combustível para a existência do indivíduo.
Prevenir é a melhor escolha
Evitar entrar no ciclo de tentativa de usar drogas é o melhor a ser feito. Se estamos falando sobre uma pessoa que se encontra no quadro de dependência química e quer prevenir novas recaídas, sugere-se que o paciente mantenha o acompanhamento de profissionais especializados e o apoio de pessoas queridas, que podem ser amigos, familiares.
Como conviver com o prognóstico?
A dependência química geralmente representa um impacto profundo em diversos aspectos da vida do indivíduo e também daqueles que estão ao seu redor. Dada a sua complexidade, é interessante que os programas de tratamento sejam realmente múltiplos, para atender às diversas necessidades do paciente (aspectos sociais, psicológicos, profissionais), sendo mais eficaz na alteração dos padrões de comportamentos que o levam ao uso da substância, assim como seus processos cognitivos e seu funcionamento social.
Para manter-se livre das drogas, o indivíduo terá que realizar uma série de mudanças em seu estilo de vida. É recomendado que a pessoa evite locais e situações que sejam associados ao uso da droga, para reaprender sobre outras fontes de prazer (que não as que estejam relacionadas ao consumo).
Geralmente, pessoas com problemas de dependência afastam-se de todas as formas de lazer que tinham antes, hobbies, relacionamentos, etc. É importante retornar à vida anterior ou desenvolver novas formas de lazer. Essa pode ser uma das tarefas mais difíceis no processo de recuperação, mas é possível realizá-la.
Se você é dependente químico ou conhece alguém que está passando pelo processo de superação do vício, convide a pessoa para participar de atividades sociais divertidas e saudáveis, para que ele realmente perceba que pode ser feliz sem o uso da substância!
Qual é a real importância de buscar ajuda de um psicólogo na dependência química?
É importante que o indivíduo com dependência química procure ajuda de psicólogos quando ocorrem situações nas quais a substância está influenciando negativamente a saúde física e/ou rotina, funções acadêmicas e/ou profissionais e as relações interpessoais.
Os critérios do “Manual Estatístico e Mental de Transtornos Mentais”, da Associação Americana de Psiquiatria, e “Classificação Internacional de Doenças”, da Organização Mundial da Saúde (OMS), são os mais comumente empregados para o diagnóstico dos transtornos relacionados ao uso de substâncias, e esse diagnóstico, primeiramente, só pode ser feito por um conjunto de laudos de profissionais qualificados (médico, psiquiatra, psicólogo).
Vários questionários de autopreenchimento (tais como ASSIST, CAGE, AUDIT) e testes sanguíneos também têm sido empregados, em contexto clínico, com tais fins, mas não podem ser considerados como substitutos de uma cuidadosa entrevista clínica.
Falar sobre o assunto é importante e fazer isso em um ambiente seguro e profissional é de extrema importância.
Tratamento específico para dependência química
O tipo de ajuda mais adequado para cada pessoa depende de suas características pessoais, da quantidade e padrão de uso de substâncias e se o mesmo apresenta problemas de ordem emocional, física ou interpessoal decorrentes desse uso, o que, como mencionado, é muito comum de acontecer.
A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros.
Quando diagnosticada, a dependência química deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.
Uma das indicações é da Terapia Cognitivo Comportamental, por ser uma abordagem terapêutica estruturada, diretiva, com metas claras e definidas pelo psicólogo e paciente, focada no momento presente e utilizada para tratar diversos comportamentos disfuncionais.
Dependência química tem cura?
Não podemos afirmar que há uma cura para a dependência química. A dependência química é uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão. Porém, essa doença é totalmente passível de tratamento.
Vale ressaltar que além de cessar o consumo, um tratamento eficaz é aquele que consegue auxiliar o indivíduo a retomar o funcionamento produtivo na família, no trabalho, na sociedade e no trabalho.
https://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2023/07/26.04-destaque.png334513Joana Santiagohttps://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2016/04/JOANA-SANTIAGO-LOGO-300x120.jpgJoana Santiago2023-07-12 21:28:472023-07-12 21:28:49A dependência química sob o olhar da Psicologia
Bipolaridade é o nome leigo dado para um diagnóstico psiquiátrico chamado Transtorno Afetivo Bipolar, que é uma doença psiquiátrica relacionada ao humor.
O transtorno bipolar é uma condição séria e complexa, porém, infelizmente, muitas pessoas tratam o assunto com pouca importância. É comum encontrar músicas, memes e até mesmo termos pejorativos relacionados a essa condição. No entanto, devemos lembrar que estamos lidando com um transtorno que aprisiona milhares de pessoas em todo o mundo em suas próprias mentes. É importante reconhecer a gravidade do transtorno bipolar e promover um ambiente de compreensão e respeito para aqueles que vivenciam essa realidade.
Sua característica mais marcante é a alternância, às vezes súbita, de episódios de depressão com os de euforia (mania e hipomania) e de períodos assintomáticos entre eles. As crises podem variar de intensidade (leve, moderada e grave), frequência e duração.
As flutuações de humor têm reflexos negativos sobre o comportamento e atitudes dos pacientes, e a reação que provocam é sempre desproporcional aos fatos que serviram de gatilho ou, até mesmo, independem deles.
Em geral, essa perturbação do humor se manifesta tanto nos homens quanto nas mulheres, entre os 15 e os 25 anos, mas pode afetar também as crianças e pessoas mais velhas.
O Transtorno Bipolar pode ser classificado nos seguintes tipos:
Transtorno bipolar tipo I: predominância de episódios fortes e rápidos de mania, seguidos por alterações do tipo depressivas ou mistas (com depressão e mania) que duram várias semanas;
Transtorno bipolar tipo II: forma caracterizada pela presença de episódios maníacos mais amenos;Transtorno bipolar ciclotímico: é uma forma de bipolaridade caracterizada por ciclos maiores entre os estados. Sendo assim, aqui, os períodos depressivos duram anos, sendo seguidos por vários episódios de mania.
O que é um episódio de mania ou depressão?
Já falamos sobre o que é transtorno bipolar e sua classificação com base em seus sintomas, duração dos ciclos. Mas o que são episódios maníacos ou depressivos, quando tratamos de saúde mental?
Os episódios depressivos, como o nome já diz, são caracterizados pela presença de sentimentos como a tristeza, a desesperança, a agonia e muitos outros que têm em comum a baixa vitalidade do indivíduo. Aqui, por vezes, o paciente também pode ter ideações suicidas, ou seja, o desejo de terminar a própria vida.
Os episódios maníacos, por sua vez, são aqueles em que o paciente tem picos de energia e alto astral. Nesses períodos, em muitos casos, estão presentes comportamentos de risco, como o engajamento em sexo sem proteção, compras desenfreadas e tomada de atitudes precipitadas.
Quais são os sintomas do transtorno bipolar?
Alguns detalhes sobre os principais sintomas do transtorno bipolar:
Irritabilidade Um dos sintomas mais frequentes do transtorno bipolar é a irritabilidade, gerada pelas alterações de humor vividas pelo paciente.
Esquecimentos Outro sinal de alerta é a presença de esquecimentos, que também podem estar associados a muitos outros problemas.
Fala compulsiva Episódios de mania são caracterizados por vários fatores, dentre eles, a fala compulsiva, ou seja, quando a pessoa não consegue parar de falar rapidamente.
Ideias suicidas Os picos de depressão costumam ser bem fortes nos pacientes bipolares que não estão passando por tratamento. Assim, ideações suicidas são frequentes.
Falta de energia Na depressão, é comum que o indivíduo fique prostrado e sem vontade de realizar atividades corriqueiras.
Picos de energia Na mania, por sua vez, é frequente a presença de grandes picos de energia.
Gastos compulsivos Também associados aos episódios maníacos, é comum que os pacientes gastem muito, sem medir as consequências dos seus atos.
Alterações no sono O paciente com bipolaridade pode vivenciar momentos em que dorme muito (depressão) ou quase nada (mania).
Alternação entre os estados de humor Por fim, temos o principal sintoma do transtorno bipolar: a instabilidade de humor. Aqui, o paciente passa por períodos de grande depressão e de grande animação, intercalando os polos ao longo dos meses ou semanas.
Como saber se uma pessoa tem transtorno bipolar?
O diagnóstico deve ser feito por um psiquiatra, requer uma boa anamnese, uma história clínica bem detalhada e exame psíquico também muito detalhado. Além de alguns exames clínicos laboratoriais, como exame de sangue, e de imagem para afastar outras patologias que poderiam gerar dúvidas.
Para uma pessoa leiga, o que pode chamar atenção é a alternância entre períodos de sintomas depressivos e períodos de impulsividade, com muitos desejos sexuais, gastos excessivos e necessidade de sono reduzida.
Tratamentos e Terapias
O paciente, no entanto, não deve se manter apenas com as medicações e a terapia. É necessário, também, fazer alterações no estilo de vida. Bons exemplos são:
Investimento em interações sociais benéficas, sem amizades ou relacionamentos tóxicos, entre outros.
Hábitos saudáveis e um estilo de vida agradável ajudam na manutenção do tratamento, fazendo com que as crises fiquem controladas e a qualidade de vida do paciente melhore consideravelmente.
Viu como o transtorno bipolar é um assunto sério? Se você está vivenciando esses sintomas ou conhece alguém que os apresenta no dia a dia, é hora de buscar ajuda médica. Afinal, esse problema tem tratamento e o paciente afetado pode viver uma vida plena, feliz e completamente normal.
A espiritualidade está ligada ao entendimento e aperfeiçoamento do próprio indivíduo
Inúmeros estudos têm apontado que a espiritualidade traz benefícios para a saúde física e mental. Trata-se de conjunto de valores morais, mentais e emocionais que norteiam pensamentos, comportamentos e atitudes, e que podem ter conexão com algo transcendente, ou mesmo a fé.
Os bons sentimentos elevam a frequência de emoções positivas, com reflexos na qualidade de vida e também no tratamento de doenças.
A espiritualidade proporciona sentimentos como perdão, gratidão, empatia e otimismo, que produzem e liberam substâncias anti-estresse, como serotoninas e endorfinas, que são benéficas à saúde vascular. Por outro lado, a raiva, o pessimismo e o medo liberam hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol.
Não existe uma fórmula ou manual que desperte sua espiritualidade. Essa é uma questão de prática e concentração no seu propósito e pode funcionar de formas distintas para cada pessoa.
Ficar quieto e aprender a acalmar sua mente é uma das coisas mais simples e poderosas que você pode fazer para se sentir em contato com sua verdadeira natureza.
Antes de continuar a falar sobre esse tema, quero dizer que espiritualidade e religião não são a mesma coisa. Embora esses dois conceitos tenham uma inter-relação, não são iguais.
A religiosidade é a conexão que temos com uma determinada religião, o que significa ligar-se aos preceitos, às crenças e às práticas que ela propaga e defende. Cada religião tem os seus mandamentos, digamos assim.
Qual é a diferença entre religião e espiritualidade?
É muito comum a associação da espiritualidade com a religião, no entanto é muito importante saber que elas não estão, necessariamente, ligadas. Isso porque as práticas e os rituais religiosos podem ser meios para atingir a espiritualidade, e não o objetivo final.
Religião, por definição, é um conjunto pessoal ou sistema institucionalizado de atitudes, crenças e práticas religiosas; o serviço e adoração a Deus ou ao sobrenatural.
Já a espiritualidade, por outro lado, conota uma experiência de conexão com algo maior do que você; viver a vida cotidiana de maneira reverente e sagrada.
Em outras palavras, o que vale na espiritualidade é o propósito ou intenção por trás da ação, às vezes ela está pautada em relacionamentos, prática de alguma atividade, contato com a natureza e até mesmo na arte.
Espiritualidade e seus efeitos positivos
A espiritualidade (e a religiosidade também) contribui muito para a saúde mental, porque nos ajuda a lidar com as situações difíceis da vida, trazendo conforto nesses momentos complicados, fortalecendo o nosso bem-estar, principalmente o psicológico. Também incentiva a autorreflexão e a busca de uma vida mais significativa a cada um de nós. Isso é essencial quando falamos em saúde mental.
Como praticar a espiritualidade no dia a dia?
– Contemple aquilo que te faz bem e que te desacelera. Pode ser ouvir uma música, admirar uma paisagem, ler um livro, revisitar memórias felizes, praticar o amor e estar presente.
– Pratique a meditação. Aquietar a mente e se concentrar no aqui e agora pode ajudar na busca pela paz interior e a se conectar mais com a vida.
– Saia do piloto automático e se torne a pessoa que deseja ser. Desperte para o seu propósito de vida, trace metas e foque em algo que seja importante e que te proporcione mais sentido.
– Valorize o que é realmente importante. Reconheça que a felicidade não está nas coisas. Reconheça que é possível encontrar a felicidade além do material e do imediatismo.
Ter espiritualidade é se guiar pelo amor e respeito. É acreditar que fazer o bem é poderoso e reconhecer que estar aqui, neste momento, é o suficiente para sermos gratos pela oportunidade da vida. Sinta a potência que é poder respirar e fazer a diferença para si e para o próximo. Cultive as coisas boas dentro de si e veja o florescer transcender além de você.
https://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2023/04/26.04-destaque.png334513Joana Santiagohttps://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2016/04/JOANA-SANTIAGO-LOGO-300x120.jpgJoana Santiago2023-04-26 17:20:122023-04-26 17:20:14A Psicologia e Espiritualidade em nossa vida
Diante da tragédia que aconteceu na escola Estadual Thomazia Montoro na última segunda-feira, como fica a cabeça das pessoas envolvidas e principalmente dos pais.
A escola deve ser um local seguro para socializar e cultivar a formação intelectual, moral e ética do aluno. Por isso, presume-se que esse lugar seja munido de proteção e segurança. Mas o atual cenário brasileiro, com o acontecido na última segunda-feira, nos dá uma realidade de desrespeito e violência.
Atualmente situações de violência ganham cada vez mais destaque nas mídias e pesquisas, nas agressões nem sempre são físicas. Casos de violência psicológica são bem mais comuns e menosprezados, pois constantemente são julgados como brincadeira.
O aumento da violência nas escolas, faz com que seja criada uma atmosfera de medo e vulnerabilidade, tanto para professores quanto para alunos e pais. Vítimas presentes nesse índice são propensas a desenvolverem problemas sérios de saúde tanto físicos quanto mentais.
Causas e consequências da violência em âmbito escolar
Assim como ocorre em nossa sociedade, a escola não está protegida e isenta de violência social. Inclusive, acaba sendo um espelho da nossa realidade.
A reproduções de ambientes violentos, como por exemplo: presença de discussões familiares, ausência dos pais ou responsáveis, falta de afeto, desemprego, pobreza, falta das políticas públicas, violência presentes nos meios de comunicação, violência sexual, falta de empatia, entre outros, são formas que encontram de manifestar, uma vez que as crianças reproduzem o que veem ou o que lhes é ensinado, pois o agressor por vezes vem de convívios familiares perturbados e/ou desestruturados, e é frequente que tenha sido submetido à violência doméstica. Com isso, acaba reproduzindo na escola o uso de forças e da intimidação, sob a qual é sujeitado em seu meio familiar.
Por outro lado, quando os alunos não se sentem representados, não gostam das aulas e/ou presenciam abusos de poder por parte dos docentes e do setor pedagógico, tendem a encontrar maneiras de implicar com os mesmos, fazendo com que os professores se sintam constantemente atacados por parte dos estudantes, levando ao desânimo e até mesmo problemas psicológicos, já que vivem em constante estado de alerta, com medo de serem alvos.
A violência dentro do contexto escolar se manifesta entre os estudantes pelas agressões físicas, verbais, materiais, cyberbullying, social e psicológica, essas comumente são ações que perpetuam o bullying.
Como combater a violência na escola
A primeira forma de combater a violência na escola é envolvendo os alunos para pensarem sobre esse fato. Assim, colocar questões como abaixo, pode ajudar os alunos a entenderem o tema e refletir melhor.
O que é violência?
Quais os tipos de agressão?
Em que contextos históricos temos violência?
Quais desses tipos de violência ocorrem no país, na cidade e na escola?
Existem casos em que a violência é tida como legítima?
Por meio de quais instituições dá para combatê-la?
Como as artes e o esporte ajudam a lidar com a violência?
Quais leis nos protegem?
Além de motivar o pensamento crítico, o jovem também tem a chance de intervir sobre as manifestações que o afetam. É nessa hora que entra um segundo ponto que deve ser feito em todas as fases da vida: como mediar conflitos.
Dá para explorar ainda ações que fomentem o protagonismo estudantil, com o objetivo de ensinar como gerir as muitas situações de forma democrática e justa. Alguns exemplos são:
Assembleias que envolvem os pais, alunos e docentes;
Criar um grêmio estudantil;
Fazer campanhas de conscientização;
Manifestação pública em redes sociais.
Papel dos pais no combate à violência na escola
A negligência dos pais e responsáveis pode ter uma certa influência na conduta do discente, tendo em vista que a família é a base da educação. Sendo assim, se a família não age de forma paralela com a escola, o aluno não entende que seus atos têm uma consequência real.
No caso em que os pais suspeitam que seu filho é agredido ou vítima de bullying, não lhe diga que resolva seus próprios problemas. É extremamente positivo que estabeleça um canal de comunicação de confiança com seu filho para que ele se sinta à vontade em falar contigo sobre tudo de bom ou de mal que esteja vivendo.
Se seu filho é uma vítima, fale com ele, e se comprometa em ajudá-lo a resolver este problema. Diga-lhe que ele não é culpado desta situação. Não o faça sentir-se culpado nem o abandone. Tente sempre algo mais.
Junto ao seu filho, fale do assunto. Faça-o sentir-se protegido, sem estimular a dependência. Envolva quanta gente seja possível e siga esses conselhos:
1- Investigue em detalhe o que está ocorrendo. Escute seu filho e não o interrompa. Deixe que desabafe sua dor.
2- Coloque-se em contato com o professor do seu filho, com a direção do colégio e com o coordenador de estudos para alertá-los sobre o que ocorre, e peça sua cooperação na investigação e na resolução do acontecido.
3- Não estimule seu filho que seja agressivo ou se vingue. Pioraria mais a situação.
4- Discuta alternativas seguras para responder aos agressores e pratique respostas com seu filho.
5- Caso a agressão continue, prepare-se para colocar-se em contato com um advogado.
6- Dependendo do grau de ansiedade e de medo que esteja envolvido o seu filho, busque um psicólogo para ajudá-lo a superar este trauma. Mas jamais se esqueça que a melhor ajuda, nesses casos, é a da família.
7- Mantenha a calma e não demonstre tanta preocupação. Demonstre determinação e otimismo.
Quando seu filho é o agressor é muito difícil para muitos pais reconhecerem algo negativo na conduta de seus filhos, por isso é muito importante, quando se detecta o caso, que eles trabalhem diretamente com a escola para resolver este problema, de uma forma imediata, já que normalmente o problema de uma má conduta pode crescer como uma bola de neve. O que jamais devem fazer os pais do agressor é usar de violência para resolver o problema. Podem ser acusados de maus tratos ao seu filho.
Melhor seguir alguns conselhos:
1- Investigue o porquê do seu filho ser um agressor.
2- Fale com os professores, peça-lhes ajuda, e escute todas as críticas sobre seu filho.
3- Aproxime-se mais dos amigos do seu filho e observe que atividades realizam.
4- Estabeleça um canal de comunicação e confiança com seu filho. As crianças necessitam sentir que seus pais os escutam.
5- Tome cuidado para que não culpe aos demais pela má conduta do seu filho.
6- Colabore com o colégio dando seguimento ao caso e registrando as melhoras.
7- Canalize a conduta agressiva de seu filho até algum esporte de competição, por exemplo.
8- Deixe claro ao seu filho que a conduta de agressão não é permitida na família.
9- Deixe claro o que ocorrerá se a agressão continuar.
10- Ensine-o a praticar boas condutas.
11- Não ignore a situação. Mantenha a calma e procure saber como ajudar o seu filho.
12- Incentive seu filho a manifestar suas insatisfações e frustrações sem agressão.
13- Demonstre ao seu filho que continua amando-o tanto quanto antes, mas que desaprova seu comportamento.
14- Anime-o para que reconheça seu erro e que peça perdão à vítima. Elogie suas boas ações.
Se você estiver vivenciando a presença dos primeiros sintomas no seu filho(a) ou amigo, entre eles: desânimo, choro repentino, sensação de pânico ou até mesmo autodepreciação, depressão, ansiedade, mudanças de comportamento, aflição e tristeza, procure ajuda profissional.
https://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25.08-destaque-1.png334513Joana Santiagohttps://joanasantiago.com.br/wp-content/uploads/2016/04/JOANA-SANTIAGO-LOGO-300x120.jpgJoana Santiago2023-03-30 18:06:292023-03-30 18:06:31O papel dos pais diante da violência escolar